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Orientador(es)
Resumo(s)
O debate sobre a qualidade do sistema educativo ganhou nova dimensão com a aplicação às escolas
de modelos de avaliação institucional. Estes modelos afirmam a autonomia dos serviços públicos e
pressupõem a responsabilização e a prestação de contas. A escola, a autonomia e a avaliação são as
entidades analíticas de base para o estudo da avaliação das escolas.
Nesta comunicação, apresentamos os dados de um estudo de natureza qualitativa sobre o processo de
auto-avaliação de uma escola secundária do norte de Portugal, com recurso à observação; à pesquisa
documental e a entrevistas semi-estruturadas. Esta investigação permitiu identificar o tempo como
uma variável essencial para a regulação de um jogo de interesses posto em marcha com a avaliação,
num jogo centrado principalmente nos professores e na procura do modo certo de fazer as coisas
(reacção) em detrimento de uma vontade própria de as fazer de uma determinada forma (acção). A
investigação dá conta de um processo em que a escola move-se devagar e num registo defensivo,
procurando mais a legitimação (responder) do que a transformação (melhorar). Identificam-se
igualmente dimensões críticas e de desconforto, como os“resultados”, por comparação com outras
áreas de mais fácil acolhimento, como as lideranças.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
GRILO, Vasco; MACHADO, Joaquim - Avaliação das escolas e actores locais: responder ou melhorar?. In Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia, X, Braga, Portugal, 9-11 Setembro 2009. Actas do X Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia. Braga: Universidade do Minho, 2009. ISBN- 978-972-8746-71-1. p 3545- 3559
Editora
Universidade do Minho
