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Orientador(es)
Resumo(s)
Diversos trabalhos revelam que existe um número considerável de mulheres grávidas que mantêm o consumo de álcool durante a gravidez (CADG), apesar das indicações em contrário por parte da OMS. Estudos internacionais documentam um conjunto de distúrbios associados a diferentes tipos de exposição, inclusivamente a baixas quantidades. A informação que as grávidas possuem relativamente ao CADG pode contribuir para uma tomada de decisão mais informada acerca do tema. Perante a ausência de dados nacionais, este estudo exploratório pretendeu investigar qual a acessibilidade e qualidade da informação disponível às mulheres grávidas. O grupo de participantes consistiu em 13 grávidas, recrutadas por estratégias mistas de escolha (baseada em critérios e bola de neve). Com base num guião previamente organizado foram realizadas entrevistas semiestruturadas (após consentimento informado), posteriormente transcritas e submetidas a análise semi-indutiva do conteúdo. O discurso das participantes revelou desconhecimento sobre consequências específicas do CADG, assim como existência de informação de conteúdo pró-consumo, anti-consumo, ou incerteza/dúvida. A internet e os cuidados de saúde foram as fontes privilegiadas de informação acerca do tema. Todas as entrevistadas desconhecem as linhas orientadoras nacionais no âmbito do CADG que aconselham a abstinência total. Este estudo revela existirem limitações quanto à disponibilidade e qualidade da informação acerca do CADG. Realça-se a importância dos diferentes profissionais de saúde envolvidos no acompanhamento da grávida como veículo de informação respeitante a recomendações quanto ao CADG, sendo este um desafio para o desenvolvimento de estratégias de prevenção (universal, seletiva, indicada e ambiental) adaptadas às especificidades e necessidades desta população.
Descrição
Palavras-chave
Álcool Gravidez Informação Estudo qualitativo
Contexto Educativo
Citação
Editora
Ordem dos Psicólogos Portugueses
