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Orientador(es)
Resumo(s)
Theoretical Background: Healthy older adults tend to perform worse than younger
people in certain cognitive tasks. However, there is some inter-individual variability when it
comes to cognitive decline with age. The Cognitive Reserve (CR) model holds that
differences in cognitive processing and neural compensation mechanisms mean that some
people can deal better with cognitive aging than others. Education, professional occupation
and leisure activities are believed to contribute towards CR. CR is related to a better
cognitive performance. The Cognitive Reserve Index questionnaire (CRIq) is a new
instrument for measuring CR accumulated throughout an individual’s lifespan. This study
aimed to explore the relationship between CR and the cognitive mechanisms of aging in older
adults and to determine whether the CRIq is an adequate measure of CR.
Method: A convenience sample of 39 cognitively healthy, 65-86 year old individuals,
with no relevant history of psychiatric or neurologic disease, took part in this cross-sectional
study. Each subject completed the Digit-Symbol substitution test, the backwards Digit Span
and the Stroop test. A brief clinical interview was also carried out. Pearson correlation
coefficient test and linear regressions were used.
Results: Age only correlated (negatively) with Digit-Symbol scores. The Cognitive
Reserve Index (CRI) showed a positive correlation with Digit-Symbol and backwards Digit
Span scores but not with the Stroop Interference Index. A multiple linear regression showed
that the IRC, but not education, was able to predict subjects’ performance in processing speed
and working memory tasks.
Discussion: Conceptually, the CRIq seems to be a useful tool to assess CR in an
objective manner, gathering information relative to an individual’s lifespan, as opposed to
other tools that only consider current lifestyles. Furthermore, the CRI allows for comparisons
between different ages. We believe its validation in Portugal would be an important
contribution towards making the assessment of CR more systematic. However, its relevance
in clinical settings should be further explored and discussed since its administration requires a
considerable amount of time and effort for the examinee. Moreover, we found that aging is
not necessarily accompanied by a decline in cognitive function. CR as measured by the CRIq
seems to have a protective effect that cannot be explained by education alone, for which
reason we conclude that other factors such as professional occupation and participation in
leisure activities seem to contribute towards explaining differences in cognitive performance.
These results reinforce the need to consider other factors besides education when promoting
active aging.
Enquadramento Teórico: Os idosos tendem a manifestar mais dificuldades do que os jovens numa série de tarefas cognitivas. No entanto, nem todos os indivíduos experienciam o declínio cognitivo decorrente do envelhecimento da mesma forma. O modelo de Reserva Cognitiva (RC) postula que diferenças individuais ao nível do processamento cognitivo e da capacidade de restruturação da atividade neural levam a que algumas pessoas consigam lidar melhor com o processo de senescência do que outras. O Cognitive Reserve Index questionnaire (CRIq) propõe-se a avaliar a RC de forma objectiva, contemplando três dos fatores mais frequentemente utilizados na operacionalização desta variável (nível de escolaridade, nível ocupacional e atividades de tempo livre). Pretendeu-se estudar a contribuição do CRIq para a avaliação da RC e explorar a relação entre a RC e os mecanismos cognitivos do envelhecimento. Metodologia: A amostra de conveniência deste estudo transversal foi composta por 39 participantes cognitivamente saudáveis, com idades compreendidas entre os 65 e os 86 anos e sem antecedentes pessoais relevantes. Após uma entrevista clínica breve, aplicou-se o CRIq, o Digit-Symbol, o Digit Span Inverso e o Stroop. Realizaram-se testes ao coeficiente de correlação de Pearson e Regressões Lineares. Resultados: De todas as medidas cognitivas, a idade apenas se correlacionou (negativamente) com a pontuação do Digit-Symbol. O Índice de Reserva Cognitiva (IRC) apresentou uma correlação positiva com a pontuação do Digit-Symbol e do Digit Span inverso mas não com o Índice de Interferência do Stroop. Uma regressão linear múltipla permitiu constatar que o IRC permite predizer o desempenho ao nível da memória de trabalho e da velocidade de processamento mas a educação não. Discussão: O CRIq parece-nos ser um instrumento útil e válido para avaliar a RC de uma forma objetiva, permitindo recolher informação relativamente a grande parte do percurso de vida do indivíduo, ao contrário de outras medidas que apenas se focam no estilo de vida atual. Para além disso, o IRC permite-nos comparar a RC de indivíduos com idades diferentes. A sua validação para a nossa população seria muito relevante, acima de tudo para estandardizar a avaliação da RC no contexto da investigação. A sua aplicabilidade na prática clínica é mais duvidosa, sobretudo pelo tempo que a aplicação requer e pela exigência, ao nível da recordação, que envolve. O envelhecimento não é forçosamente acompanhado por um declínio cognitivo. A RC (avaliada pelo CRIq) parece ter um efeito protetor que não pode ser explicado pela educação, pelo que outros factores como a exigência da ocupação profissional e a participação em atividades de tempo livre parecem contribuir para explicar as diferenças de desempenho cognitivo. Os resultados do presente trabalho reforçam a importância de considerar outros factores para além da educação na promoção do envelhecimento ativo.
Enquadramento Teórico: Os idosos tendem a manifestar mais dificuldades do que os jovens numa série de tarefas cognitivas. No entanto, nem todos os indivíduos experienciam o declínio cognitivo decorrente do envelhecimento da mesma forma. O modelo de Reserva Cognitiva (RC) postula que diferenças individuais ao nível do processamento cognitivo e da capacidade de restruturação da atividade neural levam a que algumas pessoas consigam lidar melhor com o processo de senescência do que outras. O Cognitive Reserve Index questionnaire (CRIq) propõe-se a avaliar a RC de forma objectiva, contemplando três dos fatores mais frequentemente utilizados na operacionalização desta variável (nível de escolaridade, nível ocupacional e atividades de tempo livre). Pretendeu-se estudar a contribuição do CRIq para a avaliação da RC e explorar a relação entre a RC e os mecanismos cognitivos do envelhecimento. Metodologia: A amostra de conveniência deste estudo transversal foi composta por 39 participantes cognitivamente saudáveis, com idades compreendidas entre os 65 e os 86 anos e sem antecedentes pessoais relevantes. Após uma entrevista clínica breve, aplicou-se o CRIq, o Digit-Symbol, o Digit Span Inverso e o Stroop. Realizaram-se testes ao coeficiente de correlação de Pearson e Regressões Lineares. Resultados: De todas as medidas cognitivas, a idade apenas se correlacionou (negativamente) com a pontuação do Digit-Symbol. O Índice de Reserva Cognitiva (IRC) apresentou uma correlação positiva com a pontuação do Digit-Symbol e do Digit Span inverso mas não com o Índice de Interferência do Stroop. Uma regressão linear múltipla permitiu constatar que o IRC permite predizer o desempenho ao nível da memória de trabalho e da velocidade de processamento mas a educação não. Discussão: O CRIq parece-nos ser um instrumento útil e válido para avaliar a RC de uma forma objetiva, permitindo recolher informação relativamente a grande parte do percurso de vida do indivíduo, ao contrário de outras medidas que apenas se focam no estilo de vida atual. Para além disso, o IRC permite-nos comparar a RC de indivíduos com idades diferentes. A sua validação para a nossa população seria muito relevante, acima de tudo para estandardizar a avaliação da RC no contexto da investigação. A sua aplicabilidade na prática clínica é mais duvidosa, sobretudo pelo tempo que a aplicação requer e pela exigência, ao nível da recordação, que envolve. O envelhecimento não é forçosamente acompanhado por um declínio cognitivo. A RC (avaliada pelo CRIq) parece ter um efeito protetor que não pode ser explicado pela educação, pelo que outros factores como a exigência da ocupação profissional e a participação em atividades de tempo livre parecem contribuir para explicar as diferenças de desempenho cognitivo. Os resultados do presente trabalho reforçam a importância de considerar outros factores para além da educação na promoção do envelhecimento ativo.
Descrição
Palavras-chave
Cognitive reserve Cognitive aging CRIq Education Reserva cognitiva Envelhecimento cognitivo Educação
