Percorrer por autor "Freitas, Mara de Sousa"
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- Como dialogar com quer não quer ouvir: para lá da polarização e da desinformação?Publication . Marcelo, Gonçalo; Pereira, Pedro Matos; Sanchez, Ana; Freitas, Mara de SousaEste livro, organizado por iniciativa do Seminário de Jovens Cientistas da Academia das Ciências de Lisboa, reúne um conjunto de textos em torno de temas como a polarização política, a desinformação e a confiança na ciência, agrupados sob o mote Como Dialo? gar Com Quem Não Quer Ouvir? Reunindo filósofos, cientistas (das ciências naturais e sociais), jornalistas e comunicadores de ciência, o livro promove reflexões interdisciplinares para tentar compreender fenómenos como as notícias falsas, as Teorias da Conspiração, a crise da democracia, ou as crenças estranhas associadas ao negacionismo da ciência. Visando ir para lá do diagnóstico e também discutir abordagens e soluções possíveis para estes problemas, o livro sublinha a importância da comunicação (incluindo, mas não se limitando, à comunicação de ciência), e apresenta estratégias para se evitar a desinformação. Neste contexto, é dada especial atenção à possibilidade de ouvir quem geralmente não é ouvido, e de dialogar com quem parece não querer ouvir. Tentando entender como é possível manter diálogos, ainda que difíceis, com quem tem crenças diferentes ou é hostil, discutem?se diferentes estratégias para chegar aos outros.
- Do ser à compreensão da existência: o que é o homem?Publication . Freitas, Mara de SousaA brief critical interpretation of the author's throught is presented, whith incidence on two of his most brilliant works “Cuerpo y alma” and “Idea del hombre?” However, considering the complexity of both of them, the approach will deal more closely with the analysis of the concepts of ultimate causes an penultimate causes, here considered as a petition principi” with the problem of wait and hope also with the understanding of biological personalism present in Pedro Laín Entralgo, as counterpart to a more sociological personalism present in Emmanuel Mounier. A study of the contributes of these approches for a better understanding of the person, of what is man, resource of his intrinsecal oppeness to transcendence, will ensue. For a better undersatanding of his throught, a brieft overview of his biography, the socio-politcal and cultural context at the time of his literary production is fundamental. Epistemological influences (sources, disciples, schools) lead us to understand the meaning of his interpretations, as also the somewhat difficult conciliation of science and faith, through the too narrow definitions of scientific truth. The author’s bioethical scrutiny will be disclosed by the discussion of the fundamental issues about man (body/soul/conscience/faith/science) as a safeguard of human dignity, of justice and above all of the greatest good for the person. Some contact with Portuguese author’s such as António Damásio, Anselmo Borges, Daniel Serrão, Fernando Pessoa poetry and foreign authors such as David Abram, Immanuel Kant, Emmanuel Mounier, Elkhonon Goldberg is found, contributing to the reflection that this essay seeks to achieve.
- Eutanásia e suicídio medicamente assistido: a white paper - “Livro Branco”- da European Association for Palliative Care - EAPC (Associação Europeia de Cuidados Paliativos)Publication . Maia, Bárbara; Capelas, Manuel Luís; Freitas, Mara de Sousa; Ferreira, Cátia; Pereira, Sandra MartinsEnquadramento: Reconhecendo a atual discussão permanente sobre eutanásia e suicídio medicamente assistido, a Direção da European Association for Palliative Care (EAPC) preparou este documento na perspetiva dos cuidados paliativos. Objetivo: Este “livro branco” visa disponibilizar um enquadramento ético sobre a eutanásia e o suicídio medicamente assistido aos profissionais de cuidados paliativos. Este documento pretende também dar uma perspetiva da evidência disponível e uma exposição dos princípios éticos relacionados com estas questões. Metodologia: Partindo da tomada de posição da European Association for Palliative Care (EAPC) em 2003, 21 afirmações foram redigidas e submetidas a um processo de Delphi de cinco rondas. Participantes: Na primeira ronda, um painel com 17 especialistas comentou o documento. Membros da Direção de associações de cuidados paliativos nacionais, que são membros coletivos da EAPC foram convidados a responder a um inquérito online na segunda e terceira rondas. O painel de especialistas e os membros da Direção da EAPC participaram na quarta e quinta rondas. Esta versão final foi adotada como um documento de posição oficial EAPC, em abril de 2015. Resultados: Os principais tópicos do “livro branco” são conceitos e definições de cuidados paliativos, os seus valores e filosofia, eutanásia e suicídio medicamente assistido, questões-chave sobre o doente e o nível organizacional. O processo de consenso confirmou a posição oficial de 2003 da Associação Europeia de Cuidados Paliativos e a sua posição na relação entre os cuidados paliativos e a eutanásia e o suicídio medicamente assistido. Conclusão: A EAPC considera ser importante contribuir para um debate público, e informado sobre estes temas. Um consenso total parece ser inatingível devido a quadros normativos incompatíveis que entram em conflito.
- IntroduçãoPublication . Marcelo, Gonçalo; Pereira, Pedro Matos; Sanchez, Ana; Freitas, Mara de Sousa
- Justiça: perspectiva filosófica e bioética na esteira de RawlsPublication . Freitas, Mara de SousaJohn Rawls é hoje considerado um dos mais conceituados filósofos do direito, da segunda metade do séc. XX. Trata a justiça como tema principal das suas obras. Tendo influências sobretudo de Kant, a filosofia rawlsiana tem como método o equilíbrio reflexivo, propondo uma interpretação do seu pensamento a partir da ênfase no político restrito à estrutura básica da sociedade aos bens primários. Rawls, partindo de Kant, estabelece uma teoria da justiça social que integra, a seu modo, as liberdades civis e políticas com os direitos económicos, sociais e culturais, e concede prioridade estrutural às primeiras sobre os segundos. Tal facto caracteriza-o como representante de atitudes social-democratas. Entre o puro “liberalismo” e o puro “igualitarismo”, propõe uma doutrina intermédia, a da justiça como “equidade” (fairness).
- Os portugueses e o testamento vitalPublication . Capelas, Manuel Luís Vila; Coelho, Sílvia Patrícia Fernandes; Silva, Sandra Catarina Fonseca Simões da; Pereira, Cátia Marina Dias; Pereira, Cristina Maria Fernandes; Alvarenga, Margarida Isabel Santos Freitas; Freitas, Mara de SousaIntrodução: Decorreram alguns anos desde que a Lei 25/2012 foi aprovada e ainda se sabe muito pouco em relação ao conhecimento que a população portuguesa tem em relação ao Testamento Vital e ou seus efeitos. Objetivo: Identificar a proporção da população portuguesa que pensa conhecer em que consta o Testamento Vital (TV) e a que realmente conhece; identificar as fontes que contribuíram para o conhecimento sobre este assunto; identificar o n.º de portugueses que fizeram o TV e que estão registados no RENTEV; identificar as razões que levam os portugueses a realizar ou não o TV e que fatores influenciam o conhecimento e decisões relativas ao TV. Métodos: Estudo observacional, transversal, analítico com amostragem aleatória estratificada representativa da população portuguesa (n=1064), cujo critério de inclusão era ter 18 ou mais anos de idade. A colheita de dados foi efetuada através de questionário preenchido durante entrevista presencial. Resultados: Apenas 22% dos portugueses conhecem de facto o que é o TV; esta ausência de conhecimento não é influenciada pelo género, idade ou situação familiar, mas é-o pela região de residência e pelo nível das habilitações literárias. Foram os meios de comunicação social as principais fontes de conhecimento da Lei (66.2%); os médicos de família foram-no para 2.8% e os enfermeiros para 2.9%. Dos 22% que sabem o que é o TV, apenas 50.4% sabem como o fazer e a quem pedir ajuda. Deste modo, apenas 1:10 portugueses sabe o que é o TV e como o fazer. Apenas 1.4 % tinha feito o TV e sem registo no RENTEV; todos registaram indicações relativas a cuidados médicos e cerca de 2/3 indicaram procurador de cuidados de saúde. Dos que não fizeram o TV, 32% pensam fazê-lo; 41.1% não o farão e 26.1% não querem ainda pensar nisso. A região do país e o género não influenciam a decisão. Todos os restantes fatores influenciam. Dos que pretendem vir a fazer o TV, 17.6% desejam incluir que não querem ser submetidos a terapêuticas fúteis; 16.2% desejam autorizar a sua participação em ensaios clínicos; 13.2%, não desejam estar submetidos a medidas de suporte artificial de vida; 10.3% desejam ter cuidados paliativos; 4.4% não querem fazer parte de estudos de investigação. Dos que não pretendem vir a fazer o TV, 63.5% justificam-no por não terem ainda pensado nisso; 22.4% porque aceitam a vida a cada momento; 2.4% por desconfiança no sistema de saúde e seus profissionais; 11.8% por outras razões. Conclusões: Existe uma significativa falta de conhecimento acerca do Testamento Vital, não apenas na população portuguesa, mas também nos profissionais de saúde que não se deverão demitir desta responsabilidade de informar. Por outro lado, os participantes que têm o adequado conhecimento não o obtiveram a partir dos profissionais de saúde. Em nossa opinião, e porque o TV tem a ver com desejos e preferências sobre cuidados de saúde, os profissionais de saúde deveriam e devem ser a principal fonte de informação da população.
