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A prevalência de lesões orofaciais pós-traumáticas numa população de crianças de Viseu

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Resumo(s)

OBJETIVOS: O trauma orofacial tem vindo a aumentar, podendo afetar, de forma isolada ou não, várias regiões anatómicas. Para além da análise da prevalência de lesões orofaciais pós-traumáticas, é objetivo do presente trabalho classificar as mesmas de acordo com a sua etiologia, tipo de lesão, tecido envolvido e local de origem. É objetivo específico compreender de que forma as lesões pós-traumáticas podem afetar as vítimas ao longo da sua vida, e as eventuais consequências médico-legais. Pretende-se também comprovar a necessidade de ações de sensibilização sobre como os cuidadores devem atuar no momento do traumatismo. METODOLOGIA: Os dados para este estudo foram recolhidos em dois agrupamentos de escolas públicas do concelho de Viseu durante o mês de abril de 2024. A população alvo incluiu crianças dos 3 aos 13 anos de idade, a quem foram entregues inquéritos em formato de papel, para serem respondidos no domicílio juntamente com os encarregados de educação. Após a recolha dos dados foi feita a sua codificação e inserção numa base de dados utilizando o software Microsoft Excel. A análise estatística foi realizada através do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25, com um nível de significância p definido a 0.05. RESULTADOS: Este estudo incluiu uma população total de 392 crianças. 23,5% (n=92) da população em estudo sofreu algum tipo de lesão orofacial. O intervalo de idades onde a prevalência é maior é dos 6 aos 10 anos. As lesões mais frequentes foram as dentárias (52,2%). 48.9% das lesões ocorreu no domicílio. A maioria dos pais afirma existir pouca divulgação sobre a gestão da situação traumática. CONCLUSÃO: As lesões orofaciais demonstram ter uma prevalência significativa, e um impacto considerável na qualidade de vida das vítimas. Com vista à redução das consequências biopsicossociais associadas, campanhas de prevenção deveriam ser levadas a cabo por entidades competentes, a nível nacional.
BACKGROUND: Orofacial trauma is drastically increasing and can affect, isolated or not, several anatomic regions. The aim of this study is to analyse the prevalence of post-traumatic orofacial injuries. In addition to this, it also aims at classifying them according to their ethology, type of injury, involved tissue and place of origin. The specific objective is to understand how post-traumatic injuries can affect victims throughout their lives, and the possible medico-legal consequences. It is also intended to demonstrate the need for prevention campaigns about how caregivers should manage the post-traumatic situation. METHODOLOGY: Data for this study was collected in two public schools in Viseu during the month of April 2024. The target population included children aged 3 to 13 years old, to whom surveys were delivered in paper format, to be answered at home together with their guardians. After collecting the data, it was coded and inserted into a database using Microsoft Excel software. Statistical analysis was performed using the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), version 25, with a significance level p set at 0.05. RESULTS: This study included a total population of 392 children. 23.5% (n=92) of the study population suffered some type of orofacial injury. The age range where the prevalence is highest is from 6 to 10 years old. The most frequent injuries were dental (52.2%). 48.9% of injuries occurred at home. Most parents said that there was little information on how to manage of the traumatic situation. CONCLUSION: Orofacial injuries demonstrate a significant prevalence and a considerable impact on the victim’s quality of life. To achieve reduction in the associated biopsychosocial consequences, prevention campaigns should be carried out by competent entities at a national level.

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Palavras-chave

Lesões orofaciais Prevalência Crianças Traumatologia Saúde pública Tooth injuries Prevalence Child Traumatology Public health

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