FCSE - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
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- Relatório de estágio : prevenção de maus-tratos em crianças com deficiênciaPublication . Tavares, Sónia Alexandra Borda D'Água Pestana; Nunes, ElisabeteOs maus-tratos infantis são um flagelo que vitimiza todos os dias crianças. Diagnosticar situações em que existe compromisso do desenvolvimento infantil e desrespeito pelos direitos da criança não é tarefa fácil. Contudo apesar da inconsistência no conceito, cada vez mais existem profissionais de saúde que tentam dar resposta a esta problemática, trabalhando os factores protectores, mantendo a coesão familiar, contribuindo assim para a defesa dos direitos da criança. Quando cuidamos de crianças portadoras de deficiência a sua vulnerabilidade acentua-se face ao cuidador e às próprias limitações da sociedade que não permitem a sua inclusão. O Enfermeiro Especialista ao fomentar a vinculação e adequação das competências parentais às necessidades da criança/jovem contribui para a minimização dos factores de risco, potenciando um desenvolvimento saudável da criança/jovem e família. O Relatório de Estágio explicita o percurso de desenvolvimento académico decorrido ao longo de três módulos realizados em duas instituições diferenciadas – Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral e Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE/ Hospital Dona Estefânia. De acordo com o diagnóstico de situação elaborado, em cada módulo, foram preconizados objectivos, actividades e competências a adquirir como Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediatria. Recorrendo a uma metodologia reflexiva, cientifica e considerando o modelo teórico de Anne Casey uma mais-valia face à “Prevenção de maus-tratos em crianças com deficiência”, foram desenvolvidas várias actividades dirigidas à criança/jovem, família e equipa multidisciplinar. Ao longo dos três módulos foi fomentada a vinculação, através de cartões de vinculação oferecidos aos progenitores; introduzida a Comunicação Alternativa Aumentativa nos Serviços de Saúde hospitalares e preconizada a parceria de cuidados entre instituições que cuidam de crianças portadoras de deficiência. Com o desenvolvimento das actividades consideradas pertinentes pela equipa multidisciplinar, os cuidados de saúde centralizaram-se nas necessidades das crianças/jovens portadores de deficiência, deixando de lado constrangimentos institucionais. Existe ainda um longo caminho a percorrer face à defesa dos direitos da criança portadora de deficiência, contudo acredito que com a realização das actividades dirigidas à criança/jovem, família e equipa multidisciplinar abriram-se novos horizontes face ao cuidar. A criança é e será sempre o futuro, por isso cabe a todos nós defendermos o futuro em que queremos viver