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Resumo(s)
Atualmente, fazem parte da nossa vida diária diversas ferramentas colaborativas on-line usadas por comunidades dispersas geograficamente para lazer e trabalho. A noção de expandir esta mesma funcionalidade à prática colaborativa da música tem uma longa história no imaginário das civilizações modernas, mas só se tornou numa realidade no final dos anos 90, quando artistas e investigadores académicos começaram a tentar desenvolver sistemas tecnológicos para este efeito. No entanto, esta visão quase utópica, de mundo onde os músicos se pode interconectar à distância como se partilhassem o mesmo espaço performativo, deparou-se um constrangimento físico e técnico, designado por latência de rede, que impede o sincronismo musical tal como o conhecemos. Este artigo apresenta uma panorâmica sobre as origens da prática de Artes Sonoras em Redes Digitais, tendo em perspetiva proporcionar uma visão geral de diferentes abordagens e estratégias, com exemplos de projetos pioneiros representativos em termos de inovação e relevância histórica. Em particular, salienta-se que a cultura colaborativa de artes sonoras em redes digitais vai muito para além de uma simples evolução dos anteriores paradigmas de comunicação acústica, proporcionando uma nova cultura de composição e improvisação, assim como um contexto inovador para criatividade a novidade estilística musical.
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Palavras-chave
Contexto Educativo
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Editora
Universidade Católica Editora
