Faculdade de Medicina Dentária
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Browsing Faculdade de Medicina Dentária by Field of Science and Technology (FOS) "Ciências Médicas"
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- Screening da AOS (Apneia Obstrutiva do Sono) em odontopediatria : scoping reviewPublication . Mendes, Pedro Henrique Coelho; Ramos, Susana Isabel Falardo; Figueiredo, Andreia Sofia de PaivaIntrodução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição médica que obstrui parcial ou totalmente as vias aéreas superiores durante o sono, causando dessaturação de oxigénio e hipercapnia. Objetivos: Este estudo tem o objetivo de criar uma ficha para ser usada na odontopediatria, facilitando o rastreio e o diagnóstico precoce da AOS. Material e Métodos: Para se realizar esta revisão sistemática tivemos como base as regras da diretriz PRISMA e ao modelo PICO para a questão de investigação. Foi efetuada uma pesquisa em três fontes bibliográficas, Pubmed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, obtendo 12 artigos após excluirmos os duplicados, e pela leitura pelo título e abstract. Resultados: A abordagem combinada de métodos, incluindo a polissonografia como exame padrão, questionários subjetivos, exames físicos e medidas antropométricas, demonstrou ser necessária para o diagnóstico da AOS em crianças e adolescentes. Discussão: Detetar precocemente a AOS é crucial para evitar complicações adicionais e aprimorar o bem estar das crianças afetadas. Identificar essa condição exige uma avaliação minuciosa e intervenção adequada com o trabalho conjunto de profissionais especializados em diversas áreas. Conclusão: A AOS é uma condição médica grave que exige abordagem abrangente para o diagnóstico. O rastreio pediátrico é fundamental para identificar fatores de risco e intervir precocemente, prevenindo complicações.
- Sofrimento e espiritualidade da pessoa com esclerose múltiplaPublication . Coelho, José Carlos Quaresma; Vieira, Margarida; Monteiro, Baltazar RicardoEsta tese apresenta os resultados de uma investigação que teve por objectivo estudar o sofrimento e a espiritualidade das pessoas com esclerose múltipla. Utilizámos a metodologia fenomenológica para estudar a vivencia do sofrimento e da espiritualidade das pessoas com esclerose múltipla assim como os meios que estas utilizam para lidar com a doença e sofrimento. Entrevistámos nove pessoas com esclerose múltipla. Efectuámos um estudo correlacional, onde analisámos as relações entre sofrimento e bem-estar espiritual, assim como a relação destes focos com algumas variáveis sócio-demográficas. Participaram no estudo 517 pessoas, com idades entre 20 a 80 anos. A média foi de 42,63 anos. Foram aplicadas as seguintes escalas: IESSD-McInteyre & Gameiro, 1999; Spiritual Assessment Scale - (O´Brien, 1998; tradução e adaptação de Caramelo, 2007); HADS-Zigmond & Snaith, 1998 – Trad. Ribeiro, 2007, Religiosidade (autor, 2007) e EDSS adaptada. O sofrimento é vivenciado pela fadiga, desiquilibrio e incapacidade que provocam isolamento, alterações da autoimagem e falta de sentido da doença e sofrimento. As estratégias utilizadas pelos entrevistados são diversas, como a negação, o isolamento, a aceitação, a busca de informação, a partilha de experiências e as praticas religiosas. O sentido da doença e sofrimento vai sendo construído, iniciando-se por uma primeira fase em que este é questionado e sem sentido, acabando por ser atribuído por uma relação com Deus e ou de doação aos outros. O estudo demonstra que o sofrimento apresentou correlações positivas muito significativas com a idade (r(517) =0,129, p<0,003), incapacidade (r(517) =0,380,p<0,001), ansiedade (r(517) =0,664, p<0,001), e depressão (r(517) =0,729, p<0,001). O sofrimento físico apresentou correlações positivas muito significativas com religiosidade (r(517) =0,125, p<0,004). Entre outras, também constatámos diferenças significativas de sofrimento por tipo de esclerose múltipla (F=4,620;p<0,001). O bem-estar espiritual apresentou correlações positivas muito significativas com incapacidade (r(517) =0,380, p<0,001), religiosidade (r(517) =0,684, p<0,001) e correlação positiva significativa com a idade (r(517) =0,090, p<0,041). Apresenta correlação negativa significativa com depressão (r(517) =-0,107, p<0,015). Existem diferenças de bem-estar espiritual entre os que professam uma religião e os que não professam religião (t=11,305; p<0,001). Os que professam uma religião apresentam maior bem-estar espiritual. A incapacidade física, a ansiedade e a depressão são os factores que apresentam maior coeficiente de determinação com o sofrimento. Os dados demostram que as pessoas utilizam as práticas religiosas para lidar com o sofrimento físico, sendo a oração privada o meio mais utilizado. Os dados sugerem-nos que a paz espiritual poderá ter um efeito protector nas perturbações emocionais
- O uso sistémico de antimicrobianos em endodontiaPublication . Silva, Miguel Ângelo Rodrigues da; Noites, Rita Brandão de Pinho; Martins, Miguel André DuarteObjetivo: Caraterizar os hábitos de prescrição de antibióticos sistémicos dos Médicos Dentistas, que desenvolvem a sua prática clínica na cidade de Viseu, Portugal, em situações de diferentes infeções endodônticas e características específicas do paciente. Metodologia: Foram distribuídos pessoalmente 135 questionários, em suporte papel por todos os consultórios e clínicas médico-dentárias da cidade de Viseu para recolher dados sobre os hábitos de prescrição de antibióticos sistémicos dos Médicos Dentistas, a desenvolver a sua prática clínica na cidade. A análise estatística foi elaborada com o auxílio do programa SPSS (v.22.0). Resultados: A taxa de resposta foi de 70% (n=95). A grande maioria dos Médicos Dentistas prescreve antibióticos por 8 dias (78,9%). O antibiótico mais frequentemente prescrito foi a associação de Amoxicilina com Ácido Clavulânico 875/125mg (82.1%). Em caso de alergia à penicilina, os antibióticos mais prescritos foram a Claritromicina 500mg (34.7%) e Azitromicina 500mg (33.7%). Verificaram-se percentagens consideráveis de abuso de antibióticos em situações de pulpite irreversível, necrose pulpar sem envolvimento sistémico ou com fístula e em casos de retratamento endodôntico. Relativamente à profilaxia antibiótica, verificou-se que a maioria prescreve o antibiótico adequado mas, fá-lo para situações não recomendadas. Conclusão: É importante que o Médico Dentista compreenda a importância de restringir o uso de antibióticos aos casos de infeção grave que necessitam deles. Grande parte dos Médicos Dentistas inquiridos e a desenvolver a sua atividade na cidade de Viseu, prescrevem inadequadamente para condições inflamatórias endodônticas como a pulpite, além disso, parecem não seguir ou desconhecer as guidelines para a prescrição antibiótica contribuindo assim para o aumento da resistência aos antimicrobianos.
