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- Instrumentos de medida no domínio da espiritualidade em saúde disponíveis para a prática de clínica em PortugalPublication . Martins, HelgaA avaliação da espiritualidade em saúde requer instrumentos fiáveis capazes de operacionalizar um constructo complexo, subjetivo e influenciado por fatores existenciais, culturais e religiosos. A espiritualidade ultrapassa os parâmetros biomédicos tradicionais, integrando crenças, valores, práticas religiosas, sentido de vida, esperança e resiliência, assumindo um papel relevante na adaptação à doença e no bem-estar global. Dada a natureza multifacetada deste domínio, a avaliação clínica pode recorrer a escalas específicas de espiritualidade ou a instrumentos que avaliam constructos associados, como religiosidade, coping espiritual e sentido de vida. Em Portugal, nas últimas décadas, foram adaptados e validados diversos instrumentos para diferentes contextos de saúde, incluindo cuidados paliativos, oncologia e cuidados primários. A sua integração na prática clínica favorece a identificação de necessidades espirituais, orienta intervenções ajustadas e promove uma abordagem holística centrada na pessoa.
- Alma sem morada: espiritualidade das pessoas em situação de sem abrigoPublication . Martins, HelgaO fenómeno das pessoas em situação de sem-abrigo constitui uma expressão grave de desigualdade social, com crescente relevância na Europa e em Portugal. Estima-se que, em 2023, mais de um milhão de pessoas se encontrassem nesta condição na Europa, incluindo cerca de 400 mil crianças, números possivelmente subestimados devido a formas menos visíveis de exclusão habitacional. Em Portugal, registaram-se 13.128 pessoas em situação de sem-abrigo, maioritariamente homens, com idades entre os 45 e os 64 anos, enfrentando desemprego, precariedade laboral, dependências e ausência de suporte familiar. Para além da privação material, esta população apresenta elevados níveis de vulnerabilidade em saúde física e mental, envelhecimento acelerado e mortalidade precoce. A literatura evidencia ainda um profundo sofrimento espiritual, associado à perda de sentido de vida, vínculos sociais fragilizados e exclusão. Neste contexto, a espiritualidade, a esperança e a paz interior emergem como fatores protetores e de resiliência, essenciais à reconstrução da dignidade, do bem-estar e à reintegração social.
- Contours of resiliences : cimate futures reimagined in post-disaster PhilippinesPublication . Ambulo, Brian Jay de Lima; Silva, Ana Luísa dos Santos Diniz daThe escalating climate crises, coupled with entrenched systemic inequalities and fragmented development approaches, have propelled the discourse of resilience into prominence, particularly concerning marginalised communities within the Global South. The concern, then, is not whether resilience is possible but how it can be conceptualised to honour the agency of those most affected. My central question arises from this very challenge: How can potentials for resilient places and communities in post-disaster settings be navigated when evaluating co-developments between environmental changes and everyday human and more-than-human creative practices? This dissertation reimagines resilience by critically examining the intersections of extractive colonial legacies, socio-ecological transformations, placemaking, and development trajectories in a post-disaster Philippines. It interrogates how global power imbalances, embedded in colonial histories, continue to shape material and immaterial landscapes, perpetuating inequalities and marginalising pluralistic epistemologies. These colonial residues continue to shape modern development paradigms that prioritise exploitative growth, driving anthropogenic climate change and the increasing likelihood of future disasters. Through an investigation of island spatialities and placemaking practices in Siargao Island, the research uncovers the complex interdependencies between humans and more-than-humans, advocating for development approaches incorporating local knowledge systems and ecological commingling. I offer a manifesto that tinkers and fiddles with elements of unorthodox views yet situated practices, radical opinions yet lived experiences, creatively reshaping our interlinkages and interrelationships with our home, our ecologies, our economies, and our selves. It posits that the essence of resilience transcends survival or adaptability; it encapsulates a transformation of culture and nature, thereby engendering spaces and communities that are not fleeting and volatile, but enduring and flourishing.
