Percorrer por autor "Coutinho, Vítor"
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- Consciência e liberdade à luz da doutrina do Concílio Vaticano IIPublication . Coutinho, VítorEste texto apresenta uma reflexão ético-teológica sobre consciência moral e liberdade, à luz da doutrina do Concílio Vaticano II. Por um lado, procura mostrar que os diversos elementos da conceção cristã de consciência moral abrem para a possibilidade da liberdade. Por outro lado, evidencia que a doutrina conciliar corresponde a uma mudança de paradigma, não só para este tema específico, mas também para a reflexão sobre a moralidade em geral, já que a doutrina sobre a consciência moral pode ser vista como síntese de todo o discurso moral. A seleção dos aspetos a abordar pretende ajudar a perceber o relevo do contributo do Vaticano II para esta temática. Indicam-se alguns elementos que ajudam a enquadrar estas categorias teológico-morais e a perceber em que medida uma conceção adequada da consciência permite uma abordagem abrangente e personalista da moralidade humana em perspetiva crente, apresentando algumas consequências para a reflexão ética. Procura-se também esclarecer se a liberdade é condição para agir em consciência ou se a liberdade é resultado de agirmos em consciência.
- As exigências da profecia para uma ética cristã em sociedades secularesPublication . Coutinho, VítorPartindo da proposta do Papa Francisco para os cristãos assumirem um estilo de vida eclesial que implique o confronto com os desafios do mundo contemporâneo, este texto propõe-se reflectir sobre as consequências para a ética cristã da «saída em missão». A fé cristã leva a uma ética que traduza as exigências da profecia, uma ética profética que realize à luz da Palavra de Deus a função crítica própria da fé cristã. A aceitação de uma ética que integre o potencial crítico da fé cristã e as exigências proféticas da evangelização implicarão necessariamente a inclusão de algumas dimensões e funções próprias da ética cristã.
- Ser sujeito até ao fim: autonomia como condição ética de um morrer humanoPublication . Coutinho, VítorNas sociedades ocidentais modernas, a autonomia moral do sujeito, enquanto categoria ética que exprime a dignidade do indivíduo como pessoa, representa a sua capacidade e necessidade de se autodeterminar, de orientar o seu agir e de definir um sentido para a sua existência. É neste enquadramento cultural que a morte é apreendida e que surgem inéditos questionamentos éticos relativos ao final da vida humana, agora configurável graças às inúmeras possibilidades que as ciências biomédicas disponibilizam. Em sentido inverso, a morte e o morrer implicam o repensar do alcance da autonomia moral enquanto condição de uma existência humanamente digna. Se o conceito de autonomia define a pessoa humana como um ser que se pertence a si mesmo, será importante perceber tendências de apropriação e expropriação do morrer, enquadrar as opções disponíveis num horizonte de sentido ético coerente com as exigências da dignidade global da vida humana e de uma autonomia compreendida em perspetiva relacional ou dialógica. Deste modo, ser sujeito até ao fim não depende tanto de um exercício individual de escolhas na fase terminal, mas depende sobretudo de uma «reinserção social» da morte e do desenvolvimento de estratégias de presenças solidárias junto do paciente terminal.
- A vida nova em Cristo: a identidade da ética cristã à luz da moral de São PauloPublication . Coutinho, Vítor
