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Relação entre experiências adversas na infância, vinculação e regulação emocional numa amostra de adultos portugueses

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Resumo(s)

Adverse Childhood Experiences (EAI) encompass actions or omissions by caregivers that cause harm or risk to the child, such as physical, sexual, and verbal abuse, neglect, exposure to domestic violence, etc. Emotional regulation (ER) involves processes of emotional control, such as the ability to adjust, intensify, or diminish emotional responses. Attachment theory posits that early interactions with caregivers shape attachment styles (EV). This dissertation examines the relationship between EAI, EV, and RE in Portuguese adults. A quantitative approach was adopted. The sample included Portuguese adults over 18 years old who participated in the study. They completed a Sociodemographic Questionnaire, the Childhood Adversity History Questionnaire, the Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form (DERS-SF), and the Adult Attachment Scale (AAS). The results indicated a high prevalence of ACEs (61.7%). A higher ACEs score was significantly associated with greater difficulties in ER and an insecure attachment style. The study's central finding emerged from the mediation analysis: difficulties in ER fully mediated the relationship between ACEs and the likelihood of an insecure AS. Testing an alternative model, with AS as the mediator, revealed only partial mediation, reinforcing the centrality of ER as a procedural mechanism. It is concluded that the impact of early adversity on adult relational patterns operates primarily through the impairment of ER skills. These findings underscore the importance of clinical interventions focused on emotion regulation to mitigate the effects of developmental trauma.
As Experiências Adversas na Infância (EAI) incluem ações ou omissões de cuidadores que causam dano ou risco à criança, como: abuso físico, sexual e verbal, negligência, exposição à violência doméstica. A regulação emocional (RE) envolve os processos de controlo emocional, como a capacidade de ajustar, intensificar ou diminuir as respostas emocionais. Por sua vez, a teoria da vinculação afirma que as primeiras interações com cuidadores moldam os estilos de vinculação (EV). Deste modo, esta dissertação examina a relação entre EAI, EV e RE em adultos portugueses. Adotou-se uma abordagem quantitativa. A amostra incluiu adultos portugueses com mais de 18 anos que participaram no estudo. Estes preencheram um Questionário Sociodemográfico, o Questionário da História de Adversidade na Infância, a Escala de Dificuldades na Regulação Emocional – Versão Reduzida (EDRE VR) e a Escala de Vinculação do Adulto (EVA). Os resultados indicaram uma elevada prevalência de EAI (61.7%). Uma maior carga de EAI associou-se significativamente a maiores dificuldades na RE e a um EV inseguro. O resultado principal do estudo emergiu da análise de mediação: as dificuldades de RE mediaram por completo a relação entre as EAI e um EV Inseguro. A testagem de um modelo alternativo, com o EV como mediador, revelou apenas uma mediação parcial, reforçando a centralidade da RE como mecanismo processual. Conclui-se que o impacto da adversidade precoce nos padrões relacionais adultos opera, fundamentalmente, através do comprometimento das competências de RE. Estes resultados sublinham a importância de intervenções clínicas focadas na regulação emocional para mitigar os efeitos do trauma desenvolvimental.

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Palavras-chave

Adverse childhood experiences Attachment Emotional regulation Experiências adversas na infância Regulação emocional Vinculação

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