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Orientador(es)
Resumo(s)
With the advent of digital technologies, the status of moving images has changed radically, not only due to the physical changes, but also in the broader consequences of this process: their widespread presence, their recurrent use for various purposes, the ease of their production, even their manipulability, to name a few. In general, the digitization of moving images has brought about objects and practices that have disrupted what previously used to characterize them as that and, for this reason, formed the necessary ground for the formalization of theories based on ideas considered ‘post-cinematic’—that is, based on the inability of the concept of ‘cinema’ to articulate new digital objects. In this sense, by posing this problem, this process allowed for a return to a debate that characterized classical film studies at the beginning of the 20th century, now returning with new conditions: to answer the question ‘What is cinema?’. More specifically, ‘what is cinema, and can these new objects be contextualized under the term’? This research will be composed of three moments: “Stabilizing cinema”, “Destabilizing cinema” and “Expanding cinema”. The first one constitutes an attempt to systematize the classical film theory discussion of articulating a fixed identity for cinema and how this discussion now reverberates as implicit assumptions in post-cinematic theories. For this, we center our approach to post-cinematic theories on the work by Steven Shaviro with the support of D. N. Rodowick and Lev Manovich. In the second moment, we will take a detour and try to see how we can see a similar process happening in the experimental practices of the 60s and 70s and the formalization of the concept of ‘paracinema’ through a different set of assumptions of what cinema would be. In this sense, we can see how the supposed stabilization of an identity for cinema never was as fixable as it might appear. Finally, we propose an approach in which we replace a conceptualization through stabilization/destabilization and instead call it “Expanding cinema”. In this, we converge the two practices and reflections, returning to post-cinematic ideas and how they can be seen as, instead of defying fixed criteria, expanding the horizons as a concept which is adaptable.
Com o advento das tecnologias digitais, o estatuto das imagens em movimento mudou radicalmente, não só devido às alterações físicas, mas também às consequências mais amplas deste processo: a sua presença generalizada, a sua utilização recorrente para diversos fins, a facilidade da sua produção e até a sua manipulabilidade, por exemplo. De modo geral, a digitalização das imagens em movimento trouxe objetos e práticas que perturbaram o que antes as caracterizava como tal e, por essa razão, formou o terreno necessário para a formalização de teorias baseadas em ideias consideradas ‘pós cinematográficas’ — isto é, baseadas na incapacidade do conceito de ‘cinema’ em articular novos objetos digitais. Neste sentido, ao colocar esse problema, este processo permitiu um retorno a um debate que caracterizou os estudos clássicos de cinema no início do século XX, agora retornado com novas condições: responder à questão “O que é cinema?”. Mais especificamente, “o que é cinema, e esses novos objetos podem ser contextualizados sob o termo”? Esta investigação será composta por três momentos: «Estabilizar cinema», «Desestabilizar cinema» e «Expandir cinema». O primeiro constitui uma tentativa de sistematizar a discussão da teoria clássica do cinema sobre a articulação de uma identidade fixa para o cinema e como essa discussão agora reverbera como suposições implícitas nas teorias pós-cinematográficas. Para isso, centramos a nossa abordagem às teorias pós-cinematográficas no trabalho de Steven Shaviro, com o apoio de D. N. Rodowick e Lev Manovich. No segundo momento, faremos um desvio e tentaremos ver como podemos observar um processo semelhante a acontecer nas práticas experimentais dos anos 60 e 70 e na formalização do conceito de ‘paracinema’ através de um conjunto diferente de pressupostos sobre o que seria o cinema. Neste sentido, podemos ver como a suposta estabilização de uma identidade para o cinema nunca foi tão fixável como poderia parecer. Por fim, propomos uma abordagem na qual substituímos uma conceptualização através da estabilização/desestabilização e, em vez disso, chamamos de “Expandir cinema”. Nisso, convergimos as duas práticas e reflexões, retornando às ideias pós-cinematográficas e como elas podem ser vistas, em vez de desafiar critérios fixos, como um conceito adaptável que expande os seus horizontes.
Com o advento das tecnologias digitais, o estatuto das imagens em movimento mudou radicalmente, não só devido às alterações físicas, mas também às consequências mais amplas deste processo: a sua presença generalizada, a sua utilização recorrente para diversos fins, a facilidade da sua produção e até a sua manipulabilidade, por exemplo. De modo geral, a digitalização das imagens em movimento trouxe objetos e práticas que perturbaram o que antes as caracterizava como tal e, por essa razão, formou o terreno necessário para a formalização de teorias baseadas em ideias consideradas ‘pós cinematográficas’ — isto é, baseadas na incapacidade do conceito de ‘cinema’ em articular novos objetos digitais. Neste sentido, ao colocar esse problema, este processo permitiu um retorno a um debate que caracterizou os estudos clássicos de cinema no início do século XX, agora retornado com novas condições: responder à questão “O que é cinema?”. Mais especificamente, “o que é cinema, e esses novos objetos podem ser contextualizados sob o termo”? Esta investigação será composta por três momentos: «Estabilizar cinema», «Desestabilizar cinema» e «Expandir cinema». O primeiro constitui uma tentativa de sistematizar a discussão da teoria clássica do cinema sobre a articulação de uma identidade fixa para o cinema e como essa discussão agora reverbera como suposições implícitas nas teorias pós-cinematográficas. Para isso, centramos a nossa abordagem às teorias pós-cinematográficas no trabalho de Steven Shaviro, com o apoio de D. N. Rodowick e Lev Manovich. No segundo momento, faremos um desvio e tentaremos ver como podemos observar um processo semelhante a acontecer nas práticas experimentais dos anos 60 e 70 e na formalização do conceito de ‘paracinema’ através de um conjunto diferente de pressupostos sobre o que seria o cinema. Neste sentido, podemos ver como a suposta estabilização de uma identidade para o cinema nunca foi tão fixável como poderia parecer. Por fim, propomos uma abordagem na qual substituímos uma conceptualização através da estabilização/desestabilização e, em vez disso, chamamos de “Expandir cinema”. Nisso, convergimos as duas práticas e reflexões, retornando às ideias pós-cinematográficas e como elas podem ser vistas, em vez de desafiar critérios fixos, como um conceito adaptável que expande os seus horizontes.
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Palavras-chave
Post-cinema Paracinema Digital cinema Pós-cinema Cinema digital
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