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- Prevalência e caracterização de lesões de tecidos moles em pacientes com deficiênciaPublication . Figueiredo, Bárbara Mota; Couto, Patrícia Sofia Soares; Veiga, Nélio Jorge; Marques, Tiago Miguel SantosIntrodução: Indivíduos com deficiência apresentam vulnerabilidades acrescidas, sendo a identificação de lesões de tecidos moles um indicador da sua condição de saúde e do acesso a cuidados. Estudos direcionados a este grupo são escassos, limitando a compreensão das suas reais necessidades clínicas. Objetivo: Este estudo propôs-se a determinar a prevalência e a caracterizar clinicamente lesões de tecidos moles orais em adultos com deficiência, institucionalizados na APPACDM-Viseu, investigando a sua relação com diferentes variáveis, além de avaliar potenciais fatores predisponentes e referenciar casos suspeitos. Métodos: Foi conduzido um estudo observacional transversal, baseado num exame clínico intraoral e na aplicação de um questionário estruturado ao cuidador. Os dados recolhidos foram alvo de análise estatística descritiva e inferencial, com recurso ao software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 26.0, estabelecendo-se p<0,05 como nível de significância. Resultados: A prevalência global de lesões foi de 22,95%. As entidades mais frequentes corresponderam a lesões de mordisqueio, lesões vasculares, papilomas e candidíases pseudomembranosas. Registou-se um predomínio pelo sexo masculino, em particular com idade média mais avançada. Constatou-se uma associação estatisticamente significativa entre o uso de prótese e a presença de lesões inflamatórias/infeciosas, sugerindo um possível fator de risco. Conclusão: A presente investigação surge como um contributo pioneiro para esta temática, evidenciando a importância da monitorização sistemática da mucosa oral deste grupo tão vulnerável. Os resultados obtidos sustentam a necessidade de estratégias preventivas específicas e de protocolos clínicos adaptados, promovendo a equidade em saúde oral.
- Instruments for assessing nursing care quality: a scoping reviewPublication . Correia, Patrícia; Bernardes, Rafael A.; Caldeira, SílviaBackground/Objectives. Quality of nursing care (QNC) is a central concept in healthcare systems worldwide, with growing emphasis on developing reliable and contextually appropriate instruments for its assessment. Over recent decades, there has been a shift from outcome-based evaluation toward more holistic, patient-centered frameworks that consider both clinical indicators and interpersonal dimensions of care. This scoping review aimed to map the range, nature, and characteristics of self-report instruments used to assess the quality of nursing care, including their psychometric properties and contextual applications across different clinical settings. Methods. A systematic search was conducted in CINAHL Complete, MEDLINE (via PubMed), Scopus, Web of Science, and ProQuest Dissertations & Theses, alongside gray literature sources, following the Joanna Briggs Institute (JBI) methodology and PRISMA-ScR guidelines. Studies were included if they reported on the development, validation, adaptation, or application of QNC assessment tools in hospital or community nursing contexts, and were published in English, Portuguese, or Spanish. Results. Fifty-nine studies were included, spanning from 1995 to 2025. The instruments identified were predominantly structured around Donabedian’s structure-process-outcome model, and many emphasized relational domains such as empathy, communication, and respect. Tools like the Good Nursing Care Scale (GNCS), the Quality of Oncology Nursing Care Scale (QONCS), and the Karen Scales demonstrated strong internal consistency (Cronbach’s ? ranging from 0.79 to 0.95). Conclusions. Organizational factors, including leadership and staffing, and predictors such as burnout and work intensity, were found to influence perceived care quality. Important gaps remain regarding longitudinal use and integration of patient-reported outcome measures.
- Omega-3 polyunsaturated fatty acids and cognitive decline in adults with non-dementia or mild cognitive impairment: an overview of systematic reviewsPublication . Barros, Maria Inês; Brandão, Teresa; Irving, Susana Couto; Alves, Paula; Gomes, Filomena; Correia, MartaBackground/Objectives: As global aging accelerates, prevalence of mild cognitive impairment (MCI) continues to rise, challenging healthcare systems and diminishing older adults’ quality of life. There is great interest in better understanding the neuroprotective/anti-inflammatory properties of omega-3 polyunsaturated fatty acids but the results from many published studies in humans come to different conclusions. This review aims to clarify the efficacy of n-3 fatty acids as a preventive or therapeutic strategy for cognitive health and to inform future clinical recommendations within aging populations. Methods: Following PRISMA guidelines and a registered PROSPERO protocol, we reviewed systematic reviews (SRs) from 2014 to 2024 assessing exclusive n-3 fatty acid supplementation and cognitive outcomes via MMSE. Data were extracted on intervention details and cognitive scores. Meta-analyses used fixed and random-effects models, with Hedges’ estimating overall impact. Quality was assessed using AMSTAR-2, and statistical analyses were performed (SPSS 28). Results: A total of nine SRs incorporating 14 RCTs were included, representing 26,881 participants aged 40 years or older. The pooled random-effects meta-analysis showed a statistically significant but modest improvement in MMSE scores (effect size: 0.16; 95% CI: 0.01–0.32). Heterogeneity was moderate (I2 = 42.8%), and no publication bias was detected. Further analyses revealed no significant associations between treatment duration or dosage and cognitive outcomes, suggesting a threshold effect rather than a dose–response relationship. Conclusions: These findings support n3-PUFA supplementation as a complementary approach to lifestyle-based strategies for cognitive health, including diet, physical activity, sleep optimization, and cognitive training. While benefits appear modest, consistent effects across studies warrant further high-quality research and well-designed studies to strengthen clinical recommendations.
- Análise robusta do mercado e do consumo de discos de vinil em PortugalPublication . Chen, Rita Morgado dos Santos; Madsen, Ana Margarida Lima Ferreira C. O. JunckerNas últimas décadas, devido à evolução tecnológica, assistiu-se na indústria da música a uma profunda transformação, marcada pela ascensão do digital e pela massificação do streaming, que vieram substituir os formatos físicos como meio dominante de acesso a conteúdos musicais. Paralelamente, neste cenário de desmaterialização, quando o digital ganhava força no mercado, surgiu um fenómeno curioso, registando-se em 2006, pela primeira vez em anos, uma subida das vendas de discos de vinil. Outrora considerado pelo mercado como um formato extinto, o vinil ressurgiu de uma forma inesperada como um símbolo cultural e emocional que aparece para desafiar o panorama da imaterialidade e instantaneidade digital. Este fenómeno, internacionalmente conhecido como “The Vinyl Revival”, começa a aparecer em Portugal em 2019, ano em que são registados os primeiros aumentos consistentes das vendas de discos de vinil. Atualmente estas já ultrapassaram as vendas de CDs, assumindo assim um papel importante no mercado físico de música em Portugal. Esta dissertação propõe uma análise aprofundada do reaparecimento dos discos de vinil no contexto português, com o objetivo de compreender que motivações levam os consumidores a adquirir este formato físico numa era dominada pelo digital, onde o consumidor tem acesso à música a qualquer hora e em qualquer lugar sem condicionamentos de equipamentos externos ao telemóvel. Surpreendentemente, um dos fatores identificados neste estudo que incentivou este fenómeno é efetivamente esta crescente digitalização da música que leva a que as pessoas sintam cada vez mais uma necessidade de ter os produtos na mão e ter contacto direto com a música. A dimensão material e a experiência táctil de tocar e possuir fisicamente a música num vinil é desta forma a principal razão que leva os portugueses a comprar discos de vinil na atualidade. Para além disso, o vinil é visto ainda como uma peça de arte com valor para além do seu funcional, sendo frequentemente adquirido pelos consumidores não com o propósito de audição, mas sim de exibição decorativa, devido ao seu visual esteticamente atrativo, especialmente para consumidores mais jovens, que muitas vezes compram discos de vinil sem possuírem um gira-discos para a sua reprodução. Associado a este interesse visual, destaca-se também o prazer associado ao ato de colecionar, onde os consumidores procuram edições limitadas, exclusivas ou diferentes das que já possuem para acrescentarem à sua coleção, muitas vezes possuindo os mesmos discos, mas em versões diferentes. Esta acumulação de forma intencional, demonstra que, para os consumidores, o vinil é um objeto com valor afetivo e simbólico que ultrapassa a sua função prática. A nostalgia também tem um papel forte neste ressurgimento, onde o vinil é visto como um objeto com um elo ao passado, permitindo aos consumidores viverem uma época que sentem saudade ou que idealizam. Para dar respostas às questões de investigação levantadas no estudo, foi realizada uma metodologia mista que combinou a realização de um inquérito online (realizado a 117 portugueses) e duas entrevistas realizadas a profissionais da Fnac Portugal, que pretendem explorar os fatores associados à escolha do vinil no contexto português atual, nomeadamente a nostalgia, o colecionismo, a valorização do visual e a necessidade do toque. O estudo investiga ainda o modo como a principal retalhista de música e de discos de vinil do mercado nacional, a Fnac Portugal, perceciona este fenómeno e se tem adaptado a estas mudanças no mercado. Através desta análise, verificou-se que o ressurgimento do vinil em Portugal não é um fenómeno meramente passageiro ou nostálgico, mas antes uma resposta à imaterialidade digital dominante nos dias de hoje, refletindo um desejo coletivo dos portugueses por experiências mais autênticas, emocionais e significativas que o digital e o streaming não conseguem oferecer. Esta investigação, pioneira neste tema em Portugal, contribui para uma melhor compreensão do comportamento do consumidor de vinil atual e para o debate mais informado sobre este fenómeno no mundo da música.
- O músico português independente na era do streaming : um estudo sobre segurança profissionalPublication . Couto, João Duarte; Lourenço, Ana Isabel Principe dos Santos da Silva; Carvalho, José Vasco Gaio Monteiro BarrocoA presente dissertação parte da pergunta: como podem os músicos independentes portugueses construir percursos profissionais estáveis numa indústria dominada pelo streaming? Através de uma abordagem qualitativa, que combina entrevistas semiestruturadas e análise bibliográfica, identificam-se estratégias como a criação de estruturas independentes (editoras, empresas, associações, sindicatos ou coletivos artísticos), a adaptação ao mercado digital e a diversificação de competências. Conclui-se que o streaming, embora crucial como meio de distribuição, é irrelevante como fonte de rendimento, em parte devido ao seu atual modelo de remuneração, amplamente contestado e descrito como opaco. Sugere-se que futuras investigações aprofundem os modelos alternativos de remuneração, o papel da inteligência artificial no streaming e a influência dos outros setores do ecossistema musical na segurança profissional dos artistas. Fundamentalmente, o estudo contribui para a compreensão das estratégias de sustentabilidade dos músicos independentes, considerando as dimensões económica, social e cultural.
