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Publicação

Verificação de factos na era da pós-verdade: um estudo comparativo entre Observador, Polígrafo e Prova dos Factos

datacite.subject.fosCiências Sociais::Ciências da Comunicação
datacite.subject.sdg16:Paz, Justiça e Instituições Eficazes
datacite.subject.sdg04:Educação de Qualidade
dc.contributor.advisorRibeiro, Nelson Costa
dc.contributor.authorRodrigues, Luis Pedro Ribeiro
dc.date.accessioned2026-04-07T11:48:41Z
dc.date.available2026-04-07T11:48:41Z
dc.date.issued2026-02-05
dc.date.submitted2025-07-01
dc.description.abstractA verificação de factos (fact-checking, em inglês), em sua modalidade amplamente reconhecida hoje, analisa desde declarações políticas até publicações que “viralizam” nas redes sociais online. O processo de checagem baseia-se em evidências factuais e, em geral, apresenta um veredicto sobre as informações analisadas utilizando uma escala de veracidade. No entanto, a ascensão dessa prática jornalística coincide com as condições adversas da pós-verdade e do atual desprestígio da verdade factual. O principal objetivo desta investigação é, por conseguinte, analisar como a verificação de factos constrói a verdade factual, numa altura em que outros processos sociais constituem uma consciência da verdade desvinculada da factualidade das coisas. Para isso, examinamos as matérias e os editoriais das três principais iniciativas de verificação de factos em Portugal: Observador, Polígrafo e Prova dos Factos (Público), com o apoio metodológico da Análise Crítica do Discurso (ACD). A análise dos editoriais revelou a criação discursiva da identidade de autoridade da verificação de factos, crucial para legitimar a posição social dos verificadores de factos como árbitros na esfera pública. Outra descoberta foi a estratégia discursiva de normalizar o uso das escalas de veracidade e do veredicto nos métodos e pressupostos da verificação de factos, sem discutir, no entanto, as limitações dessas duas ferramentas para interpretar a complexidade dos factos e da realidade. Já na análise das matérias, observamos o uso regular de adjetivos (“verdade”, “verdadeira”) e advérbios (“na verdade”) modais para representar o discurso dos dizentes como verdadeiro ou falso. Além disso, encontramos perguntas retóricas que simulam as dúvidas do leitor, ao mesmo tempo que posicionam o verificador de factos como aquele que as sabe responder com base em evidências factuais. São, portanto, estratégias enunciativas que auxiliam o verificador de factos a convencer os leitores de que o veredicto que apresenta é verdadeiro, i.e., trata-se da verdade factual, além de dar ao género da verificação de factos um fator distintivo.por
dc.description.abstractFact-checking, as it is widely recognized today, encompasses the verification of political statements as well as viral content circulating on social media platforms. The verification process is based on factual evidence and generally delivers a verdict on the information analysed using a truthfulness scale. However, the rise of this journalistic practice coincides with the adverse conditions of post-truth and the current discrediting of factual truth. The primary aim of this research is, therefore, to examine how fact-checking constructs factual truth at a time when other social processes constitute a consciousness of truth that is detached from the factuality of things. To explore this, we analyzed the editorials and articles of the three leading fact-checking initiatives in Portugal: Observador, Polígrafo, and Prova dos Factos (Público), with the methodological support of Critical Discourse Analysis (CDA). The analysis of the editorials revealed the discursive construction of fact-checking’s authoritative identity, which is crucial for legitimizing its social role as referees in the public sphere. Another finding is the discursive strategy of normalizing the use of truthfulness scales and verdicts within the methods and assumptions of fact-checking, without addressing, however, the limitations of these two tools in interpreting the complexity of facts and reality. In the analysis of the articles, we observed the regular use of modal adjectives (“true”, “truthful”) and modal adverbs (“in fact”) to represent the speakers’ discourse as either true or false. In addition, we found rhetorical questions that simulate the reader’s doubts, while simultaneously positioning the fact-checker as the one who knows how to answer them based on factual evidence. These are, therefore, enunciative strategies that help the fact-checker persuade readers that the verdict presented is true, that is, the factual truth, while also giving the fact-checking genre a distinctive feature.eng
dc.identifier.otherad1cc2c6-4517-497d-9654-7163f892b0db
dc.identifier.tid101735804
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/57455
dc.language.isopor
dc.rights.uriN/A
dc.subjectVerificação de factospor
dc.subjectFact-checkingpor
dc.subjectPós-verdadepor
dc.subjectDesinformaçãopor
dc.subjectVerdade factualpor
dc.subjectJornalismopor
dc.subjectPost-trutheng
dc.subjectDisinformationeng
dc.subjectMisinformationeng
dc.subjectFactual trutheng
dc.subjectJournalismeng
dc.titleVerificação de factos na era da pós-verdade: um estudo comparativo entre Observador, Polígrafo e Prova dos Factospor
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameDoutoramento em Ciências da Comunicação

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