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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The healthcare sector faces vital challenges, on the one hand the spread of chronic
diseases at a global scale. On the other hand, rising delivery costs in healthcare create a
necessity for innovation.
Research show patients and caregivers as one of the sources for innovation in
healthcare, by self-providing treatments, therapies or medical devices to better cope with
their unmet needs, imposed by health disorders commercially unattractive for medical
manufacturers’ investment (Oliveira et al., 2015).
Van der Boor et al. (2014) concluded that high levels of need, the existence of flexible
platforms, and the access to information and communication technology, contribute to the
occurrence of this phenomenon in the developing world.
Our research questions are: What are the major drivers for user innovation in
healthcare, in developing countries? Which socio-economic factors influence user
innovations development in these countries? Which local complementary assets affect
entrepreneurship? To what extent can user solutions, created in developing countries, be
adopted in developed regions?
We applied a multiple case-study method, conducting eleven semi-structured
interviews and four surveys of “patient innovators” from 13 developing countries.
86.7% of the innovations were developed by users with a clear perception of the
fragile conditions in the analysed countries. Reputation achieved amongst their communities
was recognized by users as another major driver (46.7%). The most problematic socioeconomic
factor verified is healthcare, where 86.7% of user innovators reported issues.
66.7% of users rely on complementary technologies as the major complementary asset.
Furthermore, 20.0% sample solutions could be adopted by developed countries.
O setor da saúde enfrenta desafios vitais, por um lado devido ao alastramento global de doenças crónicas. Por outro, devido aos aumentos nos custos da saúde, gerando-se uma necessidade de inovação. Estudos mostram doentes e cuidadores como uma das fontes de inovação, ao criarem tratamentos, terapias ou dispositivos médicos para lidar melhor com as necessidades não atendidas, impostas por problemas de saúde comercialmente pouco atrativos para investimentos dos fabricantes médicos (Oliveira et al., 2015). Van der Boor et al. (2014) concluiu que altos níveis de necessidade, existência de plataformas flexíveis e acesso a tecnologias da informação e comunicação, contribuem para a ocorrência deste fenómeno no mundo subdesenvolvido. As questões de investigação são: Quais os principais fatores para a inovação de doentes utilizadores, nos países subdesenvolvidos? Que fatores socioeconómicos que influenciam o desenvolvimento de inovações por utilizadores nesses países? Que ativos complementares locais que afetam o empreendedorismo? Em que medida estas soluções, criadas em países subdesenvolvidos, poderão ser adotadas em regiões desenvolvidas? Aplicamos um método de estudo-de-caso múltiplo, com quinze entrevistas semiestruturadas e quatro questionários de “doentes inovadores”. A amostra é composta por 13 países subdesenvolvidos. 86.7% das inovações foram desenvolvidas por utilizadores conscientes das condições frágeis nos países analisados. A reputação que utilizadores inovadores adquirem nas suas comunidades é outra das motivações (46.7%). A saúde é o fator socioeconómico verificado mais problemático, 86.7% dos inovadores reportaram problemas. 60.0% dos utilizadores apostam em marketing e/ou tecnologias complementares como ativos complementares. Além disso, 20.0% destas inovações podem ser adotadas por países desenvolvidos.
O setor da saúde enfrenta desafios vitais, por um lado devido ao alastramento global de doenças crónicas. Por outro, devido aos aumentos nos custos da saúde, gerando-se uma necessidade de inovação. Estudos mostram doentes e cuidadores como uma das fontes de inovação, ao criarem tratamentos, terapias ou dispositivos médicos para lidar melhor com as necessidades não atendidas, impostas por problemas de saúde comercialmente pouco atrativos para investimentos dos fabricantes médicos (Oliveira et al., 2015). Van der Boor et al. (2014) concluiu que altos níveis de necessidade, existência de plataformas flexíveis e acesso a tecnologias da informação e comunicação, contribuem para a ocorrência deste fenómeno no mundo subdesenvolvido. As questões de investigação são: Quais os principais fatores para a inovação de doentes utilizadores, nos países subdesenvolvidos? Que fatores socioeconómicos que influenciam o desenvolvimento de inovações por utilizadores nesses países? Que ativos complementares locais que afetam o empreendedorismo? Em que medida estas soluções, criadas em países subdesenvolvidos, poderão ser adotadas em regiões desenvolvidas? Aplicamos um método de estudo-de-caso múltiplo, com quinze entrevistas semiestruturadas e quatro questionários de “doentes inovadores”. A amostra é composta por 13 países subdesenvolvidos. 86.7% das inovações foram desenvolvidas por utilizadores conscientes das condições frágeis nos países analisados. A reputação que utilizadores inovadores adquirem nas suas comunidades é outra das motivações (46.7%). A saúde é o fator socioeconómico verificado mais problemático, 86.7% dos inovadores reportaram problemas. 60.0% dos utilizadores apostam em marketing e/ou tecnologias complementares como ativos complementares. Além disso, 20.0% destas inovações podem ser adotadas por países desenvolvidos.
Descrição
Palavras-chave
User innovation Healthcare Developing countries Complementary assets Socioeconomic Inovação por utilizadores Saúde Países subdesenvolvidos Ativos complementares Fatores socioeconómicos Inovação reversa
