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Browsing Reitoria by Sustainable Development Goals (SDG) "03:Saúde de Qualidade"
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- Análise qualitativa e exploratória sobre os mitos da violação e estereótipos de género associados aos consumos sociais de álcool e de outras substâncias psicoativas, num grupo de jovens altutos/as (18-24 anos)Publication . Lopes, Ana Rita Gonçalves Antunes; Pires, Cristiana do ValeA violência sexual em ambientes de lazer noturno (ALN) e em contextos festivos é uma preocupação crescente, sendo perpetuada por assimetrias de género e normas hegemónicas que naturalizam comportamentos abusivos e perpetuam relações desiguais de poder. Esta investigação teve como objetivo explorar as perceções de jovens sobre o papel dessas substâncias na dinâmica de vitimização sexual, com um foco particular no álcool e outras substâncias, bem como nas normas culturais de género que moldam comportamentos e atitudes nesses ambientes. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, utilizando grupos de discussão com jovens para explorar as suas perceções e experiências. Os resultados revelaram que tanto mulheres quanto homens percebem o álcool como um fator facilitador da vitimização, que amplifica a vulnerabilidade das vítimas e a agressividade dos agressores. As mulheres que participaram neste estudo reportaram adotar mais estratégias de proteção e “vigilância sexual” para prevenir a violência sexual, evidenciando as expectativas sociais que as responsabilizam pela sua própria segurança. Já os homens, embora reconhecendo o uso de substâncias em ALN, tendem a minimizar os impactos da violência sexual, especialmente em casos sem danos físicos visíveis. O estudo também evidenciou a normalização do consumo de álcool e a adulteração de bebidas como fatores que agravam a exposição ao risco. Este estudo reforça a necessidade de se implementarem campanhas de sensibilização mais inclusivas e estratégias de prevenção que desafiem os estereótipos de género, promovam o consentimento explícito e responsabilizem os agressores. A pesquisa sugere que é essencial a implementação de políticas públicas claras, educação contínua e medidas de proteção mais eficazes em ALN para reduzir a incidência de violência sexual e criar espaços mais seguros e equitativos para todos.
- Avaliação do desconforto em cuidados paliativos : tradução e adaptação para português de Portugal da discomfort scale for dementia of the alzheimer type (DS-DAT)Publication . Duarte, Cátia Sofia de Barros; Capelas, Manuel LuísIntrodução: Para uma melhor sistematização dos Cuidados Paliativos, nomeadamente na área da demência, o conforto deve ser adotado como critério de qualidade em saúde. O objetivo do cuidado na demência deverá ser o aumento do conforto. Para tal, deverá ser usado um instrumento de avaliação válido e confiável para triagem e avaliação da eficácia das intervenções. Metodologia: Este estudo pretende expor de forma estruturada e clara todo o processo de tradução e validação linguística da Discomfort Scale for Dementia of the Alzheimer Type (DS-DAT), segundo um referencial teórico, realizado em cinco etapas: tradução para português de Portugal, síntese das traduções, retro tradução para o idioma original, síntese das traduções e revisão por um painel de peritos na área da demência, cuidados paliativos e linguística. Conclusão: A tradução e validação transcultural da DS-DAT (após a conclusão da validação métrica) facultará o acesso em Portugal a um instrumento de avaliação válido e objetivo de diagnóstico de desconforto em indivíduos com demência do tipo Alzheimer, bem como, fornecerá dados quantitativos que fundamentarão a prática de cuidados paliativos em indivíduos com demência do tipo Alzheimer.
- Bem-estar dos colaboradores de respostas sociais dedicadas aos mais velhos : a importância do apoio recebido das chefiasPublication . Lopes, Maria Luísa Viana Ramos; Silva, Catarina Raposo Vieira da; Lopes, Sílvia PereiraCom a existência de necessidades sociais crescentes e com a diminuição das respostas no seio familiar, as organizações de economia social surgem como essenciais na ajuda a pessoas em situações de carência ou vulnerabilidade, sobretudo, e neste caso concreto, a pessoas idosas. É, pois, fundamental que estas organizações se constituam num contexto de qualidade, o que só poderá acontecer com o empenho e formação especifica dos colaboradores e das suas chefias, cujo bem estar contribui para a melhoria dos serviços prestados e para o bem estar geral. Este trabalho teve como objetivo estudar e compreender a relação entre o bem estar das pessoas dentro e fora do trabalho, assim como, investigar se o apoio da chefia contribui para o bem estar dos colaboradores de respostas sociais destinadas aos mais velhos. Esta investigação adotou uma abordagem quantitativa, utilizando um desenho transversal, e amostragem não probabilística. A amostra foi composta por 206 indivíduos, com idade superior a 18 anos e empregado há mais de um ano em respostas sociais dedicadas a pessoas mais velhas. Com este estudo pretendeu se recolher uma amostra a nível nacional e deu se continuidade a um questionário disponibilizado online através da plataforma "Google Forms”, de maneira a recolher dados referentes às variáveis sociodemográficas e os respetivos instrumentos para medir os construtos de apoio da chefia, engagement, burnout e satisfação geral com a vida. Os resultados indicaram que verificasse uma relação positiva e significativa entre a percepção de apoio da chefia e o engagement no trabalho e uma relação negativa e significativa entre a percepção de apoio da chefia e o burnout. Encontrou se uma relação positiva e significativa entre o engagement no trabalho e a satisfação geral com a vida, contudo, a relação entre o burnout e a satisfação geral com a vida não foi significativa. As principais implicações destes resultados serão discutidas.
- Bem-estar espiritual da pessoa idosa : contributos na capacidade de autocuidadoPublication . Tavares, Maria de Fátima Caixeiro da Cunha; Vieira, MargaridaUm número crescente de estudos relacionados com a espiritualidade/ religiosidade e bemestar espiritual evidenciam resultados positivos no domínio da saúde. Contudo a evidência científica não é unânime quanto à relação entre a espiritualidade e a capacidade de autocuidado da pessoa idosa. Objetivos: Analisar a relação entre o Bem-estar Espiritual e Capacidade de Autocuidado em pessoas idosas; compreender a relação entre as dimensões do Bem-estar espititual e as dimensões da Capacidade de Autocuidado, assim como, analisar a relação entre as variáveis sociodemográficas e autoperceção do estado de saúde no Bem-estar Espiritual e na Capacidade de Autocuidado. Metodologia: Estudo de natureza não experimental, transversal, quantitativo de tipo descritivo e correlacional, desenvolvido em duas etapas. A primeira etapa refere-se ao processo de tradução, adaptação cultural e validação da Exercise of Self-care Agency Scale (ESCA) para a versão portuguesa em pessoas idosas residentes em contexto domiciliário. A segunda etapa visou dar resposta aos objetivos propostos e integrou 400 pessoas idosas residentes em contexto domiciliário. Resultados: Do processo de tradução, adaptação e validação da ESCA, apresenta-se um instrumento constituído por 29 itens com características psicométricas adequadas para utilização em pesquisas futuras (escala global α = .871). O género, idade, escolaridade e autoperceção do estado de saúde, demonstram estar associados a diferenças significativas no Bem-estar espiritual, com resultados superiores no género feminino, nas pessoas mais idosas, em níveis mais baixos de escolaridade e nas pessoas idosas que se autopercecionam como incapazes de cuidar de si. A idade, escolaridade e a autoperceção do estado de saúde, demonstram estar associados a diferenças significativas em algumas das dimensões da capacidade de autocuidado. O Bem-estar espiritual, nas suas dimensões constituintes Fé pessoal, Prática religiosa e Paz espiritual, explicam 16% capacidade de autocuidado. A influência das dimensões do Bem-estar espiritual na autoperceção do estado de saúde, mediado pela Capacidade de autocuidado, revelou que a Paz espiritual agindo positivamente sobre o Autoconceito, Iniciativa e responsabilidade e atividade para o autocuidado detém uma influência positiva na autoperceção de saúde. A Fé pessoal e a Prática religiosa constituem-se como impulsionadoras da capacidade de autocuidado, desempenhando um papel fundamental nas pessoas idosas que se autopercecionam como incapazes de cuidar de si. Conclusões: O Bem-estar espiritual constitui-se como um tipo de apoio capaz de potenciar a capacidade de autocuidado. Como tal, os enfermeiros, integrando uma abordagem holística do cuidar, devem promover o bem-estar espiritual da pessoa idosa no decorrer dos processos de saúde/doença. Implicações do estudo para a educação em enfermagem e investigação foram discutidas.
- Bem-estar espiritual e felicidade em pessoas idosas institucionalizadasPublication . Silva, Margarida Pereira da; Berenguer, Sílvia Maria Alves Caldeira; Capelas, Manuel LuísIntrodução: O envelhecimento populacional é inquestionável. Os cuidados de saúde melhoraram, as pessoas vivem mais tempo e a institucionalização dos idosos tornou-se uma realidade. Os cuidados paliativos, focando-se nas necessidades da pessoa, visam a qualidade de vida através da promoção da dignidade e da prevenção e alívio de todos os tipos de sofrimento. Perante a finitude da vida, oportunidade privilegiada de questionamento interior, importa conhecer a realidade e saber se os idosos institucionalizados encontram significado e propósito na sua vida (bem-estar espiritual) e se se sentem felizes (felicidade subjetiva). Objetivos: Avaliar o bem-estar espiritual e a felicidade subjetiva de pessoas idosas institucionalizadas e analisar a sua relação. Material e métodos: Estudo observacional e transversal, realizado num lar de idosos da cidade de Lisboa com cerca de 100 residentes. A amostra foi constituída por 49 pessoas com mais de 65 anos, sem alterações cognitivas impeditivas da sua participação, avaliadas através do Mini-Mental State Examination. Os participantes completaram o Questionário de Bem-Estar Espiritual (SWBQp) e a Escala de Felicidade Subjetiva de Lyubomirsky e Lepper. Os dados foram analisados utilizando o SPSS 24®. Resultados: Os idosos da amostra apresentam um nível médio-elevado de bem-estar espiritual (BEE) e uma felicidade subjetiva mediana. A variável BEE apresenta uma correlação positiva moderada com todas as suas dimensões – pessoal, comunitária, ambiental e transcendental – e com a felicidade subjetiva. O BEE global, pessoal e comunitário apresenta uma correlação moderada positiva com a felicidade subjetiva e o BEE ambiental uma correlação baixa positiva. A idade apresenta uma correlação negativa baixa com as duas variáveis. Conclusões: Os idosos institucionalizados apresentam felicidade e BEE medianos, os quais parecem correlacionar-se positivamente. Atendendo à missão dos cuidados paliativos, os enfermeiros, na equipa, devem implementar intervenções individualizadas que melhorem o bem-estar espiritual e a felicidade dos idosos.
- Caracterização da dor em intérpretes de língua gestual portuguesa em contexto escolarPublication . Peres, Inês Marques ; Canaipa, RitaA profissão de intérprete de Língua Gestual revela diversas exigências em termos físicos, cognitivos e emocionais. Tem sido descrita a presença de dor e elevados níveis de depressão e de ansiedade nestes profissionais. No entanto, a literatura é escassa quanto à saúde destes profissionais especificamente a trabalhar em contexto escolares e no ensino português. O objetivo deste estudo foi caracterizar a presença de dor em intérpretes de Língua Gestual Portuguesa que exercem funções em contexto escolar e comparar essas queixas com as de outro grupo que trabalha no mesmo contexto (professores). A perceção de dor e a saúde física e mental foram avaliadas através de um questionário sociodemográfico e dos seguintes questionários: o McGill Pain Questionnaire (MPQ) que mede a qualidade e intensidade da dor; o Five Factors Inventory (NEO-FFI) que avalia características de personalidade; o Pain Catastrophizing Scale (PCS) que avalia perceção de pensamentos catastróficos e o Short Form Health Survey (SF-36v2) que mede a perceção do estado de saúde. De um total de 42 intérpretes foi constituída uma subamostra com 21 intérpretes que foi emparelhada com uma outra de 21 professores. Verificou-se que nos intérpretes, ter menos formação e trabalhar em ciclos de estudos mais baixos estava associado a maiores queixas de dor e perceção de saúde mais negativa. Os intérpretes que apresentavam estilos cognitivos relacionados com emoções negativas, sensação de desemparo e menor abertura a novas experiências revelavam mais dor e pior perceção de saúde. Este estudo pretende contribuir para a identificação de fatores que têm impacto na dor e na perceção de saúde de intérpretes de língua gestual a trabalhar em contexto escolar. A continuação desta linha de investigação poderá fornecer novas pistas para a prevenção e intervenção em indivíduos em risco de desenvolver quadros de dor ou perturbação emocional no contexto desta atividade profissional.
- Caracterização dos recursos para o cuidado espiritual nas equipas de cuidados paliativos portuguesasPublication . Santos, Rita Isabel Dionísio Belchior Sampaio dos; Berenguer, Sílvia Maria Alves CaldeiraIntrodução: A atenção à espiritualidade e o cuidado espiritual são basilares em cuidados paliativos, embora descrito como pouco implementados. Como em outros países, importa conhecer os recursos utilizados para o cuidado espiritual em Portugal. Objetivos: Caracterizar os recursos para o cuidado espiritual nas equipas de cuidados paliativos (CP) portuguesas. Metodologia: Estudo observacional, quantitativo e descritivo. Foi enviado um questionário eletrónico aos profissionais de saúde das equipas de CP portuguesas. O estudo foi aprovado pela comissão de ética do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Resultados: Foram obtidas 150 respostas. Em 68.7% das equipas não existe um profissional específico dedicado ao cuidado espiritual e 68% dos participantes consideram que a avaliação ou acompanhamento espiritual faz parte das suas funções. A maioria dos profissionais creem que os seus colegas de equipa consideram o cuidado espiritual como muito necessário (48.7%); 47.3% considera que os seus colegas estão razoavelmente preparados para desenvolver a avaliação ou acompanhamento espiritual e 54.7% consideram-se razoavelmente envolvidos. Numa perspetiva pessoal, 50.0% dos profissionais acha-se pouco competente para o cuidado espiritual. A maioria refere não utilizar nenhum recurso de avaliação ou documento específico (67.3%), não utilizar nenhuma escala específica de avaliação de sofrimento/stress emocional ou de necessidade/recurso espiritual (76%), e nem ter dedicado mais de 10% do seu tempo de formação do ano passado em formação específica de espiritualidade (49.3%). Conclusão: Este estudo envolveu diferentes profissionais das equipas multidisciplinares de diferentes regiões portuguesas. A maioria reconhece a importância da atenção à espiritualidade e do cuidado espiritual, mas os resultados apelam à formação específica e ao uso de recursos e técnicas semelhantes em todas as equipas, de modo a facilitar a comparação de indicadores e a promover a implementação efetiva do cuidado holístico em cuidados paliativos.
- Carga de trabalho do enfermeiro de família na gestão da doença crónica : um contributo para a construção de uma matriz de referência para a dotação seguraPublication . Dantas, Maria Jacinta Pereira; Figueiredo, Maria Henriqueta de Jesus SilvaEnquadramento: A doença crónica é uma condição de saúde que se manifesta cada vez com maior expressão a nível mundial. As doenças crónicas como a diabetes, doenças cardiovasculares, entre outras afetam oito em cada 1dez pessoas com mais de 65 anos na Europa, e cerca de 80% dos orçamentos de saúde em toda a EU são gastos no tratamento destas doenças. O aumento das doenças crónicas tem impacte na vida das populações e coloca exigências e desafios aos sistemas de saúde e aos seus profissionais. Os cuidados de enfermagem podem e contribuem substancialmente, para a redução da morbimortalidade e para a eficiência dos sistemas de saúde. A carga de trabalho desajustada tem vindo a ser associada a eventos adversos, nomeadamente à probabilidade do aumento do número de mortes, aumento de infeções do trato urinário, úlceras por pressão, infeções respiratórias, insatisfação com os cuidados dos enfermeiros por parte dos utentes, insatisfação profissional e fracos resultados das instituições de saúde. Neste sentido, a dotação segura de enfermeiros relaciona-se com a prestação de cuidados seguros, de qualidade e de elevada complexidade, numa diversidade de contextos. Objetivos: O presente estudo pretendeu a construção de uma matriz orientadora para a determinação da dotação segura de Enfermeiros de Família (EF), considerando a carga de trabalho associada à dimensão dos cuidados à pessoa com doença crónica em contexto dos CSP. Definiram-se como objetivos centrais da investigação: construir e validar um instrumento que permitisse identificar as intervenções realizadas pelos EF na consulta à pessoa com doença crónica; identificar preditores da carga de trabalho; determinar a carga de trabalho na consulta; desenvolver um modelo de previsão da carga de trabalho e construir uma matriz de referência para a dotação segura de EF para a gestão da doença crónica. Metodologia: No propósito de alcançar os resultados pretendidos elaborou-se um desenho de investigação constituído por três etapas designadas por: base do projeto, edificação e consolidação do projeto. Em cada etapa foram realizados estudos nos quais se adotaram metodologias e instrumentos distintos. Na etapa 1, realizou-se um estudo em dois momentos: construção e validação do instrumento de avaliação da carga de trabalho dos enfermeiros de família, para tal recorreu-se à técnica de Delphi e, na verificação da aplicabilidade prática através de um estudo piloto de cariz quantitativo, descritivo exploratório, numa amostra de 16 enfermeiros de família e 196 pessoas com doença crónica (DM, HTA, HIPO). Na etapa 2 realizou-se um estudo eminentemente quantitativo, transversal e analítico com o qual se pretendeu identificar as intervenções realizadas pelos EF na consulta à pessoa com doença crónica e determinar a consequente carga trabalho. Recorreu-se a uma amostra de 509 pessoas portadoras de doença crónica inscritos no ACeS com diagnóstico ativo de doença, e 50 EF em exercício em unidades de saúde familiar e unidade de cuidados de saúde personalizados. Na etapa 3 concretizou-se um estudo eminentemente qualitativo com recurso a grupos focais, pretendeu-se validar uma fórmula de cálculo de horas seguras para a gestão da doença crónica e definir uma matriz de dotação segura. Resultados: Na primeira etapa da investigação construiu-se um instrumento designado por Instrumento de Avaliação da Carga de Trabalho do Enfermeiro de Família (IACTENFF). O instrumento é composto por cinco dimensões que correspondem à abrangência da atuação dos EF em contexto dos CSP. Validou-se o conteúdo do instrumento e verificou-se a aplicabilidade prática das grelhas IACTENFF-CE-DIA; IACTENFF-CE-HTA; IACTENFF-CE-HIPO que constituem a dimensão da Gestão da Doença Crónica (GDC). Verificou-se que mais de 90% das intervenções dos EF estavam previstas no instrumento o que permite determinar a carga de trabalho. Na etapa 2 foram identificadas as intervenções que EF realiza no âmbito da gestão da doença crónica (AC1, AC2, AC3). A carga de trabalho do EF na consulta à pessoa com doença crónica foi definida por intervenções do tipo avaliar, ensinar, monitorizar, acolhimento, procedimentos de continuidade de cuidados entre outros. Estas intervenções permitem identificar a dimensão dos cuidados assistenciais e não assistenciais, sendo que os cuidados assistenciais contribuem de forma mais significativa para a carga de trabalho. A carga de trabalho é traduzida pelo tempo de consulta para cada área clínica correspondendo ao tempo médio de 44,4 min (AC1), 43,8 min (AC2) e 35,5 min (AC3). Foram gerados modelos de previsão do cálculo da carga de trabalho a partir das intervenções realizadas no domínio assistencial e não assistencial. Verificou-se uma distribuição equitativa da carga de trabalho pelas respetivas áreas clínicas do EF âmbito do ACeS. Na última etapa da investigação foi validada a proposta de fórmula que permite determinar o peso da gestão da doença crónica na carga total de trabalho do EF, determinou-se o valor de 772h/anuais como horas seguras para a gestão da doença crónica. Conclusão: A evidência comprovou que o instrumento IACTENFF – Gestão de Doença Crónica (GDC) é válido. Os modelos de previsão de carga de trabalho gerados podem servir de referência para determinar a composição das equipas de enfermagem, principalmente no contexto de USF/UCSP. A matriz de dotação pode servir de referência e ser utilizada ao nível micro (no contexto de unidade funcional), a nível macro (no contexto de ACeS) ou a nível nacional, na medida em que identifica valores de horas seguras. A utilização de instrumentos precisos para determinar o dimensionamento das equipas de enfermagem nas USF/UCSP poderá permitir ao enfermeiro prestar cuidados seguros e de qualidade. Estes resultados são um passo na discussão de como organizar a prestação de cuidados de saúde, principalmente sobre como determinar o tamanho adequado de uma equipa de enfermagem. A organização dos cuidados de saúde é um assunto complexo, que exige estudos direcionados no sentido de melhorar o cuidado à pessoa com doença crónica.
- Competências socioemocionais e qualidade de vida relacionada com a saúde em adolescentesPublication . Fernandes, Ana Paula da Silva; Almeida, Armando Manuel GonçalvesIntrodução: O presente relatório permite a exposição do percurso de desenvolvimento de competências realizado, no âmbito da Unidade Curricular “Estágio Final e Relatório”, do Mestrado em Enfermagem, com especialização em Enfermagem Comunitária, na área da Saúde Comunitária e de Saúde Pública, da Universidade Católica Portuguesa, realizada em contexto de Unidade de Saúde Pública. A adolescência é uma fase de transição do tipo desenvolvimental, acompanhada por transformações a vários níveis. A saúde dos adolescentes sofre influência de variados Determinantes de Saúde, pelo que a Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde é um importante indicador da perceção dos jovens sobre a sua vida e saúde, pois permite, entre outras coisas, a identificação de grupos de indivíduos mais vulneráveis e o planeamento de intervenções, ao nível da promoção da saúde. As escolas, pela influência no adolescente e na sua saúde, são locais privilegiados para estas intervenções. A capacitação dos adolescentes permite a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de competências, como as competências socioemocionais, promovendo a transição saudável dos adolescentes para a idade adulta. Método: Através da metodologia do Planeamento em Saúde, realizou-se um Diagnóstico de Situação, em estudantes dos 14 aos 18 anos, num Centro de Formação Profissional, do concelho do Porto, o que possibilitou a elaboração e execução de um projeto de intervenção comunitária. Resultados: Com o Diagnóstico de Situação, identificou-se a Socialização Comprometida, como um dos problemas major desta comunidade. Procedeu-se à elaboração de um projeto com o objetivo de diminuir o compromisso ao nível da socialização, em duas fases, de setembro de 2024 a julho de 2026, tendo sido possível, realizar as estratégias planeadas para a fase 1. Na avaliação intermédia, obteve-se uma melhoria de 1,41% da perceção dos estudantes, quanto à qualidade da relação com os seus pares, uma melhoria de 0,10% quanto à dimensão Provocação (Bullying) e um aumento de 1,56% quanto aos estudantes que (nunca ou raramente) sentiram medo de outros estudantes. Quanto à percentagem de estudantes que raramente ou nunca se sentiram tristes, houve uma diminuição de 5,52%. Discussão e Conclusão: Este estudo sublinha a importância da atuação do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública, na promoção da saúde, em indivíduos, grupos e comunidades, nomeadamente na área do desenvolvimento das competências socioemocionais em adolescentes. Apesar dos resultados obtidos não serem significativos, podem orientar a intervenção na segunda fase do projeto e reforçam a necessidade de se alargar a Saúde Escolar, também aos estudantes do ensino profissional.
- Competências socioemocionais na adolescência : na área do autocuidadoPublication . Mendes, Elisabete Manuela de Teles; Amado, João Daniel NevesA promoção de competências socioemocionais: na área do Autocuidado em Adolescentes surge no âmbito do 17º Curso de Mestrado em Enfermagem na Área da Especialidade de Enfermagem em Saúde Comunitária e Saúde Pública. Tendo sido desenvolvido durante o estágio numa UCC da região norte de Portugal uma intervenção num Centro de Formação Profissional na área da saúde escolar tendo por base o Plano Nacional de Saúde Escolar. Neste Centro de Formação Profissional foi identificado pela Diretora Pedagógica a necessidade de intervenção do profissional de saúde a nível das competências socioemocionais. A intervenção foi centrada no adolescente, que está a viver um momento de transição, de criança para a idade adulta, encontrando-se assim numa situação de vulnerabilidade que pode acarretar riscos. Riscos esses que podem pautar e interferir no seu Autocuidado, como, por exemplo, a nível da alimentação, sono e repouso, atividade física, abuso de substâncias e não substâncias e Infeções Sexualmente Transmissíveis. Para o adolescente superar estes riscos e poder tomar decisões responsáveis e saudáveis, deve desenvolver conhecimentos, capacidades e habilidades. Esta capacitação vai ser fundamentada e potenciada pelo enfermeiro, com base em duas grandes teorias de enfermagem, a Teoria das Transições de Afaf Meleis e a Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem, por forma a promover o bem-estar e a qualidade de vida desta população. Para executar esta intervenção utilizou-se a metodologia de planeamento em saúde. No diagnóstico de situação através da aplicação de uma Escala Kidscreen – 52, e da Dinâmica “O que sei sobre mim” foram identificados dois problemas. Atuou-se no problema Potenciar a Melhoria para o Autocuidado após a periodização. Tendo como objetivo geral aumentar a consciencialização para o Autocuidado em Saúde, em Adolescentes, entre os 14 e os 18 anos de idade, esta intervenção decorreria num período de 3 anos. As estratégias de intervenção foram a execução de 2 pré-sessões (diagnóstico e motivação) e de 5 sessões de formação em saúde, realizadas no ambiente escolar. No entanto, como o estágio foi apenas de 4 meses efetuou-se a intervenção apenas ao 1º e 2º anos de escolaridade e no final foi realizada uma avaliação intercalar. Esta intervenção apresentou como resultados uma melhora significativa a nível da perceção dos estudantes sobre a sua qualidade de vida a nível do autocuidado e também a satisfação dos estudantes com as sessões. No entanto, algumas temáticas necessitam de um reforço de conhecimentos, como sejam a alimentação saudável, atividade física, sono e repouso, abuso de não substâncias e métodos contracetivos. Esta melhoria poderá ser executada na intervenção futura. É também importante referir que esta intervenção está já a ser alargada a outras escolas profissionais e continua a decorrer nesse Centro de Formação Profissional. A intervenção executada e o presente relatório pretendem também refletir o desenvolvimento de competências como Mestre e Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária e Saúde Pública. Denotando as competências comuns e especificas e como mestre e especialista.