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Publicação

Indústrias criativas e inovação tecnológica, desafios e caminhos possíveis

dc.contributor.authorCortez, Maria Raquel
dc.contributor.authorTeixeira, Luís
dc.date.accessioned2025-02-11T18:03:25Z
dc.date.available2025-02-11T18:03:25Z
dc.date.issued2024-06-12
dc.description.abstractA reflexão sobre as consequências sociais da utilização das tecnologias da Inteligência Artificial impõe-se devido à relevância crescente que estas vêm a assumir num mundo global. Este artigo pretende contribuir para o debate sobre a utilização da Inteligência Artificial (IA) e as suas implicações sociais a nível de desenvolvimento de setores como as indústrias do setor criativo. A IA é de difícil definição. É entendida como um campo das ciências da computação que pretende desenvolver sistemas computacionais que resolvem problemas. (Sichman, 2021). Que desafios trazem estas ferramentas para os profissionais criativos? Coloca postos de trabalho em causa? A expressão artística, como a entendemos até agora, deixará de existir? Que questões éticas levanta a utilização da IA? Devemos temê-la ou aceitá-la abertamente? Para propor respostas a estas e a outras questões, seguir-se-á o seguinte percurso metodológico: proceder-se-á inicialmente à definição do objetivo do trabalho a desenvolver e do caminho a seguir. Em seguida, será recolhido o material existente de forma a selecionar a informação adequada. Este trabalho tem por base uma metodología sobretudo qualitativa, com o recurso a pesquisa bibliográfica sobre o tema em livros, revistas e publicações. Há ainda uma breve abordagem quantitativa para caracterização da relevancia económica das Indústrias Criativas (IC) a partir de dados oficiais ou de pesquisa bibliográfica. A Inteligência Artificial está associada a diferentes domínios como o processamento de linguagem natural, a robótica, a visão computacional ou a aprendizagem automática, com reflexos em setores e indústrias distintas e nas locais de trabalho (Dwivedi et al., 2024). As Indústrias Criativas abrangem áreas como a pintura, a música, o cinema, a publicidade, o design e a moda e as tecnologias de informação como, por exemplo, software ou jogos de computador. As IC associadas à IA estão no limiar de uma nova era de arte digital. Uma era que está a desafiar os limites da criatividade humana. O contexto das Indústrias Criativas e as formas de trabalho específicas deste setor tornam-no mais aberto a perturbações significativas infundidas pela IA generativa (Hong et al., 2014), o que poderá ter um vasto impacto nas economias e sociedades (Campbell et al., 2022). As IC assumem um lugar relevante nas economias modernas, contribuindo para o Produto Interno Bruto e o desenvolvimento económico e cultural. No Reino Unido, um dos primeiros países a potenciar o valor das IC na economia, em 2021, as atividades económicas associadas às IC corresponderam a 5,6% do Produto Interno Bruto, o equivalente a 109 mil milhões de libras (Scott, 2022).As IC são promotoras da inovação, contribuindo para o bem-estar das sociedades (Grynspan, 2022). Por isso, mudanças e perturbações no setor justificam a atenção dos académicos, dos governos e da sociedade (Elbanna et al., 2020). Essas perturbações tornaram-se visíveis quando, em 2023, escritores e atores de Hollywood entraram em greve numa luta para preservar a criatividade humana devido à utilização da IA pelos estúdios para produção de conteúdos (Anguiano e Beckett, 2023, Dalton, 2023, Sankaran, 2023). Os sistemas baseados em IA podem apresentar níveis de discriminação, mesmo que as decisões tomadas não envolvam seres humanos, o que reforça a importância da transparência dos algoritmos de IA (Bostrom & Yudkowsky, 2011). Para evitar a utilização incorreta da IA, é necessário um quadro jurídico adequado, regulamentos e orientações éticas (Duan et al., 2019). Estarão as entidades responsáveis a fazer o necessário para proteger o trabalho criativo? Ou a lentidão das instituições pode comprometer a definição atempada de regras éticas e de regulamentos que previnam o recurso indevido a ferramentas de IA? A reflexão e a legislação sobre os limites da sua utilização generalizada deve continuar para que seja adotada regras éticas e legislação que promovam que a IA seja uma ferramenta que melhore a qualidade da vida humana (Anantrasirichal e Bull, 2021).pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/48115
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.subjectInteligência artificialpt_PT
dc.subjectConsequênciaspt_PT
dc.subjectSociedadept_PT
dc.titleIndústrias criativas e inovação tecnológica, desafios e caminhos possíveispt_PT
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oaire.citation.conferencePlaceBrazilpt_PT
oaire.citation.endPage2pt_PT
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oaire.citation.titleColóquio VIII Interprogramas da Universidade Católica de Brasília: Comunicação, Tecnologia e Inovação Social.pt_PT
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