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O presente estudo teve como objetivo avaliar a adesão dos entrevistadores aos critérios estabelecidos pelo Protocolo de Entrevista Forense do NICHD (National Institute of Child Health and Human Development), em entrevistas realizadas com crianças alegadamente vítimas de abuso sexual. Este protocolo fornece diretrizes rigorosas que visam promover a obtenção de relatos fiáveis e completos, reduzindo o risco de sugestões indevidas por parte dos entrevistadores. A amostra foi composta por 30 entrevistas previamente conduzidas e transcritas na íntegra, realizadas por dois profissionais com formação. As entrevistas foram codificadas através de uma grelha de análise baseada no protocolo. A análise quantitativa foi conduzida com recurso a estatísticas descritivas no Excel, enquanto a análise qualitativa seguiu uma abordagem de análise de conteúdo. Os resultados evidenciam uma adesão global positiva às diretrizes do protocolo, embora se observem áreas que requerem reforço formativo, particularmente no uso de questões abertas versus diretas. O estudo sublinha a importância da formação contínua e da supervisão sistemática na promoção de boas práticas em entrevistas forenses com crianças.
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Palavras-chave
Entrevista forense Protocolo NICHD Abuso sexual infantil Fiabilidade do testemunho Sugestionabilidade
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