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A dor da família : a gestão familiar de dor crónica não oncológica

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Abstract(s)

A reciprocidade entre a experiência de dor crónica e algumas variáveis da família tem sido amplamente evidenciada pela investigação sobre a temática, tendo como unidade de análise a própria pessoa portadora de dor e, frequentemente, o cônjuge ou parceiro. Porém, a natureza da experiência familiar de dor crónica não oncológica, na perspetiva da própria família, continua profundamente desconhecida, podendo constituir um fator condicionante na otimização do envolvimento da família no alívio e controlo da dor. Assim, partindo da questão: qual a natureza da experiência familiar de dor crónica não oncológica?, delineou-se um estudo de natureza qualitativa, com recurso à metodologia da Teoria Fundamentada nos Dados, na perspetiva de Charmaz (2006, 2014). A unidade de análise foi a família enquanto grupo de ação humana autorreferencial. A recolha e análise dos dados realizou-se simultaneamente, respeitando o princípio da comparação constante, mantendo-se uma atitude crítica e reflexiva no decorrer de todo o processo de modo a garantir a integridade da análise e a sua validade interna. Realizaram-se 11 entrevistas intensivas a 28 membros de nove famílias de pessoas adultas, maiores de 18 anos, portadoras de dor crónica não oncológica, seguidas na Consulta de Dor do SESARAM há pelo menos seis meses, e que acederam livre e esclarecidamente a participar. No estudo emerge um processo de natureza familiar A Dor da Família: a gestão familiar de dor crónica não oncológica, alicerçado em quatro categorias. Vivendo / Experimentando a Dor; Sofrendo Com a Dor do Familiar; Desenvolvendo Estratégias Para Lidar Com a Situação; Aceitando a Cronicidade da Dor que parecem suceder-se, por vezes sobrepor-se no tempo e que refletem o “trabalho” multidimensional da família. O processo emergente, reforça a importância do envolvimento familiar na gestão da dor crónica, identifica aspetos de vulnerabilidade e fragilidade da família, permite evidenciar também o apoio familiar como um dos pontos fortes da família a ser reforçado positivamente pelos profissionais de saúde. Estas são áreas sensíveis à intervenção da enfermagem de família, no sentido de otimizar o envolvimento na família na gestão da dor bem como para promover o seu bem-estar, apesar da dor.
Reciprocity between chronic pain experience and some family variables has been widely evidenced in research on this subject, in particular when the unit of analysis is the person with pain and often the spouse or partner. However, the nature of the non-oncological chronic pain experience in the family, in its own perspective, remains deeply unknown. This is a restraining factor in optimizing family involvement in pain relief and control. Therefore, based on the question: what is the nature of family experience of non oncological chronic pain?, a qualitative study was designed, using Grounded Theory Methodology from the perspective of Charmaz (2006, 2014). The unit of analysis was the family as a group of human action that is self-referential. Data collections and analysis was done simultaneously, following the principle of constant comparison, keeping a critical and reflective attitude throughout the entire process to ensure the integrity of the analysis and its internal validity. A total of 11 in-depth interviews were held to 28 members of nine families of adults older than 18 years, with non-oncological chronic pain for at least six months, followed in SESARAM Pain Consultation that agreed to participate, in a free and informed way. In the study emerges a family nature process: Family Pain: The family management of non-oncological chronic pain, based on four categories: Living / Experiencing Pain; Suffering with Family Pain; Developing Strategies for Dealing with the situation; Accepting Chronicity of Pain, that seem to befall in time, sometimes overlapping, and that reflect the family’s multidimensional "work". The emerging process, reinforces the importance of family involvement in the management of chronic pain, identifies aspects of family vulnerability and fragility, and also recognises family support as one of the family's strengths to be positively reinforced by health professionals. These are areas sensitive to family nursing interventions, in order to optimize family involvement in pain management and promote family well-being despite the pain.

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Keywords

Dor crónica Enfermagem de família Manejo da dor Teoria fundamentada Chronic pain Family nursing Pain management Grounded theory

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