Publicação
O debate teórico sobre a politonalidade e a noção de dissonância escalar
| dc.contributor.author | Martins, José Oliveira | |
| dc.date.accessioned | 2025-08-08T13:12:02Z | |
| dc.date.available | 2025-08-08T13:12:02Z | |
| dc.date.issued | 2017-01-01 | |
| dc.description.abstract | Desde o início do século vinte, o debate teórico-musical em torno da politonalidade tem revelado um conceito ilusório e por vezes intensamente contestado. Este debate, que reemergiu nos últimos anos, levou à recepção em termos históricos, analíticos, e perceptuais de um conceito paradoxal, que foi atribuído tanto à consolidação como destruição da tonalidade, à expressão do conservadorismo musical como do modernismo, e a um acto de mera imaginação do ouvinte como de fenómenos musicais perceptíveis. A presente comunicação revisita a actividade de teorização sobre politonalidade no início do século de Koechlin, Milhaud, Casella, Bartók e outros, a qual foi posteriormente rejeitada ou apropriada pelas abordagens pós-Schenkerianas e teoria de conjuntos desenvolvidas na segunda parte do século. Os aspectos do debate são examinados ao longo de duas tensões teóricas: (1) formulações construtivas versus interpretativas sobre as implicações ontológicas do termo e (2) abordagens estritas ou amplas sobre a natureza das camadas sobrepostas. Argumenta-se que as primeiras noções de politonalidade se baseiam em pontos de vista inclusivos, explorando vários arranjos de composição e estratégias de escuta, enquanto que os detractores da politonalidade - a posição dominante ao longo do século - desvalorizaram e descartaram aspectos construtivos e inclusivos e adoptando visões principalmente exclusivas e interpretativas dado o potencial da politonalidade para desafiar as noções de unidade tonal e a coerência da “obra”. A comunicação propõe também a formulação analítica original de “dissonância escalar” (a qual mede o “desencontro” ou fricção entre as camadas escalares), que é exemplificada em "politonalidade contrapontística" de Milhaud, Bartók e Casella, e depois reformulada para interpretar também a prática harmónica (de Lutoslawski). Com esta proposta analítica, argumenta- se portanto que os princípios politonais se aplicam a uma prática composicional mais ampla do que é tradicionalmente atribuída. | por |
| dc.identifier.other | c6dc5752-5f36-4def-a40c-8100393865df | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.14/54305 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.rights.uri | N/A | |
| dc.title | O debate teórico sobre a politonalidade e a noção de dissonância escalar | por |
| dc.type | conference object | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| oaire.citation.endPage | 31 | |
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| oaire.version | http://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85 |
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