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Orientador(es)
Resumo(s)
O presente estudo teve como principal objetivo explorar o papel preditivo das
estruturas relacionais e da autocompaixão na sintomatologia ansiosa. Ainda que o
interesse pela compreensão da relação entre estes constructos tenha vindo a aumentar,
são ainda poucos os estudos na área da psicologia que abarcam estas dimensões.
Participaram neste estudo 226 estudantes universitários com idade média de
21.72 anos, que preencheram a Escala da Autocompaixão (EAC), as Escalas de
Depressão, Ansiedade e Stress (EADS-21) e o Questionário das Experiências em
Relações Próximas – Estruturas Relacionais (ERP-ER).
As pontuações médias de sintomatologia ansiosa encontradas revelaram-se
bastante inferiores ao limite máximo teórico, refletindo níveis de sintomatologia ansiosa
baixos. Relativamente às relações entre a autocompaixão e a sintomatologia ansiosa,
encontramos uma correlação significativa positiva de baixa magnitude entre a condição
humana e a ansiedade e uma correlação positiva significativa de moderada magnitude
entre autocrítica, isolamento, sobre identificação e autocompaixão total. Relativamente
às estruturas relacionais encontramos uma correlação positiva significativa de baixa
magnitude entre a ansiedade nos relacionamentos e a sintomatologia ansiosa. Não foram
encontradas diferenças nos níveis de ansiedade considerando o género e a idade.
Finalmente, a autocrítica, a condição humana, o isolamento (contribuição positiva) e a
autocompaixão total (contribuição negativa) mostraram-se preditores significativos de
sintomatologia ansiosa.
Ainda que os nossos resultados sejam preliminares, cremos ter contribuído para
uma melhor compreensão da relação destes constructos, cujo estudo, a ser aprofundado,
pode contribuir para traçar intervenções mais ajustadas.
Descrição
Palavras-chave
Estruturas relacionais Autocompaixão Ansiedade Estudantes universitários
