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O papel do silêncio na comunicação em cuidados paliativos: revisão narrativa

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O silêncio é um meio de comunicação não verbal crucial na relação terapêutica com pessoas em situação paliativa e seus cuidadores. A Teoria das Relações Interpessoais de Hildegard Peplau é um referencial teórico importante para explorar a comunicação em Cuidados Paliativos. Este estudo objetiva analisar o impacto do silêncio na comunicação em cuidados paliativos, identificando suas manifestações e uso como estratégia terapêutica. Realizou-se uma revisão narrativa baseada na questão: “Qual o impacto do silêncio na comunicação em cuidados paliativos, e como pode ser utilizado para melhorar a qualidade dos cuidados?”. Foram incluídos dez estudos que destacam o silêncio como recurso essencial na comunicação. Após a analise destes estudos, foi possível categorizar em quatro categorias à luz da Teoria das Relações Interpessoais: fase de orientação, o silêncio prepara a comunicação oral, promovendo introspeção e confiança, contribuindo para o vínculo descrito na Teoria das Relações Interpessoais; fase de identificação, apoia a autonomia emocional da pessoa, em consonância com a Teoria das Relações Interpessoais, que enfatiza a adaptação às necessidades subjetivas; fase de exploração, favorece a introspeção e a exploração de sentimentos complexos, refletindo a projeção de novos objetivos descrita na Teoria das Relações Interpessoais; fase de resolução, o silêncio proporciona serenidade e conforto espiritual, facilitando a aceitação da mudança, em conformidade com a teoria em estudo, que valoriza a individualidade e a autonomia no cuidado. Conclui-se que o silêncio transcende a função técnica, sendo um recurso multifacetado que contribui para a humanização em cuidados paliativos, tornando-o integral e centrado na pessoa.
Silence is a crucial non-verbal means of communication in the therapeutic relationship with individuals in palliative care and their caregivers. Hildegard Peplau's Interpersonal Relations Theory provides a significant theoretical framework for exploring communication in Palliative Care. This study aims to analyze the impact of silence on communication in palliative care , identifying its manifestations and use as a therapeutic strategy. A narrative review was conducted based on the research question: “What is the impact of silence on communication in palliative care, and how can it be used to improve the quality of care?” Ten studies were included, highlighting silence as an essential resource in therapeutic communication. After analyzing these studies, four categories were identified based on the Interpersonal Relations Theory: Orientation phase: Silence facilitates verbal communication by fostering introspection and trust, contributing to the bond described in the Interpersonal Relations Theory; Identification phase: Silence supports the emotional autonomy of the individual, aligning with Interpersonal Relations Theory emphasis on adapting to subjective needs; Exploitation phase: Silence encourages introspection and exploration of complex feelings, reflecting the projection of new objectives described in Interpersonal Relations Theory; Resolution phase: Silence provides serenity and spiritual comfort, facilitating acceptance of change, in line with the theory's focus on individuality and autonomy in care. In conclusion, silence transcends its technical function, emerging as a multifaceted resource that contributes to the humanization of care in palliative care, promoting comprehensive, person-centered car.

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Palavras-chave

Cuidados paliativos Silêncio Comunicação não verbal Relações enfermeiro-paciente Palliative care Silence Nonverbal communication Nurse-patient relations

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