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- A interação de telespectadores de telenovelas nas redes sociaisPublication . Sequeira, Constança Neves; Torres, Eduardo Cintra CoimbraA telenovela é o género televisivo com mais destaque nas grelhas de programação em Portugal e com capacidade para gerar elevados níveis de audiência. É um produto integrante da indústria cultural, procurando prender os consumidores de forma a que façam de ver telenovelas uma prática diária. A ascensão do digital provocou alterações na forma como os telespectadores acedem aos conteúdos, algo que levou ao desenvolvimento de um novo panorama comunicacional. Novos desafios foram colocados às empresas e a televisão não foi excepção. As estações de televisão integraram-se na Internet e nas redes sociais, o que possibilitou ao consumidor ter uma voz activa no digital, bem como interagir com os conteúdos publicados nas redes sociais. O estágio realizado na produtora Plural Entertainment suscitou o interesse em compreender como reagem os consumidores de telenovelas e utilizadores de redes sociais à presença da TVI no digital e como se comportam perante os conteúdos partilhados a respeito das telenovelas. Pretendemos entender se os telespectadores de telenovelas dão um novo uso às telenovelas através das redes sociais. Neste sentido, o enquadramento teórico procura compreender o que é a telenovela enquanto produto da indústria cultural, como se tem desenvolvido ao longo dos anos desde o seu aparecimento em Portugal e como a audiência fez com que o género televisivo se tornasse um produto indispensável na programação televisiva. De seguida, procuramos compreender como surgiu a integração da televisão no ambiente online e como essa alteração trouxe mudanças no panorama comunicacional entre o consumidor e a televisão no que diz respeito às telenovelas.
- Relatório de estágioPublication . Carneiro, Jael Sofia Pereira; Antunes, Isabel Maria Quelhas Lima EngráciaEste relatório é o culminar de um árduo percurso de formação e reflete de forma critica e metódica sobre os diversos níveis do Saber em Enfermagem: Saber- Ser, Saber-Fazer e Saber-Saber. Surge no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem com Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) – Porto, da Universidade Católica Portuguesa, inserido na Unidade Curricular Estágio Final e Relatório. Todo ele se pauta por uma metodologia descritiva e reflexiva, partindo de pressupostos e deduções na análise do processo de aprendizagem nos contextos de Internamento em Pediatria, Neonatologia e Serviço de Urgência Pediátrica, fazendo também uma breve referencia as competências adquiridas no estágio em Cuidados de Saúde Primários referente a Unidade Curricular “A saúde da criança e família - Vigilância e decisão clínica”. Todo este processo teve em conta a evidencia científica mais atual, contemplando assim a analise e reflexão sobre as competências adquiridas nos diferentes domínios: Prestação de Cuidados, Gestão, Formação e Investigação, bem como os objetivos delineados nos diferentes contextos e as atividades realizadas para os cumprir. Para alem da abordagem a temas e temáticas transversais a todos os contextos, como e o caso da comunicação, a parentalidade e a parceria de cuidados, a reflexão abarcou outros temas como a hospitalização da criança e família, a assistência a criança, jovem e família no SU, a utilização da Triagem de Manchester e a prestação de cuidados a RN utilizando a filosofia NIDCAP. Esta diversidade de experiências, vivenciadas e partilhadas, promoveu o meu desenvolvimento pessoal e profissional e considero assim como adquirido as competências elencadas pelo plano de estudos que permitem a obtenção do grau de Mestre em Enfermagem, com especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e pediátrica.
- A justiça restaurativa e a mediação penal : ponto de encontro entre agressor e vítimaPublication . Oliveira, Maria Manuel Teodoro; Marques, Pedro Maia GarciaDefinida como um “processo no qual a vítima e o ofensor, e, quando apropriado, quaisquer outros indivíduos ou membros da comunidade afetados por um crime, participam ativamente na resolução das questões oriundas do crime, geralmente com a ajuda de um facilitador”1, a justiça restaurativa surge nos anos 70 do século passado, como forma de combater as deficiências apresentadas pelo direito penal tradicional. Influenciada por movimentos vitimológicos e feministas, a justiça restaurativa pretende colocar a vítima no centro de interesses visados com a resolução de litígio, permitindo a resolução do caso penal que opõe vítima e agressor através do diálogo entre ambos, da contraposição de ideais e da chegada a um acordo que retrate a visão, os objetivos e as pretensões de ambos, permitindo o empowerment da vítima através da responsabilização do agente. A mediação penal surge como a prática restaurativa de maior fôlego e implementação, sendo regulada, em Portugal, pela lei n.º 21/2007, 12 junho. Este processo restaurativo visa a resolução do delito que opõe vítima e ofensor através do acordo celebrado entre ambos, com a intermediação de um terceiro imparcial: o mediador. Desta forma, a justiça restaurativa – e, concretamente, a mediação penal – permitem colocar vítima e agressor em contacto, permitindo que ambos dialoguem de igual para igual, questionando-se mutuamente e comuniquem com vista à chegada a um consenso quanto ao acordo final, funcionando verdadeiramente como um ponto de encontro entre agressor e vítima. Apesar de visarem a reparação e a restauração dos danos causados pelo crime, as práticas inseridas no universo restaurativo permitem prosseguir finalidades próprias do direito penal tradicional, possibilitando a integração do agente na sociedade e a proteção de bens jurídicos tutelados.
- Défice tarifário, rendas excessivas e privatizaçõesPublication . Confraria, JoãoO défice tarifário e a possibilidade de haver rendas excessivas têm sido a principal fonte de polémica sobre a intervenção do Estado no setor elétrico nos últimos 25 anos e foram objeto de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo Relatório, assim como as declarações de voto dos partidos, são uma fonte de informação bem sistematizada sobre o que se passou. Neste trabalho, discutem‑se os fundamentos e as consequências da política de défices tarifários e de políticas que conduziram ao que tem sido considerado como rendas excessivas. Sobre a política de défices tarifários não se encontram fundamentos nem de eficiência, nem de equidade e é duvidoso que se possa justificar com base num argumento de estabilidade tarifária, que foi o argumento mais utilizado formalmente. A criação de rendas excessivas tem no mercado de eletricidade os efeitos negativos associados ao poder de mercado. Numa perspetiva de equilíbrio geral, é possível fundamentar uma política de rendas excessivas com base em critérios de eficiência, mas não foi esta a abordagem seguida pelos governos portugueses que poderá ter estado mais centrada na obtenção de vantagens eleitorais com aquela política. Em sentido diferente, pode-se considerar que em 1995 foi adotado um modelo de regulação contratual que pode gerar a criação de rendas, sem que estas devam ser consideradas como excessivas. Concluindo, qualquer que seja a interpretação dada ao trabalho da Comissão, a sua principal utilidade parece ser a de evidenciar formas de melhorar o processo de decisão pública.
