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Desafios à (des)institucionalização de crianças e jovens : processos de autonomização e pós-acolhimento

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Resumo(s)

O trabalho que se segue tem como objetivo fulcral analisar de que forma as instituições que acolhem crianças e jovens trabalham a preparação destes para a sua vida adulta e autónoma, relacionando esse processo de autonomização com os mecanismos legais ou apoios sociais existentes para jovens que, normalmente, entre os 18 e os 21 anos abandonam as instituições que os acolheram. Para esta análise e consequente compreensão da realidade vivida por estes jovens adultos, é crucial enquadrar este setor da população como um dos que se encontra em maior risco de exclusão social (UNICEF citado em Cunha, 2005), para daqui retirar a importância não só de reforçar as suas competências de autonomia, mas acima de tudo, de criar as condições necessárias à sua integração, através de um esforço que não compete só às instituições, mas à sociedade como um todo. Sem esta complementaridade de esforços e de respostas, dificilmente se poderá alcançar a completa integração destes jovens (Delgado, 2006). Na condução desta análise, foram utilizados diversos métodos de pesquisa, nomeadamente, a análise de dados estatísticos e de diplomas legais, a realização de entrevistas a diretores das instituições de acolhimento, a técnicos que acompanham os jovens adultos e aos próprios jovens institucionalizados ou ex institucionalizados com idades superiores a 18 anos. A investigação feita permitiu-nos concluir que o sistema de acolhimento de crianças e jovens terá ainda melhorias a realizar. Embora seja visível o esforço das instituições para que os jovens desenvolvam todas as competências de que necessitam para a sua vida autónoma e independente, fica clara a ausência de respostas e apoios concretos e eficazes no período pós acolhimento.
This work’s main goal is to analyze how institutions that shelter troubled children and teenagers are preparing them for an autonomous and independent adult life, relating this process with the existing legal mechanisms and social benefits for the young adults that abandon the institution, usually at ages between 18 and 21. For this analysis and consequent comprehension of the reality these young adults are subjected to, it’s crucial to look at this population segment as one with the highest risk of social exclusion (UNICEF citado em Cunha, 2005), in order to understand not only the importance of increasing their autonomy, but also the importance of creating the necessary conditions to aid their integration, through an effort of both the institutions and society as a whole. Without this complementarity of efforts and answers, it would be difficult to achieve a complete integration of these young adults (Delgado, 2006). In the elaboration of this analysis several research methodologies were used, such as statistical data and legal documents analysis, interviewing of institution directors, staff, and both currently and formerly institutionalized young adults and children. This investigation allowed us to conclude that the child and young people care system has margin to improve. Although there is clearly an effort of institutions so that the people they shelter develop the necessary skills for an autonomous and independent life, there is a clear absence of answers and concrete and effective support in the post sheltering period.

Descrição

Palavras-chave

Exclusão social Institucionalização Pós-acolhimento Autonomização Crianças e jovens em risco Social exclusion Institutionalisation Post-care Empowerment Children and young people at risk

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