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Franco Nogueira e a condução da política externa portuguesa junto da Organização das Nações Unidas (1961-1969)

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Resumo(s)

Portugal, membro da Organização das Nações Unidas desde 1955, foi vendo a sua posição dentro desta organização multilateral atacada fruto da política colonial que levava a cabo e que demonstrava ser do seu interesse executar indefinidamente. Ao longo da década de 1960, Portugal viu-se forçado a lançar um largo empreendimento diplomático, pautado pela defesa rigorosa da condição pluricontinental da Nação, que objetivava reunir, junto das potências ocidentais, apoios que permitissem a Portugal contrapor-se ao bloco afro-asiático, paladino da poderosa e emergente causa da descolonização e autodeterminação dos povos. Na ação diplomática levada a cabo por Portugal, destaca-se a figura de Franco Nogueira, Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1961 e 1969. Enquanto maestro da estratégia portuguesa, por si delineada com o objetivo de contestar a posição defendida pela nova maioria constituída pelos países afro-asiáticos, Franco Nogueira tinha a seu cargo a defesa, no cenário internacional, da específica condição geográfica que compunha Portugal e cuja manutenção era tida como uma questão existencial representativa do verdadeiro e inabdicável interesse nacional. Assim, esta dissertação procura estudar e analisar o confronto de ideias, interpretações e posições que emerge deste antagonismo claro entre Portugal, empenhado em manter as suas possessões territoriais extraeuropeias, e uma maioria de países afro-asiáticos, igualmente focados em terminar com as relações e presenças coloniais nos seus continentes.
Portugal, a member of the United Nations since 1955, saw its position within this multilateral organisation attacked because of its colonial policy, which it demonstrated was in its interest to pursue indefinitely. Throughout the 1960s, Portugal was forced to launch a broad diplomatic undertaking, guided by the rigorous defence of the nation's pluricontinental status, which aimed to gather support from the Western powers that would allow Portugal to counter the Afro-Asian bloc which advocated the powerful and emerging cause of decolonisation and self-determination of peoples. In Portugal's diplomatic endeavours, Franco Nogueira, Minister for Foreign Affairs between 1961 and 1969, stands out. As the maestro of the Portuguese strategy, which he thought up with the aim of challenging the position defended by the new majority made up of Afro-Asian countries, Franco Nogueira was in charge of defending, on the international stage, the specific geographical condition that made up Portugal and whose maintenance was seen as an existential issue representing the true and unavoidable national interest. Thus, this dissertation seeks to study and analyse the collision of ideas, interpretations and positions that emerges from this clear antagonism between Portugal, committed to maintaining its extra-European territorial possessions, and a majority of Afro-Asian countries, equally focused on ending colonial relations and presences on their continents.

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Palavras-chave

Descolonização Autodeterminação Portugal Estado novo Franco Nogueira Nações Unidas Territórios não-autónomos Política externa Decolonization Self-determination United Nations Non-self-governing territories Foreign policy

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