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Religions, in general, are endowed with a high degree of prominence, which imparts a strong level of influence over human beings. This exponentiality essentially derives from the factor that supports them – the Absolute, the Totally Other, the Ultimate Reality. On the other hand, the created freedom of the human being either allows or denies this Referent the permission to exercise that power over them. When human beings do not exercise this freedom consciously and autonomously, but are instead conditioned by ‘beliefs’ that foster an unenlightened dependence, religions can then become centres of deviation, with harmful and severe consequences for both individuals and societies. When religions assume their status as mediators of the Absolute, the result translates into beneficial actions, since from the Absolute Good no evil can arise. Religions that ‘decentralize’ themselves and assume an absolute status lose their mediating role, failing to fulfil their fundamental objective: to care for Creation, since the Creator does not require care. Focused on centre, religions gain greater credibility, a recognition that extends to all areas and structures of the community with which they interact. This was the great contribution brought by Anthony de Mello in his life and work: to enable each person, whether a member of a religion or not, to be endowed with the fundamental premise of Awakening, which is grasped through consciousness, maturity, and freedom. Every human being can have easy access to this ‘basic spirituality’, the seed of a commitment to caring for others. Through Interreligious Dialogue, religions can be the most genuine and powerful sign for peoples to act in this ‘kairotic present’ offered to us by reality.
As Religiões, em geral, estão dotadas de elevado expoente, que conferem, junto do ser humano, um forte grau de influência. Esta exponencialidade deriva, basicamente, do fator que as suporta – o Absoluto, o Totalmente Outro, a Realidade Última. Por outro lado, a liberdade criada do ser humano permite, ou não, conceder a esse Referente a permissibilidade de exercer esse poder sobre si. Quando o ser humano não realiza este exercício de liberdade de forma consciente e autónoma, mas está condicionado por ‘crenças’, que fomentam uma dependência não iluminada, então as Religiões podem transformar-se em centros de irradiação de desvios, com nefastas e graves consequências para o indivíduo e para as sociedades. Quando as Religiões assumem o seu status de mediações do Absoluto, o resultado traduz-se em ações benéficas, visto que do Absoluto Bem não poder provir mal algum. As Religiões que se ‘descentralizam’ e se assumem como absolutas, perdem o seu caráter de mediação, não realizando o seu fundamental objetivo: cuidar da Criação, visto que o Criador não necessita de cuidado. Focadas no Centro, as Religiões revestem-se de maior credibilidade, reconhecimento que se estende a todos os âmbitos e estruturas da comunidade, e com as quais interagem. Esta foi a mais valia trazida por Anthony de Mello, na sua vida e obra: possibilitar que cada pessoa, membro ou não das religiões, possa estar dotada do pressuposto fundamental do Despertar, que se capta na consciência, na maturidade e na liberdade. Todo o ser humano pode ter acesso facilitado a esta ‘espiritualidade base’, gérmen de compromisso no cuidado do outro. As Religiões, através do Diálogo Inter-Religioso, podem ser o sinal mais genuíno e forte, junto dos Povos, para operar neste ‘presente kairótico’, que nos é oferecido pela realidade.
As Religiões, em geral, estão dotadas de elevado expoente, que conferem, junto do ser humano, um forte grau de influência. Esta exponencialidade deriva, basicamente, do fator que as suporta – o Absoluto, o Totalmente Outro, a Realidade Última. Por outro lado, a liberdade criada do ser humano permite, ou não, conceder a esse Referente a permissibilidade de exercer esse poder sobre si. Quando o ser humano não realiza este exercício de liberdade de forma consciente e autónoma, mas está condicionado por ‘crenças’, que fomentam uma dependência não iluminada, então as Religiões podem transformar-se em centros de irradiação de desvios, com nefastas e graves consequências para o indivíduo e para as sociedades. Quando as Religiões assumem o seu status de mediações do Absoluto, o resultado traduz-se em ações benéficas, visto que do Absoluto Bem não poder provir mal algum. As Religiões que se ‘descentralizam’ e se assumem como absolutas, perdem o seu caráter de mediação, não realizando o seu fundamental objetivo: cuidar da Criação, visto que o Criador não necessita de cuidado. Focadas no Centro, as Religiões revestem-se de maior credibilidade, reconhecimento que se estende a todos os âmbitos e estruturas da comunidade, e com as quais interagem. Esta foi a mais valia trazida por Anthony de Mello, na sua vida e obra: possibilitar que cada pessoa, membro ou não das religiões, possa estar dotada do pressuposto fundamental do Despertar, que se capta na consciência, na maturidade e na liberdade. Todo o ser humano pode ter acesso facilitado a esta ‘espiritualidade base’, gérmen de compromisso no cuidado do outro. As Religiões, através do Diálogo Inter-Religioso, podem ser o sinal mais genuíno e forte, junto dos Povos, para operar neste ‘presente kairótico’, que nos é oferecido pela realidade.
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Palavras-chave
Anthony de Mello Christianity Cristianismo Diálogo inter-religioso Interreligious dialogue Teopoética Theopoetics
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