Publicação
A política externa portuguesa durante a guerra de África : 1961-1974 : as relações com a República da África do Sul
| datacite.subject.fos | Ciências Sociais::Ciências Políticas | |
| dc.contributor.advisor | Ramos, Rui | |
| dc.contributor.author | Brandão, Vicente de Paiva | |
| dc.date.accessioned | 2015-11-09T12:58:32Z | |
| dc.date.available | 2015-11-09T12:58:32Z | |
| dc.date.issued | 2015-03-16 | |
| dc.date.submitted | 2014 | |
| dc.description.abstract | A leitura da comunicação social sul-africana entre 1961 e 1968, permite compreender a preocupação com que era seguida a guerra no Ultramar português. Nomeadamente os casos de Angola e Moçambique, atendendo à proximidade geográfica. A partir da segunda metade da década de 60, as relações bilaterais intensificam-se; existem notícias de iniciativas empresariais, envolvendo Angola, Moçambique e a África do Sul, em sectores tão diversos como o energético, obras públicas, construção civil e turismo. Inclusivamente, ocorrem encontros para se ponderar a criação de um Mercado Comum da África Austral. No âmbito estratégico, existe uma sintonia, entre Portugal e a África do Sul, que vai aumentando no decurso do tempo. Desde o início do conflito em Angola, que se nota a existência da mesma percepção estratégica para a África Austral. Era preciso resguardar esta parte do continente africano da influência comunista. Os movimentos de libertação eram considerados peões ao serviço de Moscovo e da China. E, por isso, as tropas portuguesas estavam na linha da frente contra estes interesses. A partir de 1967-68, surgiam tendências, na sociedade sul-africana, que apelavam a um apoio inequívoco a Portugal. Inclusivamente, houve quem considerasse urgente a ajuda militar e financeira ao país. O apoio era justificado pela ideia de que os territórios portugueses formavam uma barreira (zonas tampão), face ao alastramento do conflito à África do Sul. Nessa medida, as tropas lusas travavam uma luta, em nome de uma causa que devia ser partilhada pelos sul-africanos. Isto não significou a ausência de divergências. A África do Sul não se queria ver comprometida num pensamento ou em atitudes colonialistas, e Portugal preferia distanciar-se do “apartheid”, mantendo sempre a afirmação de que a política ultramarina não era racista. Aliás, o discurso oficial era sempre muito cauteloso e, por vezes, distante. Admitia-se um bom relacionamento institucional e pouco mais. Nunca se reconheceu qualquer parceria estratégica e, muito menos, militar. | pt_PT |
| dc.identifier.tid | 101271689 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.14/18584 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.subject | Portugal | pt_PT |
| dc.subject | África do Sul | pt_PT |
| dc.subject | África Austral | pt_PT |
| dc.subject | Angola | pt_PT |
| dc.subject | Moçambique | pt_PT |
| dc.subject | Guerra de África | pt_PT |
| dc.subject | Diplomacia bilateral | pt_PT |
| dc.subject | Entendimento militar | pt_PT |
| dc.subject | ALCORA | pt_PT |
| dc.title | A política externa portuguesa durante a guerra de África : 1961-1974 : as relações com a República da África do Sul | pt_PT |
| dc.type | doctoral thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess | pt_PT |
| rcaap.type | doctoralThesis | pt_PT |
| thesis.degree.name | Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais: Segurança e Defesa |
