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Orientador(es)
Resumo(s)
The evolution of mobile phones into smartphones has significantly transformed patterns of human interaction (Naughton, 2021). Although the benefits of smartphone use are widely acknowledged (Modecki et al., 2022), excessive use has raised public health concerns (WHO, 2022). One emerging phenomenon is phubbing, defined as the preference for interacting with a smartphone over engaging in face-to-face social interactions (Chotpitayasunondh & Douglas, 2018), with potential implications for family relationships, particularly between parents and children. To the best of our knowledge and based on the literature review conducted, no studies have simultaneously examined the relationship between parental phubbing, parenting motivation, and sociodemographic variables. This study addresses that gap by analyzing a sample of 308 Portuguese parents (mothers and fathers), with a mean age of 47.49 years. Participants completed a sociodemographic and smartphone use questionnaire, the Partner Phubbing Scale - Pphubbing, the Parental Phubbing Scale, and the Parenting Motivation Scale. Half of the sample reported using their smartphone for more than two hours daily, and 3.6% reported usage exceeding six hours. Approximately 30.2% perceived that smartphone use negatively affects parente-child communication. Parental phubbing was found to be moderate and positively associated with motivations such as child-related burden and parental immaturity. Personal fulfillment was the most valued parenting motivation, while socioeconomic aspects were the least. Although low-magnitude correlations were found with various parenting motivations, no significant differences were observed based on sociodemographic variables. A moderate positive correlation was found between parental phubbing and smartphone usage time, suggesting stronger links to psychological and family factors than to demographic characteristics.
A evolução dos telemóveis para smartphones transformou significativamente os padrões de interação humana (Naughton, 2021). Embora os benefícios da sua utilização sejam reconhecidos (Modecki et al., 2022), o uso excessivo destes dispositivos levanta preocupações de saúde pública (WHO, 2022). Um fenómeno emergente é o phubbing, caracterizado pela preferência pela interação com o smartphone em detrimento da interação social presencial (Chotpitayasunondh & Douglas, 2018), com potenciais implicações nas relações familiares, especialmente entre pais e filhos. Até onde é do nosso conhecimento e de acordo com a revisão da literatura realizada, não se identificaram estudos que, num único trabalho, explorassem a relação entre o phubbing parental, a motivação para a parentalidade e variáveis sociodemográficas. Este estudo analisou uma amostra de 308 pais e mães portugueses, com média de idade de 47.49 anos. Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico e sobre utilização do telemóvel/smartphone, a Escala de Partner Phubbing – Pphubbing, a Escala de Phubbing Parental e a Escala de Motivação para a Parentalidade. Metade referiu utilizar o smartphone mais de duas horas por dia, sendo que 3.6% indicou uso superior a seis horas. Cerca de 30.2% consideraram que esse uso prejudica a comunicação com os filhos. O phubbing parental registou níveis moderados, associando-se positivamente a motivações como encargo dos filhos e imaturidade parental. A realização pessoal foi a motivação mais valorizada, enquanto os aspetos socioeconómicos foram os menos destacados. Verificaram-se correlações positivas, de baixa magnitude, com diversas motivações parentais. Não se observaram diferenças significativas em função das variáveis sociodemográficas, mas constatou-se uma correlação positiva moderada com o tempo de utilização do smartphone.
A evolução dos telemóveis para smartphones transformou significativamente os padrões de interação humana (Naughton, 2021). Embora os benefícios da sua utilização sejam reconhecidos (Modecki et al., 2022), o uso excessivo destes dispositivos levanta preocupações de saúde pública (WHO, 2022). Um fenómeno emergente é o phubbing, caracterizado pela preferência pela interação com o smartphone em detrimento da interação social presencial (Chotpitayasunondh & Douglas, 2018), com potenciais implicações nas relações familiares, especialmente entre pais e filhos. Até onde é do nosso conhecimento e de acordo com a revisão da literatura realizada, não se identificaram estudos que, num único trabalho, explorassem a relação entre o phubbing parental, a motivação para a parentalidade e variáveis sociodemográficas. Este estudo analisou uma amostra de 308 pais e mães portugueses, com média de idade de 47.49 anos. Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico e sobre utilização do telemóvel/smartphone, a Escala de Partner Phubbing – Pphubbing, a Escala de Phubbing Parental e a Escala de Motivação para a Parentalidade. Metade referiu utilizar o smartphone mais de duas horas por dia, sendo que 3.6% indicou uso superior a seis horas. Cerca de 30.2% consideraram que esse uso prejudica a comunicação com os filhos. O phubbing parental registou níveis moderados, associando-se positivamente a motivações como encargo dos filhos e imaturidade parental. A realização pessoal foi a motivação mais valorizada, enquanto os aspetos socioeconómicos foram os menos destacados. Verificaram-se correlações positivas, de baixa magnitude, com diversas motivações parentais. Não se observaram diferenças significativas em função das variáveis sociodemográficas, mas constatou-se uma correlação positiva moderada com o tempo de utilização do smartphone.
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Palavras-chave
Comunicação pais-filhos Motivação para a parentalidade Phubbing parental Tempo utilização do smarthphone Variáveis sociodemográficas
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