Percorrer por autor "Barbosa, Mariana"
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- Altruísmo: um estudo sobre heróis comunsPublication . Barbosa, Mariana; Guimarães, Ana; Soares, MónicaIntrodução: O altruísmo heroico ainda não foi suficientemente discutido no seio da comunidade psicológica (Zimbardo, 2009). Embora este conceito não seja unanimemente entendido entre os teóricos, e partindo de diferentes perspetivas, entendemos altruísmo heroico como atos que: 1) Representam uma devoção ao bem-estar dos outros, desprendida do seu próprio self (Comte, 1852); 2) Beneficiam mais o recetor da ação que o próprio autor (West, Gardener, & Griffin, s.d); 3) Envolvem um risco ou potencial para tal, como ameaça de morte, uma ameaça imediata para a integridade física, uma ameaça a longo prazo para a saúde ou ameaça de degradação da qualidade de vida da pessoa (Zimbardo, 2009); 4) Não se praticam com vista à obtenção de recompensas (Oliner & Oliner, 1988). O altruísmo heroico pode ainda ser motivado, explicado ou relacionado com outras caraterísticas pessoais e situacionais, tais como inconformismo (Asch, 1956), empatia (Batson, Ahmed & Stocks, 2000) e sentido de responsabilidade pessoal pelo outro (Milgram, 2013; Oliner & Oliner, 1988). Face ao exposto, é nosso objetivo conhecer mais amplamente as ações altruístas, compreendendo que fatores disposicionais, ambientais, princípios e valores que subjazem a adoção de comportamentos altruístas heroicos. Discussão: 1. Em primeiro lugar, os traços disposicionais (coragem e inconformismo), compatíveis com a definição de herói (Zimbardo, 2009), mostram que mesmo perante situações de perigo ou de forte influência social para o conformismo, os participantes não desistem das suas ações. 2. Relativamente às influências ambientais, relevamos a importância de práticas educativas promotoras de uma visão sociocêntrica, presentes desde uma tenra idade, tal como apontado por Wills e Resko (2004). Além disso, experiências de contato intercultural, sobretudo com comunidades desfavorecidas, parece influenciar os participantes a alinharem em comportamentos de ajuda para com aqueles que precisam. 3. No que toca aos princípios e valores, a igualdade, o amor ao próximo e o sentido de responsabilidade pessoal pelo outro emergem nos discursos dos participantes. Estes princípios parecem ser transversais entre os discursos dos indivíduos que salvaram judeus aquando da segunda guerra mundial (Oliner & Oliner, 1988) e que se recusarem a administrar choques nas experiências de Milgram (2013). 4. Parece ser assim importante pensar na contribuição destes resultados para a intervenção e possíveis reformas educativas que podem advir tendo como base as premissas acima referidas, nomeadamente a fomentação de valores pró-sociais desde a infância, a geração de contatos interculturais, ou da promoção do sentido crítico/reflexivo nos diferentes contextos onde crianças e adultos se inserem.
- Características demográficas de las mujeres de nacionalidad extranjera, encarceladas en PortugalPublication . Matos, Raquel; Barbosa, Mariana; Salgueiro, Gabriela; Machado, C.
- Caracterização Sóciodemográfica e Jurídico-Penal de Reclusas de Nacionalidade Estrangeira, Residentes e Não-Residentes em PortugalPublication . Dias, L.; Fonseca, António M.; Lima, Vânia Sousa; Marques, M.; Nogueira, C.; Pereira, M.; Roseira, S.; Barbosa, Mariana; Salgueiro, Gabriela; Matos, Raquel
- Cidadãos estrangeiros em Portugal: migrações, crime e reclusãoPublication . Matos, Raquel; Machado, Carla; Barbosa, Mariana; Salgueiro, GabrielaNeste artigo são analisados três temas de elevada relevância social: 1) a evolução histórica dos fluxos migratórios em Portugal; 2) a construção social da figura do ‘imigrante’; 3) a evolução, na última década, dos números e características da população de nacionalidade estrangeira no contexto prisional português. Embora historicamente se associe imigração e crime, a investigação recente não evidencia tal relação e revela que os imigrantes podem ter um impacto positivo na demografia e nas dinâmicas sociais dos países que os acolhem (Rosa, Seabra & Santos, 2003). Neste artigo argumenta-se que, apesar do aumento da proporção de cidadãos estrangeiros nas prisões portuguesas, há falta de conhecimento sobre os diferentes cenários da criminalidade que os conduz à reclusão e sobre o seu estatuto, em termos de legalidade ou ilegalidade e de contexto de residência. Ao proporcionar essa discussão esperamos contribuir para a desconstrução dos estereótipos que relacionam os cidadãos estrangeiros e o crime.
- Descomprometimento moral e violência policial: Análise dos discursos dos agentes de polícia portuguesesPublication . Soares, Mónica; Barbosa, Mariana; Matos, Raquel
- Discursos sociais sobre a violência de Estado: um estudo qualitativoPublication . Barbosa, Mariana; Machado, Carla; Matos, Raquel; Barbeiro, AnaAssistimos, na actualidade, a uma crescente preocupação com o papel das políticas de acção dos governos na perpetuação de ciclos de violência. No entanto, a violência de Estado (da guerra à tortura, ou à violência policial) foi, até recentemente, um tema negligenciado pela comunidade criminológica (Aas, 2007; Young, 2007). O presente estudo visa conhecer a real extensão da tolerância e legitimação da violência de Estado por parte dos cidadãos comuns. Apesar de este texto se focar apenas nos dados portugueses, este é um projecto que está a ser conduzido em quarenta e três países de todo o mundo através do Group on International Perspectives on Governmental Aggression and Peace (GIPGAP). Com o intuito de contribuir para o conhecimento dos processos de legitimação da violência de Estado por parte de cidadãos portugueses, procedeu-se a uma análise comparativa do posicionamento de 600 participantes face a diferentes tipos de violência de Estado. Partindo da identificação dos argumentos utilizados pelos participantes para legitimar ou rejeitar cada tipo de violência, procurou-se depois perceber em que medida estes posicionamentos se diferenciam em função do grau de normatividade do acto (percebido como legal ou ilegal), da sua natureza (por exemplo: agressão ou morte) e do alvo do mesmo (por exemplo: civis ou prisioneiros de guerra).
- Foreign inmates in Portuguese (and European) prisons: Analysis of last decade’s evolutionPublication . Matos, Raquel; Salgueiro, Gabriela; Barbosa, Mariana
- Foreign women in Portuguese prisons: Narratives of migration processesPublication . Matos, Raquel; Barbosa, Mariana; Salgueiro, Gabriela
- GermanyPublication . Leembruggen-Kallberg, Elisabeth A.; Barbosa, Mariana; Kõnig, Julia
