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Orientador(es)
Resumo(s)
After lagging behind the United States and Japan, robotic-assisted surgery is now expanding rapidly across European health systems, yet its optimised use and integration remain uneven and frequently misaligned with governance, training and organisational capacity. Portugal mirrors this trend, with a random adoption trajectory that raises concerns regarding sustainability, equity and long-term strategic planning. This dissertation examines the adoption of robotic-assisted surgery in Portugal through a multilevel sociotechnical perspective, drawing on semi-structured interviews with 18 participants, including clinicians, hospital managers, industry representatives and international experts. Thematic analysis was used to explore how perceptions, organisational conditions and policy environments shape the current and future role of robotic surgery.Findings show broad agreement regarding the clinical potential of robotic systems, particularly in ergonomics, precision and opportunities for innovation. Nevertheless, stakeholders also identify substantial challenges, including inconsistent training pathways, variable institutional readiness, fragmented governance mechanisms and the absence of a coordinated national strategy covering public and private facilities. Divergent priorities across stakeholder groups further contribute to a fragmented adoption landscape. To address these gaps, the study introduces a conceptual framework integrating micro, meso and macro determinants, emphasising the interdependencies required for safe, sustainable and ethically aligned implementation. The dissertation offers empirical, theoretical and practical contributions, culminating in recommendations for policymakers, hospital leaders, training bodies and industry partners. In sum, the findings highlight that the successful expansion of robotic-assisted surgery in Portugal depends not only on technological capability but on coherent governance, strategic planning and responsible stewardship.
Após um período de atraso relativamente aos Estados Unidos e ao Japão, a cirurgia robótica está atualmente a expandir-se nos sistemas de saúde europeus; contudo, a sua integração permanece desigual e frequentemente desalinhada com as estruturas de governação, formação e capacidade organizacional. Portugal reflete esta tendência, apresentando uma trajetória de adoção fragmentada que levanta preocupações quanto à sustentabilidade, à equidade e ao planeamento estratégico. Esta dissertação analisa a adoção da cirurgia robótica em Portugal a partir de uma perspetiva sociotécnica multinível, com base em entrevistas semiestruturadas realizadas a 18 participantes, incluindo clínicos, gestores hospitalares e representantes da indústria. A análise temática foi utilizada para explorar de que forma perceções individuais, condições organizacionais e enquadramentos políticos moldam o papel atual e futuro da cirurgia robótica. Os resultados revelam um consenso quanto ao potencial clínico dos sistemas robóticos, nomeadamente em termos de ergonomia, precisão e inovação. Contudo, os participantes identificam desafios relevantes, incluindo percursos formativos inconsistentes, níveis variáveis de prontidão institucional, mecanismos de governação fragmentados e a ausência de uma estratégia nacional coordenada que integre os setores público e privado. Divergências entre grupos de envolvidos contribuem para um panorama de adoção desigual.Para responder a estas lacunas, o estudo propõe um modelo conceptual que integra determinantes aos níveis micro, meso e macro, enfatizando as interdependências necessárias para uma implementação segura, sustentável e eticamente alinhada. Os resultados evidenciam que o sucesso da cirurgia robótica em Portugal depende não apenas da capacidade tecnológica, mas também de governação coerente, planeamento estratégico e gestão responsável.
Após um período de atraso relativamente aos Estados Unidos e ao Japão, a cirurgia robótica está atualmente a expandir-se nos sistemas de saúde europeus; contudo, a sua integração permanece desigual e frequentemente desalinhada com as estruturas de governação, formação e capacidade organizacional. Portugal reflete esta tendência, apresentando uma trajetória de adoção fragmentada que levanta preocupações quanto à sustentabilidade, à equidade e ao planeamento estratégico. Esta dissertação analisa a adoção da cirurgia robótica em Portugal a partir de uma perspetiva sociotécnica multinível, com base em entrevistas semiestruturadas realizadas a 18 participantes, incluindo clínicos, gestores hospitalares e representantes da indústria. A análise temática foi utilizada para explorar de que forma perceções individuais, condições organizacionais e enquadramentos políticos moldam o papel atual e futuro da cirurgia robótica. Os resultados revelam um consenso quanto ao potencial clínico dos sistemas robóticos, nomeadamente em termos de ergonomia, precisão e inovação. Contudo, os participantes identificam desafios relevantes, incluindo percursos formativos inconsistentes, níveis variáveis de prontidão institucional, mecanismos de governação fragmentados e a ausência de uma estratégia nacional coordenada que integre os setores público e privado. Divergências entre grupos de envolvidos contribuem para um panorama de adoção desigual.Para responder a estas lacunas, o estudo propõe um modelo conceptual que integra determinantes aos níveis micro, meso e macro, enfatizando as interdependências necessárias para uma implementação segura, sustentável e eticamente alinhada. Os resultados evidenciam que o sucesso da cirurgia robótica em Portugal depende não apenas da capacidade tecnológica, mas também de governação coerente, planeamento estratégico e gestão responsável.
Descrição
Palavras-chave
Robotic-assisted surgery Sociotechnical systems Technology adoption Organisational readiness Innovation governance Portugal Healthcare policy Surgical training Ethical implementation Cirurgia robótica Sistemas sociotécnicos Adoção tecnológica Prontidão organizacional Governação da inovação Política de saúde Formação cirúrgica Implementação ética
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