FCSE - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses
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- Quedas em contexto hospitalar : fatores de riscoPublication . Dias, Maria José Martins da Costa; Martins, Teresa; Dias, CostaIntrodução: As quedas em contexto hospitalar são o incidente mais reportado e constituem um indicador relativo à segurança do doente sensível aos cuidados de enfermagem. A finalidade da presente investigação foi estudar os fatores de risco associados às quedas do doente, em contexto hospitalar com vista a contribuir para a sua prevenção, suportando-nos no modelo conceptual de Irvine, Sidani e Hall (1998), integrando evidências para a prática clínica de enfermagem, valorizando a informação disponível e a experiência dos profissionais que trabalham na área da gestão do risco. Objetivos: Avaliar a dimensão e o impacto das quedas em adultos e identificar os fatores de risco associados às quedas em contexto hospitalar de cuidados agudos. Metodologia: A investigação assenta no paradigma quantitativo, integrando um estudo principal e um estudo preliminar. A pesquisa preliminar corresponde a um estudo exploratório de análise de 260 notificações de queda, relativas a 229 doentes que tiveram episódios de queda documentados entre 1 de junho de 2008 e 31 de dezembro de 2010. Este estudo visou dar subsídios para um melhor estabelecimento do plano de investigação a desenvolver e averiguar a pertinência da informação disponível. O estudo principal tem um desenho do tipo de casos-controlos emparelhados. Os casos correspondem às notificações de queda relativas ao ano de 2012 e por cada caso foram selecionados de forma aleatória dois controlos. Neste período registaram-se 134 eventos de queda e o estudo incluiu 100 desses eventos. Numa primeira fase efetuou-se análise uni e bivariada dos dados com recurso a medidas de risco, nomeadamente o odds ratio (OR), com um intervalo de confiança de 95%. Posteriormente as variáveis com associação estatística foram analisadas através da regressão logística, utilizando o método Stepwise Forward. Resultados: Os dados encontrados no estudo preliminar apontam que as quedas foram mais prevalentes no sexo masculino, em doentes com idade de 74 ou mais anos, com diagnóstico de doença oncológica ou neurodegenerativa. Os doentes caíram mais no período noturno e da cama. Estar medicado com fármacos do grupo terapêutico do sistema nervoso central mostrou ter uma associação mais significativa com as quedas. No estudo principal identificaram-se catorze variáveis associadas com as quedas (p<0,05), das quais quatro explicam o modelo final. As variáveis que explicam 71% dos resultados são, ter alto risco de queda avaliado através da Escala de Quedas de Morse, tendo estas pessoas três vezes mais risco de cair durante o internamento (ORa=3,10), assim como as que têm um estado psíquico deprimido (ORa=3,46). As pessoas que têm um estado psíquico confuso, têm duas vezes mais risco de cair (ORa=2,35). Por sua vez a utilização de uma cama baixa mostrou ser fator protetor, reduzindo a probabilidade de cair (ORa=0,47) em 53%. Conclusão: Os dados corroboram as evidências da investigação nesta área. Deve ser feita uma avaliação multifacetada a todos os doentes com 65 ou mais anos de idade admitidos no hospital, que inclua a avaliação do risco de queda, da depressão e da confusão aguda, por serem fatores preditores de queda e alguns serem fatores reversíveis. É sobretudo neste tipo de fatores que os enfermeiros devem fazer incidir a sua avaliação e prescrever intervenções por forma a prevenirem as quedas e os danos associados.