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The issue of Sustainable Securities (Green, Social and Sustainability) has introduced a new area of study, which is characterised by the issuance of financial instruments that fund projects that promote significant environmental and social benefits. This category of securities includes sustainable asset-backed securities (ABS) and sustainable mortgage-backed securities (MBS). Their growing importance is associated with a market that faces challenges due to a lack of standardisation, regulatory harmonization, and transparency in defining what qualifies as “sustainable”. These issues contribute to limiting the effectiveness of sustainable financial markets by instigating risks such as greenwashing and information asymmetry. This work therefore sets out to investigate the existence of greenium in this type of instrument, which is characterised by a lower return on sustainable securities when compared to conventional securities. Extant literature is extensive, namely in the study of this phenomena for conventional green bonds. However, the literature analysing this effect for ABS and MBS sustainable bonds is non-existent. To fill this gap in the literature, this work conducts a comparative analysis of the credit spreads of sustainable ABS and MBS to their conventional equivalents and, consequently, to check whether variables related to credit risk are determining factors in the spreads of these securities, and if the COVID-19 pandemic affected both pricing and greenium. By extracting ABS and MBS from DCM Analytics, results show that only green and social-labelled securities consistently have significantly lower spreads. However, this effect disappears in a matched sample, emphasizing that potential securities characteristics affect more greenium. On the other hand, sustainability labels show no statistically significant differences in prices. In addition, credit ratings continue to influence spreads across segments, while the impact of rating discordance is limited to conventional securities. Finally, during the COVID-19 period, the greenium effect associated with green securities weakens in the full sample and dissolves in the matched sample, indicating that investor preference for green assets may not persist under higher uncertainty.
A emissão de Sustainable Securities (Green, Social e Sustainability) introduziu uma nova área de estudo, caracterizada pela associação de instrumentos financeiros e de financiamento a projetos promotores de benefícios ambientais e/ou sociais relevantes. Nesta categoria de títulos sustentáveis incluem-se, entre outros, os títulos verdes garantidos por ativos (ABS) e os títulos verdes garantidos por hipotecas (MBS). A crescente importância dos ativos financeiros sustentáveis surge num mercado ainda marcado por desafios relevantes, nomeadamente a falta de normalização, a ausência de harmonização regulamentar e a limitada transparência na definição do que se qualifica como “sustentável”. Estas questões contribuem e potenciam riscos como o greenwashing, agravando problemas de assimetria de informação, limitando a eficiência dos mercados financeiros sustentáveis. Neste contexto, esta dissertação propõe-se investigar a existência de um efeito de greenium, que se carateriza por um spread inferior nas obrigações sustentáveis quando comparadas com obrigações convencionais. Apesar de existirem inúmeros estudos que analisam a existência de greenium nas green bonds tradicionais, verifica-se uma lacuna literária no que diz respeito às obrigações colateralizadas por ativos (securitisation bonds). Desta forma, este trabalho contribui para o preenchimento desta lacuna literária, ao efetuar uma análise comparativa dos spreads de asset-backed securities (ABS) e mortgage-backed securities (MBS) sustentáveis versus aquelas que não têm por objetivo financiar os projetos ESG, avaliando ainda o impacto de variáveis clássicas de risco de crédito, bem como o efeito do período da pandemia COVID-19 nos spreads. Tendo por base dados extraídos da DCM Analytics, foi possível concluir que apenas as ABS e MBS com rótulo verde e social apresentam consistentemente spreads significativamente mais baixos. No entanto, este efeito desaparece quando se utiliza uma amostra emparelhada, o que sugere que o greenium poderá estar relacionado a outras características dos títulos e não unicamente ao rótulo sustentável. Por outro lado, não existem diferenças significativas nos spreads entre securities colateralizadas por empréstimos de sustentabilidade. Adicionalmente, os fatores tradicionais de risco de crédito, como os ratings, mantêm-se determinantes na formação dos spreads, enquanto o impacto do rating discordance se verifica apenas nos instrumentos convencionais. Por fim, durante o período da COVID-19, o greenium associado às green securities, em alguns modelos da amostra total, enfraquece e desaparece na matched sample, indicando que o efeito poderá não refletir uma preferência robusta destes ativos pelos investidores em momentos de relativa incerteza elevada.
A emissão de Sustainable Securities (Green, Social e Sustainability) introduziu uma nova área de estudo, caracterizada pela associação de instrumentos financeiros e de financiamento a projetos promotores de benefícios ambientais e/ou sociais relevantes. Nesta categoria de títulos sustentáveis incluem-se, entre outros, os títulos verdes garantidos por ativos (ABS) e os títulos verdes garantidos por hipotecas (MBS). A crescente importância dos ativos financeiros sustentáveis surge num mercado ainda marcado por desafios relevantes, nomeadamente a falta de normalização, a ausência de harmonização regulamentar e a limitada transparência na definição do que se qualifica como “sustentável”. Estas questões contribuem e potenciam riscos como o greenwashing, agravando problemas de assimetria de informação, limitando a eficiência dos mercados financeiros sustentáveis. Neste contexto, esta dissertação propõe-se investigar a existência de um efeito de greenium, que se carateriza por um spread inferior nas obrigações sustentáveis quando comparadas com obrigações convencionais. Apesar de existirem inúmeros estudos que analisam a existência de greenium nas green bonds tradicionais, verifica-se uma lacuna literária no que diz respeito às obrigações colateralizadas por ativos (securitisation bonds). Desta forma, este trabalho contribui para o preenchimento desta lacuna literária, ao efetuar uma análise comparativa dos spreads de asset-backed securities (ABS) e mortgage-backed securities (MBS) sustentáveis versus aquelas que não têm por objetivo financiar os projetos ESG, avaliando ainda o impacto de variáveis clássicas de risco de crédito, bem como o efeito do período da pandemia COVID-19 nos spreads. Tendo por base dados extraídos da DCM Analytics, foi possível concluir que apenas as ABS e MBS com rótulo verde e social apresentam consistentemente spreads significativamente mais baixos. No entanto, este efeito desaparece quando se utiliza uma amostra emparelhada, o que sugere que o greenium poderá estar relacionado a outras características dos títulos e não unicamente ao rótulo sustentável. Por outro lado, não existem diferenças significativas nos spreads entre securities colateralizadas por empréstimos de sustentabilidade. Adicionalmente, os fatores tradicionais de risco de crédito, como os ratings, mantêm-se determinantes na formação dos spreads, enquanto o impacto do rating discordance se verifica apenas nos instrumentos convencionais. Por fim, durante o período da COVID-19, o greenium associado às green securities, em alguns modelos da amostra total, enfraquece e desaparece na matched sample, indicando que o efeito poderá não refletir uma preferência robusta destes ativos pelos investidores em momentos de relativa incerteza elevada.
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Sustainable securitisation Greenium Spread ABS MBS Covid-19
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