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Authors
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Abstract(s)
This academic research seeks to represent inculturation as an effective means to render the Christian faith more meaningful and practical to Ewe Christians in particular and Africans in general. Specifically, the study examines the assertion that inculturation is self-identification and an African search for authentic Christian identity. The historical survey of the evangelization process among the Ewe people and many African cultures indicates that their religious and cultural worldviews were not given due recognition during the evangelization. In other words, Ewe cultural context was considered as inferior and inadequate to serve as the possible fertile ground for evangelization. Christian converts were obliged to forsake their cultural identity. However, since Africans could not dissociate themselves completely from their religious and cultural beliefs, they tend to blend the Christian faith with their traditional religious beliefs, even if they contradict the Christian faith. This created instability, dualistic attitude and identity crisis among African Christians.
This research points to the fact that, it is the demand of inculturation to root the Christian faith into cultures in such a way that Christ becomes the principle that guides decisions and transforms the lives of people. When the Christian faith is integrated into African cultures it purifies them, and the wholesome elements found in them are incorporated into the life of the Church. This gives uniqueness to the African Church and also enrichment to the Universal Church. Africans will feel at home in the Church. This would liberate Africans from their schizophrenic tendencies to live their Christian faith in truth and in spirit. As such, effective inculturation would create in Africa, the Church that is truly Christian and truly African.
However, this dissertation does not intend to equate the African religious and cultural beliefs to Christian faith. The research only explores the theological and anthropological relationship in the faith experience of African Christians and seeks to affirm that Africans can reconstruct their distorted Christian identity through inculturated evangelization which does not impose but pay attention to dialogue and mutual respect for identity and dignity of cultures. While inculturation is only effective through the collaboration of all agents of the local Church, the theologians and Christian anthropologists have an urgent task to carefully study and recommend those cultural elements which could possibly be incorporated into the Christian faith but without obliterating the essential elements of the Christian faith.
INCULTURAҪÃO COMO AUTO-IDENTIFICAҪÃO: UM AFRICANO EM BUSCA DE UMA AUTÊNTICA IDENTIDADE CRISTÃ. UMA INVESTIGAҪÃO TEOLÓGICA DA ETNIA EWE DO GHANA Esta investigação académica procura apresentar a inculturação como um meio eficaz para tornar a fé cristã mais significativa e prática para os cristãos da etnia Ewe, em particular, e os cristãos Africanos, em geral. Especificamente, o estudo verifica a veracidade de que, para os cristãos Africanos, a inculturação é caminho de autoidentificação e de busca de uma verdadeira identidade cristã. A pesquisa histórica do processo da evangelização da etnia Ewe e de muitas outras culturas Africanas indica que a religião e a cultura tradicional não foram reconhecidas no tempo da missionação. Por outras palavras, o contexto cultural da etnia Ewe e muitas culturas Africanas foram consideradas como inferiores e inadequadas para servir como terra fecunda onde enraizar a fé cristã. Os que se converteram ao cristianismo foram obrigados a abandonar a sua matriz cultural. No entanto, uma vez que os Africanos não poderiam dissociar-se completamente das suas crenças tradicionais, eles tenderam a misturar a fé cristã com crenças tradicionais, mesmo que contraditórias com o cristianismo. Isso tem criado em muitos cristãos Africanos instabilidade, atitude dualista e crise de identidade, não só como Africanos mas também como cristãos. Esta investigação aponta para o fato de que é necessária a inculturação para enraizar a fé cristã nas culturas, de tal maneira que Cristo se torne o princípio que guia as decisões e transforma a vida das pessoas. Quando a fé cristã é integrada nas culturas Africanas, as culturas são purificadas e os elementos de verdade que nelas se encontram são incorporados na vida da Igreja. Isso dá caráter único à Igreja Africana e também serve para enriquecer a Igreja Universal. Os Africanos sentir-se-ão em casa e terá sentido para eles pertencer à Igreja. Esta inculturação libertaria os Africanos das suas tendências esquizofrénicas para viver a sua fé na verdade e no espirito. Assim, uma inculturação bem implementada criaria em África uma Igreja verdadeiramente cristã e verdadeiramente Africana. No entanto, esta dissertação não pretende colocar crenças religiosas e culturas Africanas ao mesmo nível da fé cristã. A investigação apenas explora a relação teológica e antropológica na experiência da fé dos cristãos Africanos, e procura afirmar que os cristãos Africanos podem reconstruir as suas identidades distorcidas através de uma inculturação não impositiva mas antes com espírito de diálogo e respeito pela identidade e dignidade das culturas. Enquanto a inculturação só é eficaz através da colaboração de todos os agentes da Igreja local, os teólogos e antropólogos cristãos têm uma tarefa urgente de estudar cuidadosamente e recomendar os elementos culturais que podem ser incorporados na fé cristã mas sem obliterar os seus elementos essenciais.
INCULTURAҪÃO COMO AUTO-IDENTIFICAҪÃO: UM AFRICANO EM BUSCA DE UMA AUTÊNTICA IDENTIDADE CRISTÃ. UMA INVESTIGAҪÃO TEOLÓGICA DA ETNIA EWE DO GHANA Esta investigação académica procura apresentar a inculturação como um meio eficaz para tornar a fé cristã mais significativa e prática para os cristãos da etnia Ewe, em particular, e os cristãos Africanos, em geral. Especificamente, o estudo verifica a veracidade de que, para os cristãos Africanos, a inculturação é caminho de autoidentificação e de busca de uma verdadeira identidade cristã. A pesquisa histórica do processo da evangelização da etnia Ewe e de muitas outras culturas Africanas indica que a religião e a cultura tradicional não foram reconhecidas no tempo da missionação. Por outras palavras, o contexto cultural da etnia Ewe e muitas culturas Africanas foram consideradas como inferiores e inadequadas para servir como terra fecunda onde enraizar a fé cristã. Os que se converteram ao cristianismo foram obrigados a abandonar a sua matriz cultural. No entanto, uma vez que os Africanos não poderiam dissociar-se completamente das suas crenças tradicionais, eles tenderam a misturar a fé cristã com crenças tradicionais, mesmo que contraditórias com o cristianismo. Isso tem criado em muitos cristãos Africanos instabilidade, atitude dualista e crise de identidade, não só como Africanos mas também como cristãos. Esta investigação aponta para o fato de que é necessária a inculturação para enraizar a fé cristã nas culturas, de tal maneira que Cristo se torne o princípio que guia as decisões e transforma a vida das pessoas. Quando a fé cristã é integrada nas culturas Africanas, as culturas são purificadas e os elementos de verdade que nelas se encontram são incorporados na vida da Igreja. Isso dá caráter único à Igreja Africana e também serve para enriquecer a Igreja Universal. Os Africanos sentir-se-ão em casa e terá sentido para eles pertencer à Igreja. Esta inculturação libertaria os Africanos das suas tendências esquizofrénicas para viver a sua fé na verdade e no espirito. Assim, uma inculturação bem implementada criaria em África uma Igreja verdadeiramente cristã e verdadeiramente Africana. No entanto, esta dissertação não pretende colocar crenças religiosas e culturas Africanas ao mesmo nível da fé cristã. A investigação apenas explora a relação teológica e antropológica na experiência da fé dos cristãos Africanos, e procura afirmar que os cristãos Africanos podem reconstruir as suas identidades distorcidas através de uma inculturação não impositiva mas antes com espírito de diálogo e respeito pela identidade e dignidade das culturas. Enquanto a inculturação só é eficaz através da colaboração de todos os agentes da Igreja local, os teólogos e antropólogos cristãos têm uma tarefa urgente de estudar cuidadosamente e recomendar os elementos culturais que podem ser incorporados na fé cristã mas sem obliterar os seus elementos essenciais.
