Browsing by Author "Neves, Jaime"
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- Black and white in cinema and other audiovisual derivations : Symbolism and aesthetic optionPublication . Neves, JaimeStarting from an analysis of the symbolism attributed to the black and the white by the diverse cultures, we try to approach and reflect on how some cinematographic pieces, by rejecting the color, seek to potentiate their language by means of a registry in black and white. From a cinematographic approach, this study aims to analyzing how other audiovisual proposals, namely advertising, music video and virtual image created from video game platforms, seek to take advantage of the symbolic and, of course, aesthetic potentialities, provided by a black and white image.
- Catálogo do 11º Festival Internacional Audiovisual Black & WhitePublication . Neves, Jaime; Reis, Marta
- Catálogo do 12º Festival Internacional Audiovisual Black & WhitePublication . Neves, Jaime; Reis, Marta
- A Colorização de filmes após Becky Sharp de Rouben Mamoulian (1935)Publication . Neves, JaimeSe até 1935 a colorização de filmes se fazia na ausência de uma resposta de cariz técnico capaz de permitir captar imagens a cores, a partir desta data a colorização faz-se numa tentativa de, quase sempre contra a vontade do realizador, despertar novamente o interesse do espectador para uma obra que ele já viu (a preto e branco) e na procura de alcançar através da cor o mercado televisivo, pouco disponível para a exibição de filmes a preto e branco. Como resumo das conclusões do processo de investigação encetado podemos concluir que colorizar um filme a preto e branco, à revelia do seu autor, em nome da modernidade, de um suposto interesse colectivo ou em função de fortes apelos tecnológicos ou comerciais é um atropelo à cadeia inerente ao processo da criação fílmica que germina na intenção que o seu autor convoca para a obra e que culmina perante o olhar daquele que a descortina. Colorizar um filme na procura da reprodução exacta das cores captadas a preto e branco é pura utopia. Colorizar um filme não é só adulterá-lo, colorizar um filme é criar algo novo, falso e desprovido da intenção que esteve na sua génese, seja ela artística, conceptual ou estilística. Um filme colorizado é diferente em toda a sua essência do filme original. Não existem cópias colorizadas de filmes a preto e branco, antes existem outros filmes, adulterados, a cores e com uma intenção distinta daquela que esteve na génese criadora da obra original e única.
- A cor no cinema: consciencialização e seletividade em prol da narrativaPublication . Neves, JaimeNa primeira metade do século XX a chegada da cor ao cinema confere-lhe um novo e muito relevante poder. Extravasando o domínio da estética, a cor, quando comparada com o preto e branco que por imperativos técnicos se apresentava dominante, traz para a sétima arte uma nova possibilidade de comunicação com o espectador. Os significantes psicológicos e afetivos das mais variadas cores, se bem aplicados, poderão passar a conferir à obra cinematográfica uma extraordinária envolvência narrativa, eminentemente provocadora de um forte impacto afetivo e dramático no espectador. Do guarda-roupa aos cenários, passando pelos adereços, pela maquilhagem e pelos demais departamentos associados à direção de arte, todos puderam, com a chegada da cor, encetar um processo de adaptação e consequente reinvenção numa nova etapa da História do Cinema. Ao longo deste trabalho pretende-se refletir sobre as inúmeras possibilidades que a cor trouxe ao cinema e, sobretudo, procurar-se-á avaliar se o potencial cromático efetivamente extravasou o domínio da estética e assumiu uma posição de relevo no domínio da narrativa. Para este estudo será levada a cabo uma metodologia fortemente assente numa revisão da literatura científica até agora produzida relativa à temática proposta. De igual forma, analisar-se-ão, nas mais diversas perspetivas, a forma como distintos realizadores nas suas obras conseguiram, por via de uma sensível, assertiva e criteriosa ponderação na seleção cromática, tirar pleno partido do potencial da cor no sentido de, por exemplo, alcançar uma evidenciação de valores das mais variadas ordens, sejam eles emocionais, dramáticos ou mesmo comportamentais. Concluiu-se que, ao longo dos anos, e apesar do potencial que a cor trouxe ao cinema, uma grande maioria dos realizadores continua a limitar-se a encarar a cor como um óbvio caminho na procura de significantes puramente realistas. Por vezes evidenciam-se também claras preocupações cromáticas de cariz estético mas, contudo, nem sempre buscando na palete de cores um claro aliado para o desenvolvimento da narrativa por via das implicações psicológicas e afetivas que estas podem transmitir ao espectador, conduzindo-o a um mais claro envolvimento emocional e preceptivo da obra cinematográfica. Sumariamente, conclui-se que, maioritariamente, ao longo dos anos tem vindo a evidenciar-se um subaproveitamento do extraordinário potencial que a cor pode trazer para o cinema, nomeadamente na relação que esta estabelece com o espectador e na forma como é capaz de, no decorrer da narrativa, envolvê-lo de forma impactante perante determinadas cenas, situações e personagens.
- De Walter Ruttmann a Leitão de Barros e Manoel de Oliveira: o pulsar de um cinema urbano em forma de poema sinfónicoPublication . Neves, JaimeDurante a década de 20 (e parte de 30) do século passado o cinema apresenta-se numa versão assumidamente vanguardista, uma espécie de “novo género”, procurando retratar no grande ecrã, de forma evidentemente poética e esteticamente esclarecida, o pulsar quotidiano de um significativo conjunto de grandes metrópoles. Apostando numa dialogante dicotomia entre a música e a imagem em movimento, as chamadas “sinfonias urbanas”, também apelidadas de “sinfonias visuais” ou “poemas sinfónicos”, procuraram por esta via reclamar para o cinema um legítimo reconhecimento artístico que parecia então tardar. Documentários sinfónicos poéticos com traços eminentemente experimentais, quase sempre em formato de curtametragem, as “sinfonias urbanas” alicerçavam a sua estrutura fílmica numa montagem claramente apurada e capaz de evidenciar toda uma sensibilidade artística, com laivos de originalidade e com uma notória propensão para a rutura com a generalidade do cinema que então era produzido. Desde Walter Ruttmann com Berlin, Sinfonia De Uma Capital passando por Joris Ivens com Chuva ou Jean Vigo com À Propos de Nice, as “sinfonias urbanas” que despoletavam pela Europa e Estados Unidos da América haveriam também de se materializar em Portugal pelas mãos de Manoel de Oliveira e Leitão de Barros.
- A decade of “Black & White”Publication . Neves, Jaime
- Entre preto e branco para uma estética monocromática do cinema depois do TechnicolorPublication . Neves, Jaime; Feray, JennyA 28 de Dezembro de 1896 no "Grand Café" em Paris os Irmãos Lumière apresentam L'Arrivée d'un Train à La Ciotat - a primeira projecção cinematográfica da história. Com a invenção do Cinematógrafo os Irmãos Lumiére apresentaram ao mundo uma nova arte que rapidamente se tornaria uma indústria milionária. Em 1927 a Warner Brothers revoluciona com o filme The Jazz Singer, um musical que pela primeira vez na história do cinema possuía alguns diálogos e cantigas aliados a partes totalmente sem som. Um ano mais tarde, em 1928, a Warner Brothers conclui a revolução sonora com o filme The Lights of New York - o primeiro filme com som totalmente sincronizado. Utilizando a revolucionária e inovadora tecnologia Technicolor, em 1935, o cinema apresenta-se pela primeira vez a cores com Becky Sharp, filme realizado por Rouben Mamoulian. O preto e branco liberta-se então da imposição técnica e passa a assumir um novo estatuto enquanto estética alternativa, distinta e distante da fealdade proporcionada pela cor. Uma opção monocromática que reclama um maior envolvimento do espectador enquanto, ao mesmo tempo, minimiza factores de distração e maximiza momentos de concentração. Uma estética a preto e branco que se funde numa atmosfera muito própria, muitas vezes potenciada através de motivações afectivas e culturais do espectador disponível e menos sensível aos apelos comerciais da indústria, quer cinematográfica quer televisiva, onde a cor impera. Mais de um século de evolução tecnológica têm ditado profundas mutações na arte de fazer cinema. O aparecimento do sonoro e, mais tarde da cor, revolucionaram e provocaram impactos profundos. Se o sonoro permitiu que o espectador passasse a viver num ambiente novo e ambicionado e pôs término a um cinema mudo e porventura pouco sedutor, o aparecimento da cor não provocou ruptura. Com o Technicolor os filmes puderam passar a apresentar cor mas a produção de cinema a preto e branco nunca deixou de existir. Pelo contrário, ao longo da história do cinema vários foram os movimentos que no preto e branco encontraram motivação e sentido. Uma estética com tradição e com futuro, ao mesmo tempo inovadora e portadora de uma modernidade que muitas vezes, para alguns espectadores, assume mesmo características de novidade.
- O hibridismo cromático no cinema: entre a delimitação de espaços narrativos e temporais e a criação de novos mundosPublication . Neves, JaimeA utilização simultânea do preto e branco e da cor numa mesma obra cinematográfica, apresenta-se como recurso fílmico relativamente frequente ao longo da História do Cinema. Exceto se confrontados com um mero exercício de criativa pontuação estética, é possível afirmar que, aquilo que poderemos definir como hibridismo cromático num filme, assenta, fundamentalmente, na procura de uma mais clara demarcação de distintos espaços narrativos e temporais e na procura da criação de novos mundos distantes do “real” ou dele muito próximos. Uma catalogação diferenciadora de estados díspares assente também numa muito clara dualidade de oposições entre a fantasia e a realidade, a factualidade e o sonho, o passado e o presente, a melancolia e a euforia, o pessimismo e o otimismo. Um hibridismo cromático diferenciador de mundos, ambientes e consciências narrativas díspares, muito testado em filmografias de realizadores tão distintos como Sergei Eisenstein, Andrei Tarkovsky, Victor Fleming, Francis Ford Coppola, Win Wenders ou Christopher Nolan entre inúmeros outros.
