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A representação da deficiência nos manuais escolares no 1º ciclo do ensino básico

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Resumo(s)

A representação da deficiência nos manuais escolares é fundamental para a promoção da inclusão e para a construção de atitudes positivas em relação à diferença desde a infância. A literatura evidencia que uma representação adequada pode influenciar positivamente a autoimagem e autoestima dos alunos, em particular dos alunos com deficiência. Partindo deste enquadramento, este estudo visou explorar a representação da deficiência nos manuais escolares no 1.º ciclo do Ensino Básico no contexto português, bem como a perspetiva dos professores acerca dessa representação. Segundo uma abordagem qualitativa, foram analisados 12 manuais escolares destinados ao 1.º ciclo do Ensino Básico em Portugal, através de uma grelha de análise construída para o efeito, e a exploração das experiências e perspetivas de três professoras do 1.º ciclo do Ensino Básico acerca da deficiência e da sua representação nos manuais, através de entrevistas semiestruturadas. Os dados das entrevistas foram alvo de análise temática, com o apoio do software NVIVO. Os resultados evidenciam uma escassa representação da deficiência nos manuais, para além de uma fragilidade significativa na abordagem da inclusão e da deficiência, revelando que, apesar de existirem pontuais tentativas de representar a deficiência, estas não são consistentes nem diversificadas. Conclui-se que a inclusão, embora assumida como um princípio desejável, permanece como uma abordagem que depende da iniciativa das docentes e de eventos ocasionalmente promovidos pela escola.
A representação da deficiência nos manuais escolares é fundamental para a promoção da inclusão e para a construção de atitudes positivas em relação à diferença desde a infância. A literatura evidencia que uma representação adequada pode influenciar positivamente a autoimagem e autoestima dos alunos, em particular dos alunos com deficiência. Partindo deste enquadramento, este estudo visou explorar a representação da deficiência nos manuais escolares no 1.º ciclo do Ensino Básico no contexto português, bem como a perspetiva dos professores acerca dessa representação. Segundo uma abordagem qualitativa, foram analisados 12 manuais escolares destinados ao 1.º ciclo do Ensino Básico em Portugal, através de uma grelha de análise construída para o efeito, e a exploração das experiências e perspetivas de três professoras do 1.º ciclo do Ensino Básico acerca da deficiência e da sua representação nos manuais, através de entrevistas semiestruturadas. Os dados das entrevistas foram alvo de análise temática, com o apoio do software NVIVO. Os resultados evidenciam uma escassa representação da deficiência nos manuais, para além de uma fragilidade significativa na abordagem da inclusão e da deficiência, revelando que, apesar de existirem pontuais tentativas de representar a deficiência, estas não são consistentes nem diversificadas. Conclui-se que a inclusão, embora assumida como um princípio desejável, permanece como uma abordagem que depende da iniciativa das docentes e de eventos ocasionalmente promovidos pela escola.

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Palavras-chave

Deficiência Representação Inclusão Manuais escolares Disability Representation Inclusion School textbooks

Contexto Educativo

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