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Minorias nos jogos paralímpicos Rio 2016 : dimensão ético-deontológica da cobertura jornalística portuguesa

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Resumo(s)

Nos últimos anos, têm vindo a surgir, a nível nacional e internacional, documentos que pretendem promover uma mediatização mais justa e inclusiva das pessoas com deficiência, bem como do desporto paralímpico. Tendo por base estes guias, a presente investigação tem como objeto de estudo as questões éticas e deontológicas inerentes à cobertura jornalística portuguesa dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, não só no que diz respeito à mediatização dos atletas com deficiência, mas também dos atletas pertencentes a outros grupos minoritários (étnicos, raciais, religiosos, de género ou sexuais). Partindo de um quadro teórico que destaca o reduzido número de investigações dedicadas ao tema em contexto nacional, o presente estudo debruça-se sobre o tratamento jornalístico e a visibilidade conferida a estes competidores ao longo da cobertura portuguesa do evento. Para este estudo, recorremos a três instrumentos metodológicos, os quais compõem um design misto: uma entrevista exploratória com a autora do único guia de mediatização português; uma análise de conteúdo à produção jornalística dedicada ao evento, da autoria de meios de comunicação portugueses impressos e televisivos, bem como da agência noticiosa Lusa; e entrevistas em profundidade com três dos quatro jornalistas nacionais responsáveis pela cobertura presencial desta competição. Este estudo permitiu-nos concluir que a cobertura portuguesa dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi globalmente responsável, de um ponto de vista ético e deontológico, com os referidos “guias orientadores da mediatização” a deterem a capacidade de suscitar nos profissionais do campo mediático preocupações dessa natureza, aquando da sua realização de trabalhos jornalísticos envolvendo grupos minoritários.
In the last years, documents that intend to promote a more inclusive and fair media coverage of people with an impairment and of Paralympic sport have been emerging, nationally and internationally. Based on these guides, this research will focus on the ethical and deontological issues concerning the Portuguese media coverage of the Rio 2016 Paralympic Games – not only regarding the media coverage of athletes with an impairment, but also of athletes belonging to other minority groups (ethnic, racial, religious, gender or sexual). Starting from a theoretical framework that highlights the small number of studies dedicated to the subject in a national context, this research focuses on the journalistic treatment and visibility given to these competitors throughout the Portuguese media coverage of the event. In this study, we used three methodological instruments, which constitute a mixed design: an exploratory interview with the author of the only Portuguese media guide; a content analysis of the journalistic production dedicated to the event, authored by Portuguese printed and television media, as well as by the news agency Lusa; and in-depth interviews with three of the four national journalists responsible for the media coverage of this competition from Rio de Janeiro. This study allowed us to conclude that the Portuguese media coverage of the Rio 2016 Paralympic Games was globally responsible, from an ethical and deontological point of view, with the aforementioned media guides having the ability to raise concerns of this nature around media workers, when they carried out journalistic work involving minority groups.

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Palavras-chave

Mediatização Jornalismo desportivo Jogos Paralímpicos Rio 2016 Ética Deontologia Minorias Visibilidade Representação Mediatization Sports journalism Rio 2016 Paralympic Games Ethics Deontology Minorities Visibility Representation

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