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Abstract(s)
In the last few years, a growing number of individuals suffer from excess weight, obesity and related illnesses, which has compelled governments to implement measures that reduce the consumption of certain nutrients that in excess are detrimental to health. Since there is no paper that studies the potential impact that an extra levy on sugary drinks may have on the Portuguese consumption, this dissertation aims to answer this question, as well as understand the factors that influence it. To accomplish this, two regressions were performed, one for Soft Drinks and another for Juices & Nectars. The first conclusion withdrawn was that both GDP and the variable Tax, which intended to capture the effects of the VAT increase in 2012 for these drinks, were not statistically significant, for none of the two regressions. The second conclusion is that education is a significant variable for Juices & Nectars, but not for Soft drinks. The opposite is true for the variable Maximum Temperature, which shows significance for Soft Drinks and not for Juices & Nectars. In short, we can conclude that, in the Portuguese case, an extra tax does not seem to be the most appropriate tool to fight obesity and potential alternatives may be educational programs, partnerships with producers to foster reformulation of products or to focus on other nutrients that Portuguese consume more, namely fats and salt.
Nos últimos anos tem-se evidenciado um crescente número de indivíduos que sofrem de excesso de peso, obesidade e de doenças relacionadas, o que impulsionou vários governos a implementar medidas que diminuam o consumo de certos nutrientes que em excesso são nocivos para a saúde. Visto não existir nenhum estudo que preveja o potencial impacto que uma taxa extra nas bebidas açucaradas possa ter no consumo português, este estudo visa responder a essa mesma questão e perceber quais são os fatores que o influenciam. Para isso, foram executadas duas regressões, uma para as Bebidas Refrescantes e outra para os Sumos & Néctares. A primeira conclusão que se retirou foi que tanto o PIB como a variável Imposto, que pretendia capturar os efeitos que o aumento do IVA em 2012 para as bebidas teve no consumo destas, não têm significado estatístico para nenhuma das duas regressões. A segunda conclusão é que a variável Educação é significativa para os Sumos & Néctares, mas não para as Bebidas Refrescantes. O contrário se passa com a variável Temperatura Máxima que mostra significância para as Bebidas Refrescantes mas não para os Sumos & Néctares. Em suma, podemos concluir que, no caso português, um imposto extra parece não ser a ferramenta mais adequada no combate à obesidade e acrescentar que potenciais alternativas poderão ser os programas de educação, parcerias com produtores para reformulações de produtos ou até o foco noutros nutrientes como sejam as gorduras e o sal.
Nos últimos anos tem-se evidenciado um crescente número de indivíduos que sofrem de excesso de peso, obesidade e de doenças relacionadas, o que impulsionou vários governos a implementar medidas que diminuam o consumo de certos nutrientes que em excesso são nocivos para a saúde. Visto não existir nenhum estudo que preveja o potencial impacto que uma taxa extra nas bebidas açucaradas possa ter no consumo português, este estudo visa responder a essa mesma questão e perceber quais são os fatores que o influenciam. Para isso, foram executadas duas regressões, uma para as Bebidas Refrescantes e outra para os Sumos & Néctares. A primeira conclusão que se retirou foi que tanto o PIB como a variável Imposto, que pretendia capturar os efeitos que o aumento do IVA em 2012 para as bebidas teve no consumo destas, não têm significado estatístico para nenhuma das duas regressões. A segunda conclusão é que a variável Educação é significativa para os Sumos & Néctares, mas não para as Bebidas Refrescantes. O contrário se passa com a variável Temperatura Máxima que mostra significância para as Bebidas Refrescantes mas não para os Sumos & Néctares. Em suma, podemos concluir que, no caso português, um imposto extra parece não ser a ferramenta mais adequada no combate à obesidade e acrescentar que potenciais alternativas poderão ser os programas de educação, parcerias com produtores para reformulações de produtos ou até o foco noutros nutrientes como sejam as gorduras e o sal.
