| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.47 MB | Adobe PDF |
Autores
Resumo(s)
Introduction: In critically ill patients, mechanical ventilation can disrupt the ecological balance of the oral cavity, potentially promoting dysbiosis and colonization by respiratory pathogens. These alterations may contribute to the development of ventilator-associated pneumonia (VAP). Aim of the study: This systematic review aimed to evaluate how mechanical ventilation influences oral microbiome composition, ecological balance, and clinical implications in critically ill patients. Specifically identifying ventilation-associated microbial shifts, assessing links with ventilator-associated pneumonia (VAP), and evaluating oral hygiene interventions. Materials and Methods: A PRISMA-based systematic review was conducted using PubMed/MEDLINE, Scopus and CENTRAL. Eligible studies included randomized controlled trials and prospective cohorts analysing oral microbiota in mechanically ventilated adults using culture-based or sequencing approaches. Results: Included studies demonstrated oral microbiome dysbiosis during mechanical ventilation, characterized by decreased commensal taxa such as Streptococcus, Neisseria, and Veillonella, alongside increased opportunistic and respiratory-associated pathogens such as Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa and Enterobacteriaceae. Pseudomonas aeruginosa abundance was a potential biomarker of infection risk. Interventional studies <br/>reported that structured oral hygiene measures, including chlorhexidine protocols and toothbrushing, reduced periodontal pathogens and dysbiosis; however, associations with VAP outcomes were weak or inconsistent. Conclusions: Mechanical ventilation promotes ecological disruption of the oral microbiome, favouring pathogen enrichment and loss of commensal diversity. Although oral hygiene interventions reduce microbial burden, evidence suggests limited effects on infection outcomes. The oral cavity remains a modifiable reservoir influencing respiratory health, highlighting the need for standardized longitudinal microbiome studies and optimized oral care strategies in ICU settings.
Introdução: Em doentes em estado crítico, a ventilação mecânica (VM) pode perturbar o equilíbrio ecológico da cavidade oral, promovendo disbiose e colonização por agentes patogénicos respiratórios. Estas alterações podem contribuir para o desenvolvimento de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM). Objetivo do estudo: Avaliar a influência da VM na composição do microbioma oral, no equilíbrio ecológico e nas implicações clínicas em doentes críticos. Os objetivos incluíram identificar alterações microbianas associadas à ventilação, avaliar a sua relação com a PAVM e analisar o impacto das intervenções de higiene oral. Materiais e métodos: Foi realizada uma revisão sistemática baseada no PRISMA nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e CENTRAL. Foram incluídos ensaios clínicos aleatorizados e estudos de coorte prospetivos que analisaram a microbiota oral de adultos submetidos a VM através de métodos culturais ou de sequenciação. Resultados: Os estudos incluídos demonstraram disbiose do microbioma oral durante a VM, caracterizada pela diminuição de géneros comensais, como Streptococcus, Neisseria e <br/>Veillonella, e pelo aumento de agentes patogénicos oportunistas e respiratórios, incluindo Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Enterobacteriaceae. A abundância de Pseudomonas aeruginosa revelou-se potencial biomarcador de risco de infeção. Estudos intervencionais demonstraram que protocolos estruturados de higiene oral, incluindo clorexidina e escovagem dentária, reduziram patógenos periodontais e disbiose; contudo, os seus efeitos nos desfechos relacionados com PAVM foram limitados e inconsistentes. Conclusões: A VM promove perturbações ecológicas do microbioma oral, favorecendo o enriquecimento de agentes patogénicos e a perda de diversidade comensal. Embora as intervenções de higiene oral reduzam a carga microbiana, a evidência disponível sugere benefícios limitados nos desfechos infeciosos. A cavidade oral permanece um reservatório modificável com potencial influência na saúde respiratória, reforçando a necessidade de estudos longitudinais padronizados e de estratégias otimizadas de cuidados orais em contexto de UCI.
Introdução: Em doentes em estado crítico, a ventilação mecânica (VM) pode perturbar o equilíbrio ecológico da cavidade oral, promovendo disbiose e colonização por agentes patogénicos respiratórios. Estas alterações podem contribuir para o desenvolvimento de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM). Objetivo do estudo: Avaliar a influência da VM na composição do microbioma oral, no equilíbrio ecológico e nas implicações clínicas em doentes críticos. Os objetivos incluíram identificar alterações microbianas associadas à ventilação, avaliar a sua relação com a PAVM e analisar o impacto das intervenções de higiene oral. Materiais e métodos: Foi realizada uma revisão sistemática baseada no PRISMA nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e CENTRAL. Foram incluídos ensaios clínicos aleatorizados e estudos de coorte prospetivos que analisaram a microbiota oral de adultos submetidos a VM através de métodos culturais ou de sequenciação. Resultados: Os estudos incluídos demonstraram disbiose do microbioma oral durante a VM, caracterizada pela diminuição de géneros comensais, como Streptococcus, Neisseria e <br/>Veillonella, e pelo aumento de agentes patogénicos oportunistas e respiratórios, incluindo Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Enterobacteriaceae. A abundância de Pseudomonas aeruginosa revelou-se potencial biomarcador de risco de infeção. Estudos intervencionais demonstraram que protocolos estruturados de higiene oral, incluindo clorexidina e escovagem dentária, reduziram patógenos periodontais e disbiose; contudo, os seus efeitos nos desfechos relacionados com PAVM foram limitados e inconsistentes. Conclusões: A VM promove perturbações ecológicas do microbioma oral, favorecendo o enriquecimento de agentes patogénicos e a perda de diversidade comensal. Embora as intervenções de higiene oral reduzam a carga microbiana, a evidência disponível sugere benefícios limitados nos desfechos infeciosos. A cavidade oral permanece um reservatório modificável com potencial influência na saúde respiratória, reforçando a necessidade de estudos longitudinais padronizados e de estratégias otimizadas de cuidados orais em contexto de UCI.
Descrição
Palavras-chave
Oral microbiome Mechanical ventilation Ventilation associated pneumonia Microbioma oral Ventilação mecânica Pneumonia associada a ventilação
Contexto Educativo
Citação
Editora
Licença CC
Sem licença CC
