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O cuidado informal na família : ética do dom, generatividade e subsidiariedade relacional

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A presente investigação qualitativa analisa a experiência do cuidado informal em contexto familiar, à luz dos conceitos de ética do dom, generatividade e subsidiariedade relacional, integrados numa perspetiva sistémica relacional-simbólica. Recorreu-se a entrevistas semi estruturadas a oito cuidadores informais, cujos discursos foram analisados através de uma abordagem de análise de conteúdo categorial semântica, complementada pela leitura de genogramas que permitiram representar simbolicamente os vínculos familiares. Os resultados revelam que o ato de cuidar é vivido como uma dádiva ética, frequentemente não acompanhada de retorno imediato e concreto ou reconhecimento por parte da rede familiar. Destacam-se a centralidade da pessoa cuidada, a parentificação dos cuidadores, os padrões transgeracionais e os esforços de ressignificação simbólica dos vínculos. A reciprocidade, quando presente, fortalece a motivação do cuidador; quando ausente, gera sofrimento emocional e sentimentos de invisibilidade. Evidencia-se ainda a importância de laços eleitos e de estratégias de reorganização familiar na continuidade do cuidado. A investigação contribui para uma compreensão aprofundada da complexidade relacional no cuidar informal e reforça a necessidade de políticas públicas que valorizem não apenas a dimensão funcional do cuidador, mas também o seu bem-estar emocional e a coesão das relações familiares.
This qualitative study examines the experience of informal caregiving within the family context through the perspective of gift-giving ethics, generativity, and relational subsidiarity, all embedded in a systemic and relational-symbolic framework. Semi-structured interviews were conducted with eight informal caregivers, and their narratives were analyzed using a semantic categorical content analysis approach, complemented by the interpretation of genograms that symbolically depict family bonds. The findings reveal that caregiving is experienced as an ethical gift, often lacking practical support or acknowledgment from the family network. Key themes include the central role of the cared-for person, parentification of caregivers, transgenerational patterns, and efforts to symbolically redefine family ties. Reciprocity, when present, boosts the caregiver’s motivation; when absent, it causes emotional distress and feelings of invisibility. The significance of chosen bonds and strategies for family reorganization also play a crucial role in maintaining caregiving. This research deepens understanding of the relational complexity of informal care and emphasizes the need for public policies that recognize not only the caregiver’s functional role but also their emotional well-being and family relationship cohesion.

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Palavras-chave

Cuidado informal Ética do dom Generatividade Reciprocidade Modelo relacional-simbólico Informal care Ethics of gift-giving Generativity Reciprocity Relational symbolic model

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