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Relação entre experiências adversas na infância, vinculação e violência nas relações de intimidade

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Resumo(s)

Childhood is a crucial stage of development, in which caregivers play a central role in creating a safe and supportive environment. However, not all children grow up in protective environments, facing adversity. It is in this early relational context that attachment styles, influencing how individuals establish and maintain relationships throughout life. Based on this premise, the present study's main objective was to explore the relationship between Adverse Childhood Experiences (ACEs), Attachment Styles (AS), and the perpetration of Violence in Intimate Relationships (VIR) in a sample of 521 participants aged 18 to 74 (M = 30.38, SD = 12.61). Therefore, we used: a purpose-built sociodemographic questionnaire; the Portuguese version of the Childhood Adversity History Questionnaire (HAQQ) to assess adversities experienced during childhood; the Portuguese version of the Adult Attachment Scale (AAS) to measure attachment, and the Portuguese version of the Revised Conflict and Tactics Scale (CTS-R) to measure perpetration of intimate partner violence. The results indicated that participants with insecure attachment styles, particularly anxious individuals, reported higher levels of ACEs. It was also found that higher levels of ACEs are associated with greater perpetration of VIR, these being the only significant predictive variables identified in the regression models, since attachment styles did not demonstrate a statistically significant contribution in predicting VIR.
A infância constitui uma fase determinante do desenvolvimento, na qual os cuidadores desempenham um papel central na criação de um ambiente seguro e estruturante. Contudo, nem todas as crianças crescem em ambientes protetores, enfrentando adversidades. É neste contexto relacional precoce que se desenvolve a vinculação, que influencia a forma como os indivíduos estabelecem e mantêm as suas relações ao longo da vida. Com base nesta premissa, o presente estudo teve como objetivo principal explorar a relação entre as Experiências Adversas na Infância (EAI), os Estilos de Vinculação (EV) e a perpetração de Violência nas Relações de Intimidade (VRI) numa amostra de 521 participantes entre os 18 e os 74 anos (M = 30.38, DP = 12.61). Desta forma, utilizou-se: um Questionário Sociodemográfico (QS) construído para o efeito; a versão portuguesa do Questionário da História de Adversidade da Infância (QHAI), para avaliar as adversidades vividas na infância; a versão portuguesa da Escala de Vinculação do Adulto (EVA), para medir a vinculação e a versão portuguesa da Escala de Táticas de Conflitos Revista (ETC-R), para medir a perpetração de violência nas relações de intimidade. Os resultados indicaram que os participantes com EV inseguros, sobretudo do tipo ansioso, reportaram níveis mais elevados de EAI. Verificou-se ainda que níveis mais elevados de EAI se associam a maior perpetração de VRI, sendo estas as únicas variáveis preditoras significativas identificadas nos modelos de regressão, já que os EV não demonstraram um contributo estatisticamente significativo na predição da VRI.

Descrição

Palavras-chave

Adverse childhood experiences Attachment styles Estilos de vinculação Experiências adversas na infância Perpetração Perpetration Violence in intimate relationships Violência nas relações de intimidade

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