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A cor no cinema: consciencialização e seletividade em prol da narrativa

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Na primeira metade do século XX a chegada da cor ao cinema confere-lhe um novo e muito relevante poder. Extravasando o domínio da estética, a cor, quando comparada com o preto e branco que por imperativos técnicos se apresentava dominante, traz para a sétima arte uma nova possibilidade de comunicação com o espectador. Os significantes psicológicos e afetivos das mais variadas cores, se bem aplicados, poderão passar a conferir à obra cinematogrÔfica uma extraordinÔria envolvência narrativa, eminentemente provocadora de um forte impacto afetivo e dramÔtico no espectador. Do guarda-roupa aos cenÔrios, passando pelos adereços, pela maquilhagem e pelos demais departamentos associados à direção de arte, todos puderam, com a chegada da cor, encetar um processo de adaptação e consequente reinvenção numa nova etapa da História do Cinema. Ao longo deste trabalho pretende-se refletir sobre as inúmeras possibilidades que a cor trouxe ao cinema e, sobretudo, procurar-se-Ô avaliar se o potencial cromÔtico efetivamente extravasou o domínio da estética e assumiu uma posição de relevo no domínio da narrativa. Para este estudo serÔ levada a cabo uma metodologia fortemente assente numa revisão da literatura científica até agora produzida relativa à temÔtica proposta. De igual forma, analisar-se-ão, nas mais diversas perspetivas, a forma como distintos realizadores nas suas obras conseguiram, por via de uma sensível, assertiva e criteriosa ponderação na seleção cromÔtica, tirar pleno partido do potencial da cor no sentido de, por exemplo, alcançar uma evidenciação de valores das mais variadas ordens, sejam eles emocionais, dramÔticos ou mesmo comportamentais. Concluiu-se que, ao longo dos anos, e apesar do potencial que a cor trouxe ao cinema, uma grande maioria dos realizadores continua a limitar-se a encarar a cor como um óbvio caminho na procura de significantes puramente realistas. Por vezes evidenciam-se também claras preocupações cromÔticas de cariz estético mas, contudo, nem sempre buscando na palete de cores um claro aliado para o desenvolvimento da narrativa por via das implicações psicológicas e afetivas que estas podem transmitir ao espectador, conduzindo-o a um mais claro envolvimento emocional e preceptivo da obra cinematogrÔfica. Sumariamente, conclui-se que, maioritariamente, ao longo dos anos tem vindo a evidenciar-se um subaproveitamento do extraordinÔrio potencial que a cor pode trazer para o cinema, nomeadamente na relação que esta estabelece com o espectador e na forma como é capaz de, no decorrer da narrativa, envolvê-lo de forma impactante perante determinadas cenas, situações e personagens.

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Cinema Cor EstƩtica Narrativa Realismo

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Fórum Internacional de Comunicación y Relaciones públicas

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