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Abstract(s)
This study investigates the relationship between accounting conservatism and audit quality, examining whether the asymmetric reversibility of earnings— where losses tend to reverse more quickly than gains—can be used as an indicator of audit complexity, reflected in higher audit fees. While conservatism is widely studied as a mechanism for constraining earnings management and enhancing financial reporting quality, its impact on audit planning and resource allocation remains underexplored. Using a sample of U.S. listed firms between 2010 and 2024, this study extends the Basu (1997) model by introducing interactions with audit fees to test whether conservatively recognized earnings influence auditors’ perception of risk and complexity. The findings reveal a positive association between audit fees and the asymmetric reversibility of gains, suggesting that auditors respond to conservative reporting with increased verification effort. These results remain robust after controlling for year fixed effects. This research contributes to the existing literature by establishing a link between financial reporting behavior and audit quality outcomes, positioning conservatism not merely as a reflection of accounting discipline, but as a factor that shapes audit effort and procedures. The study offers relevant practical implications for auditors, regulators, and accountants by showing how conservative reporting affects risk assessment and audit fee determination, by directing verification procedures toward estimate-based areas where the reversibility of losses requires heightened scrutiny.
Este estudo investiga a relação entre o conservadorismo contabilístico e a qualidade da auditoria, analisando se a reversibilidade assimétrica dos resultados, em que as perdas tendem a reverter com maior frequência do que os ganhos, constitui um indicador de complexidade de auditoria, refletido em honorários de auditoria mais elevados. Embora o conservadorismo seja amplamente estudado como um mecanismo para restringir a gestão dos resultados e melhorar a qualidade da informação financeira, o seu impacto no planeamento da auditoria e na alocação de recursos permanece pouco explorado. Utilizando uma amostra de empresas cotadas nos Estados Unidos entre 2010 e 2024, este estudo expande o modelo de Basu (1997) ao introduzir interações com os honorários de auditoria, com o objetivo de testar se os resultados reconhecidos de forma conservadora influenciam a perceção de risco e complexidade por parte dos auditores. Verifica-se uma associação positiva e estatisticamente significativa entre os honorários de auditoria e a reversibilidade assimétrica dos ganhos, sugerindo que os auditores respondem ao reporte conservador com um esforço adicional de verificação. Estes resultados mantêm-se robustos após o controlo por efeitos fixos anuais. Esta investigação contribui para a literatura existente ao estabelecer uma ligação entre o comportamento de reporte financeiro e os desfechos da qualidade da auditoria, posicionando o conservadorismo como um fator que molda o esforço e os procedimentos de auditoria e não apenas como um reflexo da disciplina contabilística. O estudo oferece implicações práticas relevantes para auditores, reguladores e contabilistas, ao evidenciar como o reporte conservador influencia a avaliação de risco e os honorários de auditoria, direcionando os procedimentos de verificação para áreas baseadas em estimativas, onde o caráter de reversibilidade das perdas requer maior escrutínio.
Este estudo investiga a relação entre o conservadorismo contabilístico e a qualidade da auditoria, analisando se a reversibilidade assimétrica dos resultados, em que as perdas tendem a reverter com maior frequência do que os ganhos, constitui um indicador de complexidade de auditoria, refletido em honorários de auditoria mais elevados. Embora o conservadorismo seja amplamente estudado como um mecanismo para restringir a gestão dos resultados e melhorar a qualidade da informação financeira, o seu impacto no planeamento da auditoria e na alocação de recursos permanece pouco explorado. Utilizando uma amostra de empresas cotadas nos Estados Unidos entre 2010 e 2024, este estudo expande o modelo de Basu (1997) ao introduzir interações com os honorários de auditoria, com o objetivo de testar se os resultados reconhecidos de forma conservadora influenciam a perceção de risco e complexidade por parte dos auditores. Verifica-se uma associação positiva e estatisticamente significativa entre os honorários de auditoria e a reversibilidade assimétrica dos ganhos, sugerindo que os auditores respondem ao reporte conservador com um esforço adicional de verificação. Estes resultados mantêm-se robustos após o controlo por efeitos fixos anuais. Esta investigação contribui para a literatura existente ao estabelecer uma ligação entre o comportamento de reporte financeiro e os desfechos da qualidade da auditoria, posicionando o conservadorismo como um fator que molda o esforço e os procedimentos de auditoria e não apenas como um reflexo da disciplina contabilística. O estudo oferece implicações práticas relevantes para auditores, reguladores e contabilistas, ao evidenciar como o reporte conservador influencia a avaliação de risco e os honorários de auditoria, direcionando os procedimentos de verificação para áreas baseadas em estimativas, onde o caráter de reversibilidade das perdas requer maior escrutínio.
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Keywords
Audit quality Accounting conservatism Earnings reversability Audit fees Qualidade da auditoria Conservadorismo contabilístico Reversibilidade dos resultados Honorários de auditoria
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