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Cidadania e desenvolvimento : o papel das lideranças na implementação da estratégia da cidadania

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Resumo(s)

O presente relatório aborda a questão da Estratégia da Cidadania na escola e o papel das lideranças na sua implementação. Pretende-se dar a conhecer a Estratégia Nacional da Educação para a Cidadania (EECE) e como foi implementada na Escola Secundária José Régio (ESJR). É sobretudo uma reflexão pessoal sobre o desempenho do cargo de coordenador da equipa da educação para a cidadania. Que políticas e valores em educação são concretizados em ambiente escolar, em particular numa lógica de educação para a cidadania. Que modelos teóricos respondem às vicissitudes de uma sociedade neoliberal e em constante mutação. Que escola democrática é experienciada e como se relacionam os seus atores. Quais são as especificidades da gestão escolar, numa escola plural que se deseja inclusiva e democrática, tal como consagram os recentes documentos legislativos. Como se concretiza o Decreto Lei 55/2018 de 6 de julho e que implicações tem na educação para a cidadania. Será feito um enquadramento teórico e uma tentativa de leitura de uma realidade concreta, no que à implementação da EECE diz respeito. Abordar-se-á o papel do diretor escola e o papel das lideranças como aspetos fundamentais na implementação da EECE. Por fim, a EECE da ESJR e como ela se impõe à escola. A EECE e a relação com os documentos orientadores, com o projeto educativo e com o contrato de autonomia. De que modo concreto se articulou a sua aplicação com as diferentes estruturas. A elaboração da estratégia da cidadania revelou-se um desafio na Escola Secundária José Régio. A escolarização da cidadania continua ainda sujeita à boa vontade de quem tem responsabilidades na comunidade educativa. Por fim, que cidadania? Não será certamente possível propor uma educação para a cidadania ideologicamente neutra e estéril, por isso as opções serão sempre políticas e motivadoras de tensões. Numa sociedade de múltiplas tensões importa gerir e dar voz às comunidades, mas ao mesmo tempo acreditamos, agora ainda mais, que há referenciais que nos ajudam a tomar decisões. Apesar dos limites e das múltiplas opiniões e sensibilidades, a construção de consensos é sempre o melhor caminho e isso experimentamos na elaboração dos diversos documentos da EECE. Agora fica claro que a responsabilidade, enquanto educadores, nos leva a experimentar que as ambiguidades podem ser transformadas em consensos. Enquanto tal, somos convocados a elevar a qualidade do processo de socialização que acontece na comunidade educativa e na sociedade em geral.

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Cidadania Gestão Educação Desenvolvimento Liderança

Contexto Educativo

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