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Publicação

O mundo mediatizado das Marchas Populares de Lisboa : a configuração comunicativa entrelaçamento mediático

datacite.subject.fosCiências Sociais::Ciências da Comunicaçãopt_PT
dc.contributor.advisorFigueiras, Rita Maria Brás Pedro
dc.contributor.authorRicarte, Élmano
dc.date.accessioned2019-05-31T09:29:43Z
dc.date.available2019-05-31T09:29:43Z
dc.date.issued2019
dc.date.submitted2018
dc.description.abstractA nossa investigação tem como corpus de análise o relacionamento entre as Marchas Populares de Lisboa e os media, designadamente os media sociais – Facebook, em particular -, assim como os smartphones e tablets. As Marchas são grupos folclóricos que representam os modos de vida inseridos nos respectivos bairros da capital portuguesa. Ao longo do tempo, elas foram mediatizadas pelos media tradicionais. Atualmente, com a presença e interação com as redes sociais online, smartphones e tablets em suas práticas sociais e comunicacionais diárias, esses grupos podem ter a oportunidade de produzir e introduzir a sua mediatização em sua própria perspectiva. Pensamos que esta relação com os media pode promover uma «configuração comunicativa» (Hepp, 2014), na qual não apenas os media tradicionais como também os marchantes podem construir socialmente um mundo mediatizado. Desse modo, consideramos que essa configuração é um complemento ao mundo mediatizado criado pelos media tradicionais, e que ambos podem coexistir. De acordo com Hepp (2014), «mundos mediatizados» são pequenos mundos sociais nos quais as «configurações comunicativas» são construídas, tendo como referência o relacionamento com os media. Esse termo também é um caminho empírico de estudar os processos de mediatização. Por isso, o foco desta pesquisa é considerar: como interagem essas comunidades de Lisboa com esses media, criando socialmente um mundo mediatizado? Quais as características deste mundo mediatizado pelos próprios marchantes? Relativamente à primeira interrogação, o objetivo é observar como os marchantes gerenciam aqueles media em suas práticas. Com a segunda, queremos compreender como essa relação pode introduzir novas dinâmicas sociais e culturais em suas atividades atuais enquanto comunidades. A metodologia utilizada para responder a essas questões tem como base três técnicas: observação; fotografia; e entrevista. Escolhemos essas técnicas considerando que o mundo mediatizado em análise é resultante de uma interação bilocal. Isto é, o relacionamento entre as comunidades das Marchas e os media em questão é tanto «físico» como «digital». Assim sendo, a nossa observação é tanto presencial, nas sedes das agremiações, como virtual, seguindo suas páginas no Facebook. Realizámos fotografias durante as suas atividades privadas e públicas, e recolhemos publicações, sempre com as necessárias permissões. Assim, registámos a presença dos media e as interações e dinâmicas sociais e culturais que advêm desse processo. Além disso, tendo como apoio o material dessas duas técnicas, entrevistámos presencialmente os grupos e os seus gestores das Marchas. Com o objetivo de compreender a relação entre essas comunidades de Lisboa e os media em nosso estudo, queremos promover uma reflexão, nos estudos da mediatização, sobre as esferas da cultura nas perspectivas dos Media e da Cultura Popular. Palavras-chave: Mediatização; Mundos mediatizados; Configuração comunicativa; Marchas Populares de Lisboa.pt_PT
dc.description.abstractOur investigation centers on the relationship between Lisbon´s Popular Marches and the media, namely with regard to social media - Facebook, in particular -, as well as smartphones and tablets. The Marches are folklore groups that represent the way of life within the neighborhoods of the Portuguese capital. Across time, they have been mediatized by the traditional media. Nowadays, given the presence of and interaction with online social networks, smartphones and tablets in their everyday social and communicational practices, these groups have the opportunity to produce and introduce the mediatization of their own perspective about themselves. We think that this relationship with the media can put forward a «communicative figuration» (Hepp, 2014), in which not only the traditional media but also the marchers are able to build a socially mediatized world. In that way, we consider this figuration to be a complement to the mediatized world created by the traditional media, and that they can both coexist. According to Hepp (2014), «mediatized worlds» are small social worlds on which «communicative figurations» are built, having as reference the relationship with the media. This term is also an empirical path for studying the processes of mediatization. Therefore, the focus of this research is to reflect upon the following: how do these Lisbon communities interact with these media, socially creating a mediatized world? What are the characteristics of this world mediatized by the marchers themselves? Regarding the first question, the goal is to observe how the marchers manage those media in their practices. As for the second one, we aim to understand how this relationship introduces new social and cultural dynamics into their current activities as a community. The methodology undertaken to address these questions is rooted on three techniques: observation; photography; and interview. We chose these techniques taking into account that the mediatized world under analysis results from a bilocational interaction. I.e., the relationship between the Marches communities and the media is both «physical» and «digital». As such, our observation is as much presential, inside the collectivities´ headquarters, as it is virtual, by following their Facebook pages. We took photographs during their public and private activities, and collected their posts on Facebook, always with granted permissions, in order to register the presence of the media as well as the interactions and social and cultural dynamics that stem from such process. Moreover, relying on the support provided by the data gathered through these two techniques, we finally interviewed the group members in person. So as to understand the relationship between these Lisbon communities and the media in our study, we intend to promote a reflection, within mediatization studies, on the spheres of culture under the umbrella of Media and Folk Culture.pt_PT
dc.identifier.tid101594526pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/27721
dc.language.isoporpt_PT
dc.subjectMediatizaçãopt_PT
dc.subjectMundos mediatizadospt_PT
dc.subjectConfiguração comunicativapt_PT
dc.subjectMarchas Populares de Lisboapt_PT
dc.subjectMediatizationpt_PT
dc.subjectMediatized worldpt_PT
dc.subjectCommunicative figurationpt_PT
dc.subjectLisbon Popular Marchespt_PT
dc.titleO mundo mediatizado das Marchas Populares de Lisboa : a configuração comunicativa entrelaçamento mediáticopt_PT
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typedoctoralThesispt_PT
thesis.degree.nameDoutoramento em Ciências da Comunicaçãopt_PT

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