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Enterprise risk management (ERM) has emerged as a comprehensive framework for managing a wide range of complex risks. This approach represents a significant change in how firms manage risks and has become an essential part of business operations. Both the literature and economic theory suggest that the implementation of ERM increases firm value and improves its performance. However, empirical evidence regarding its impact remains limited, and the results are inconsistent. The main objective of this master's final assignment is to contribute to the literature by examining the relationship between ERM implementation and firm value over an extended time horizon and across different industries, with a specific focus on Portugal, using a new proxy to measure the level of ERM implementation, based on the latest framework developed by the Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO). Our analysis includes a sample of 14 companies that are part of the PSI of the Lisbon Stock Exchange, belonging to the non-financial sector, covering the period from 2017 to 2023. We build a regression model using the OLS methodology, where the explained variable is Tobin’s Q, used as a proxy to firm value, and the explanatory variable is an ERM Score, which represents the level of ERM implementation. The results show that ERM implementation does not have a significant impact on Tobin’s Q, meaning that the market neither recognizes nor reacts to different levels of ERM adoption as a competitive factor contributing to firm value. However, ERM implementation shows a positive and significant relationship with accounting performance, as measured by ROA. In other words, although ERM positively influences firms' accounting performance, it does not directly influence their market valuation. Regarding the determinants of ERM adoption, our findings reveal that firm size is a factor that positively and significantly influences the implementation of an ERM system.
A Gestão de Risco Empresarial (sigla em inglês, ERM – Enterprise Risk Management) tem vindo a revelar-se uma ferramenta abrangente para gerir uma ampla gama de riscos complexos. Esta ferramenta representa uma mudança significativa na forma como as empresas gerem os riscos e tornou-se uma parte essencial das operações empresariais. Tanto a literatura como a teoria económica sugerem que a implementação do ERM aumenta o valor da empresa e melhora o seu desempenho. No entanto, as evidências empíricas sobre o seu impacto ainda são limitadas e os resultados permanecem inconsistentes. O principal objetivo deste trabalho final de mestrado é contribuir para a literatura, examinando a relação entre a implementação da ERM e o valor da empresa ao longo de um horizonte temporal alargado e em diferentes setores, com um foco específico em Portugal, utilizando uma nova proxy para medir o nível de implementação do ERM, baseada no mais recente quadro desenvolvido pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO). A nossa análise inclui uma amostra de 14 empresas que fazem parte do índice PSI da Bolsa de Valores de Lisboa, pertencentes ao setor não financeiro, abrangendo o período de 2017 a 2023. Construímos um modelo de regressão utilizando a metodologia dos Mínimos Quadrados Ordinários (sigla em inglês, OLS – Ordinary Least Squares), em que a variável explicada é o Tobin’s Q, utilizado como proxy para o valor da empresa, e a variável explicativa é o ERM Score, que representa o nível de implementação do ERM. Os resultados mostram que a implementação do ERM não tem um impacto significativo no Tobin’s Q, o que significa que o mercado não reconhece nem reage a diferentes níveis de adoção do ERM como um fator competitivo que contribui para o valor da empresa. No entanto, a implementação do ERM apresenta uma relação positiva e significativa com o desempenho contabilístico, medido pelo ROA. Ou seja: embora o ERM influencie positivamente o desempenho contabilístico das empresas, ele não influencia diretamente a sua avaliação de mercado. Relativamente aos fatores determinantes da adoção do ERM, os nossos resultados revelam que a dimensão da empresa é um fator que influencia positiva e significativamente a implementação de um sistema de ERM.
A Gestão de Risco Empresarial (sigla em inglês, ERM – Enterprise Risk Management) tem vindo a revelar-se uma ferramenta abrangente para gerir uma ampla gama de riscos complexos. Esta ferramenta representa uma mudança significativa na forma como as empresas gerem os riscos e tornou-se uma parte essencial das operações empresariais. Tanto a literatura como a teoria económica sugerem que a implementação do ERM aumenta o valor da empresa e melhora o seu desempenho. No entanto, as evidências empíricas sobre o seu impacto ainda são limitadas e os resultados permanecem inconsistentes. O principal objetivo deste trabalho final de mestrado é contribuir para a literatura, examinando a relação entre a implementação da ERM e o valor da empresa ao longo de um horizonte temporal alargado e em diferentes setores, com um foco específico em Portugal, utilizando uma nova proxy para medir o nível de implementação do ERM, baseada no mais recente quadro desenvolvido pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO). A nossa análise inclui uma amostra de 14 empresas que fazem parte do índice PSI da Bolsa de Valores de Lisboa, pertencentes ao setor não financeiro, abrangendo o período de 2017 a 2023. Construímos um modelo de regressão utilizando a metodologia dos Mínimos Quadrados Ordinários (sigla em inglês, OLS – Ordinary Least Squares), em que a variável explicada é o Tobin’s Q, utilizado como proxy para o valor da empresa, e a variável explicativa é o ERM Score, que representa o nível de implementação do ERM. Os resultados mostram que a implementação do ERM não tem um impacto significativo no Tobin’s Q, o que significa que o mercado não reconhece nem reage a diferentes níveis de adoção do ERM como um fator competitivo que contribui para o valor da empresa. No entanto, a implementação do ERM apresenta uma relação positiva e significativa com o desempenho contabilístico, medido pelo ROA. Ou seja: embora o ERM influencie positivamente o desempenho contabilístico das empresas, ele não influencia diretamente a sua avaliação de mercado. Relativamente aos fatores determinantes da adoção do ERM, os nossos resultados revelam que a dimensão da empresa é um fator que influencia positiva e significativamente a implementação de um sistema de ERM.
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Enterprise risk management Firm value PSI Gestão de riscos empresariais Valor da empresa
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