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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em diálogo com Jacques Maritain, para quem o fim da política não é a conquista e a conservação do poder, mas sim o bem comum conforme a dignidade essencial da natureza humana criada à imagem e semelhança de Deus, procuramos identificar neste estudo as razões principais que conduziram à acusação da religião como uma ideologia alienadora da consciência humana. Em que termos se desenvolvem as distorções ideológicas na política e na religião? Estabeleceremos a distinção entre a libertação proposta pela religião e pela prática democrática, fundadas, respectivamente, na noção trans-histórica da transcendência de Deus e na noção de bem comum, e a libertação proposta pela ideologia política, assente na noção imanente de ordem justa e na noção de bem do Estado. Nesta proposta democrática da tradição cristã, é possível estabelecer uma relação intrínseca entre o bem comum político e o fim último e espiritual dos membros da sociedade, cabendo à comunidade política proporcionar a cada pes‑ soa a possibilidade de atingir a sua liberdade definitiva e derradeira, que não se restringe ao determinado temporalmente pelos homens.
