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A ação dos guardas prisionais : uma análise sobre o impacto dos papéis e expectativas de género

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Resumo(s)

Este estudo procura compreender a perspetiva de guardas prisionais (GP) sobre a forma como as construções sociais de género influenciam o contexto prisional, através de uma abordagem metodológica mista, que enquadra entrevistas semiestruturadas e a aplicação da Escala de Atitudes relativas a Papéis de Género (EAPG). Os resultados evidenciam uma segmentação de funções entre GP homens ou mulheres, frequentemente justificada por argumentos relacionados com segurança ou pudor sexual dos reclusos perante profissionais do sexo oposto – espelhando práticas de sexismo benevolente. Embora os participantes afirmem que há igualdade formal entre géneros na profissão, os seus discursos revelam algumas contradições e ambivalência, compatíveis com o fenómeno de gender blindness, perpetuando as desigualdades no contexto. O cruzamento de dados quantitativos e qualitativos demonstra que mesmo os participantes com uma atitude mais igualitária em relação aos papéis de género revelam um discurso mais alinhado com uma perspetiva tradicional. Por fim, verifica-se que há um desconhecimento generalizado de políticas e recomendações em igualdade de género, o que tem implicações na prática. Conclui-se que a transformação do sistema prisional implica mais do que legislação, requerendo formação contínua obrigatória, políticas claras e uma mudança cultural profunda que desafie os papéis de género tradicionais e promova novas práticas verdadeiramente equitativas.
This study seeks to understand the perspective of prison guards (GP) on how social constructions of gender influence the prison context, through a mixed methodological approach that includes semi-structured interviews and the application of the Gender Role Attitudes Scale. The results show a segmentation of roles between male and female GPs, often justified by arguments related to security or the sexual modesty of inmates towards professionals of the opposite sex - mirroring practices of benevolent sexism. Although the participants claim that there is formal gender equality in the profession, their discourses reveal some contradictions and ambivalence, compatible with the phenomenon of gender blindness, perpetuating inequalities in the context. The cross-referencing of quantitative and qualitative data shows that even participants with a more egalitarian attitude towards gender roles reveal more references in their discourse in line with a traditional perspective. Finally, there is a general lack of knowledge of gender equality policies and recommendations, which has implications for practice. The conclusion is that transforming the prison system involves more than legislation, it requires mandatory ongoing training, clear policies and a profound cultural change that challenges traditional gender roles and promotes new, truly equitable practices.

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Palavras-chave

Género Guardas prisionais Sistema prisional Papéis de género Gender Prision guards Prison system Gender roles

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