| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.01 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A leitura da comunicação social sul-africana entre 1961 e 1968, permite compreender a
preocupação com que era seguida a guerra no Ultramar português. Nomeadamente os
casos de Angola e Moçambique, atendendo à proximidade geográfica.
A partir da segunda metade da década de 60, as relações bilaterais intensificam-se;
existem notícias de iniciativas empresariais, envolvendo Angola, Moçambique e a
África do Sul, em sectores tão diversos como o energético, obras públicas, construção
civil e turismo. Inclusivamente, ocorrem encontros para se ponderar a criação de um
Mercado Comum da África Austral.
No âmbito estratégico, existe uma sintonia, entre Portugal e a África do Sul, que vai
aumentando no decurso do tempo.
Desde o início do conflito em Angola, que se nota a existência da mesma percepção
estratégica para a África Austral. Era preciso resguardar esta parte do continente
africano da influência comunista. Os movimentos de libertação eram considerados
peões ao serviço de Moscovo e da China. E, por isso, as tropas portuguesas estavam na
linha da frente contra estes interesses.
A partir de 1967-68, surgiam tendências, na sociedade sul-africana, que apelavam a um
apoio inequívoco a Portugal. Inclusivamente, houve quem considerasse urgente a ajuda
militar e financeira ao país. O apoio era justificado pela ideia de que os territórios
portugueses formavam uma barreira (zonas tampão), face ao alastramento do conflito à
África do Sul. Nessa medida, as tropas lusas travavam uma luta, em nome de uma causa
que devia ser partilhada pelos sul-africanos.
Isto não significou a ausência de divergências. A África do Sul não se queria ver
comprometida num pensamento ou em atitudes colonialistas, e Portugal preferia distanciar-se do “apartheid”, mantendo sempre a afirmação de que a política ultramarina
não era racista.
Aliás, o discurso oficial era sempre muito cauteloso e, por vezes, distante. Admitia-se
um bom relacionamento institucional e pouco mais. Nunca se reconheceu qualquer
parceria estratégica e, muito menos, militar.
Descrição
Palavras-chave
Portugal África do Sul África Austral Angola Moçambique Guerra de África Diplomacia bilateral Entendimento militar ALCORA
