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The aim of this thesis is to tackle what can be called the Hegelian problem. With the dissolution of the great philosophical systems, one question has gained particular prominence in reflections on rationality. Is it possible to reconcile historicism and objectivity without a philosophy of history? In other words, is the awareness that human beings are always located in the historical 'here and now' compatible with the defence of universal and necessary knowledge? Answers have usually consisted of choosing one side. For example, Nietzsche, Kuhn and Feyerabend favour the former, compromising the possibility of objectivity. For this, they are accused of relativism and irrationalism. Carnap, Popper and Quine opted for the side of objectivity, jeopardising the historicity of thought and, as a result, seem to fall into scientism. Richard Rorty and Alasdair MacIntyre opt for the historicist side. However, they believe that this choice does not compromise them to the point of becoming relativists or irrationalists. Rorty solves the dilemma by replacing objectivity with solidarity and MacIntyre by assuming that it is possible to develop criteria for objective justification based on local contexts. This paper aims to analyse how Rorty’s and MacIntyre's solutions were developed and to assess their success. To do this, I will use what I call the ritual factor as a reading key. This, with its components of praxis, repetition and play, allows us to give rationality a different framework from the one provided by modernity, particularly by the Enlightenment. In my reading, Rorty and MacIntyre develop an embodied rationality, greatly influenced by Wittgenstein's thought. The ritual factor will allow us to understand the connection it has with the biological and sociological dimensions of humanity. It will therefore be possible to argue that rationality is both a third-person phenomenon (which can be studied observationally) and a second-person phenomenon (resulting from the relationships that exist in the communitarian we). This is the thesis I have developed from my research. Although they start from the same premises, Rorty and MacIntyre develop them differently, so their conclusions are basically antagonistic. Much of the interest of studying these two authors lies precisely in this fact, because their confrontation will enhance our understanding of various nuances of rationality.
Neste trabalho pretende-se enfrentar o que se pode designar por problema hegeliano. Com a dissolução dos grandes sistemas filosóficos uma questão ganhou um destaque particular nas reflexões acerca da racionalidade. Sem uma filosofia da história é possível conciliar historicismo e objetividade? Ou, seja, a consciência de que o ser humano está sempre localizado no ‘aqui e agora’ histórico é compatível com a defesa de um conhecimento universal e necessário? Ususalmente as respostas têm consistido na escolha de um dos lados. Por exemplo, Nietzsche, Kuhn e Feyerabend enveredam pelo primeiro, comprometendo a possibilidade da objetividade. Por isso, são acusados de relativismo e irracionalismo. Carnap, Popper e Quine optam pelo lado da objetividade, comprometendo a historicidade dos pensamentos e, com isso, tendem a decair no cientificismo. Richard Rorty e Alasdair MacIntyre optam pelo lado historicista. Contudo consideram que tal escolha não os compromete ao ponto de se tornarem relativistas ou irracionais. Rorty resolve o dilema substituindo a objetividade pela solidariedade e MacIntyre assumindo que é possível desenvolver critérios de justificação objetiva a partir de contextos locais. Este trabalho pretende analisar a forma como as soluções de Rorty e MacIntyre foram desenvolvidas e aferir o seu sucesso. Para tal, usarei como chave de leitura o que designo por fator ritual. Este, com as suas componentes de praxis, repetição e jogo, permite dar um enquadramento distinto à racionalidade daquele que foi disponibilizado pela modernidade, particularmente, pelo Ilumininismo. Na minha leitura, Rorty e MacIntyre desenvolvem uma racionalidade corporizada, bastante influenciada pelo pensamento de Wittgenstein. O fator ritual permitirá compreender a ligação que ela tem com as dimensões biológica e sociológica da humanidade. Por conseguinte, será possível defender que a racionalidade é, simultaneamente, um fenómeno de terceira-pessoa (que pode ser observacionalmente estudado) e de segunda-pessoa (resultante das relações existentes num nós comunitário). Esta é a tese que desenvolvo nesta investigação. Embora partindo das mesmas premissas, Rorty e MacIntyre desenvolvem-nas de modo distinto, pelo que as suas conclusões são, basicamente, antagónicas. Muito do interesse de estudar estes dois autores reside precisamente neste facto, pois o seu confronto elevará a compreensão de várias das nuances da racionalidade.
Neste trabalho pretende-se enfrentar o que se pode designar por problema hegeliano. Com a dissolução dos grandes sistemas filosóficos uma questão ganhou um destaque particular nas reflexões acerca da racionalidade. Sem uma filosofia da história é possível conciliar historicismo e objetividade? Ou, seja, a consciência de que o ser humano está sempre localizado no ‘aqui e agora’ histórico é compatível com a defesa de um conhecimento universal e necessário? Ususalmente as respostas têm consistido na escolha de um dos lados. Por exemplo, Nietzsche, Kuhn e Feyerabend enveredam pelo primeiro, comprometendo a possibilidade da objetividade. Por isso, são acusados de relativismo e irracionalismo. Carnap, Popper e Quine optam pelo lado da objetividade, comprometendo a historicidade dos pensamentos e, com isso, tendem a decair no cientificismo. Richard Rorty e Alasdair MacIntyre optam pelo lado historicista. Contudo consideram que tal escolha não os compromete ao ponto de se tornarem relativistas ou irracionais. Rorty resolve o dilema substituindo a objetividade pela solidariedade e MacIntyre assumindo que é possível desenvolver critérios de justificação objetiva a partir de contextos locais. Este trabalho pretende analisar a forma como as soluções de Rorty e MacIntyre foram desenvolvidas e aferir o seu sucesso. Para tal, usarei como chave de leitura o que designo por fator ritual. Este, com as suas componentes de praxis, repetição e jogo, permite dar um enquadramento distinto à racionalidade daquele que foi disponibilizado pela modernidade, particularmente, pelo Ilumininismo. Na minha leitura, Rorty e MacIntyre desenvolvem uma racionalidade corporizada, bastante influenciada pelo pensamento de Wittgenstein. O fator ritual permitirá compreender a ligação que ela tem com as dimensões biológica e sociológica da humanidade. Por conseguinte, será possível defender que a racionalidade é, simultaneamente, um fenómeno de terceira-pessoa (que pode ser observacionalmente estudado) e de segunda-pessoa (resultante das relações existentes num nós comunitário). Esta é a tese que desenvolvo nesta investigação. Embora partindo das mesmas premissas, Rorty e MacIntyre desenvolvem-nas de modo distinto, pelo que as suas conclusões são, basicamente, antagónicas. Muito do interesse de estudar estes dois autores reside precisamente neste facto, pois o seu confronto elevará a compreensão de várias das nuances da racionalidade.
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Palavras-chave
Alasdair MacIntyre Fator ritual Historicism Historicismo Racionalidade Rationality Richard Rorty Ritual factor Socialização Socialization
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