Browsing by Issue Date, starting with "2018-12-18"
Now showing 1 - 5 of 5
Results Per Page
Sort Options
- Competências de linguagem oral e escrita em crianças com epilepsia benigna de infância com pontas centro-temporaisPublication . Teixeira, Joana Marta Gonçalves Gouveia Abreu; Santos, Maria Emília; Oom, PauloQualquer fator intrínseco ou extrínseco que interfira com o processo natural de aquisição e desenvolvimento das competências de linguagem, pode comprometer o seu percurso e, consequentemente, todas as outras atividades que lhe estão associadas. As perturbações no domínio da linguagem são muito comuns na infância, um período fulcral neste processo, devido à sensibilidade neuronal das redes recrutadas. Estas alterações, frequentemente, decorrem de perturbações neurológicas, como é o caso da epilepsia. Na vasta diversidade de síndromes epiléticas, surge a Epilepsia Benigna de Infância com Pontas Centro-Temporais (EBIPCT), que é a mais comum neste período. Sabe-se que a atividade epilética desta síndrome pode ter impacto nas competências cognitivas das crianças, nomeadamente ao nível da atenção e da memória, e também da linguagem. Dentro deste conjunto de perturbações, considerando a especificidade da localização da EBIPCT (zona peri-rolândica), torna-se necessário aprofundar o conhecimento sobre as possíveis sequelas ao nível da linguagem das crianças com esta neuropatologia. Procurando assim contribuir para o esclarecimento das capacidades de linguagem desta população, esta tese apresenta o trabalho resultante de uma investigação que engloba duas revisões sistemáticas da literatura, acerca das competências de linguagem oral e escrita destas crianças, e ainda dois estudos empíricos relativos à avaliação das suas competências de linguagem oral, quer em idade pré-escolar, quer em idade escolar e à análise das suas capacidades de leitura e escrita, comparativamente com uma amostra de controlo. Os resultados obtidos indicam que as crianças com EBIPCT demonstram competências de linguagem inferiores aos seus pares de idade em diversas áreas da linguagem oral e escrita. Deste modo, deve ser enfatizada a importância da avaliação precoce destas capacidades e a eventual necessidade de intervenção terapêutica, de forma a minimizar o impacto destas alterações no seu desempenho escolar e qualidade de vida.
- Verdade historiográfica, criticamente asseguradaPublication . Pereira, Américo
- Doentes não oncológicos referenciados e admitidos nos serviços de cuidados paliativos portugueses : suas características e efetividade do controlo sintomáticoPublication . Faustino, Liliana Gregório; Capelas, Manuel Luís VilaIntrodução – A dissertação encontra-se integrada numa das componentes do projeto global elaborado pelo Observatório Português dos Cuidados Paliativos. Os principais objetivos foram a caracterização dos doentes não oncológicos referenciados e admitidos nos serviços de cuidados paliativos portugueses e efetividade do controlo sintomático. Metodologia – Estudo epidemiológico, observacional, longitudinal e analítico. Dos 61 pedidos de participação efetuados, apenas 6 responderam durante o ano de 2017. A amostra foi de 53 doentes não oncológicos de um total de 376 doentes. A caracterização foi sociodemográfica, clínica, do processo de referenciação/admissão e do controlo sintomático. Estabeleceram-se associações para a efetividade do controlo sintomático, entre o local de cuidados e o diagnóstico da doença não oncológica, entre a idade e o score da escala FACIT-Pal e entre a existência de cuidador e o score da referida escala. Resultados – A proporção de doentes não oncológicos foi de 14,1%. Os sujeitos foram maioritariamente mulheres, com idade avançada, casados/viúvos, com escolaridade básica e possuíam apoio de cuidador. Os principais motivos para a referenciação foram a necessidade de tratamento e intervenção paliativa e o controlo de sintomas. A admissão foi realizada nos primeiros dias após referenciação e as medianas de sobrevivência rondaram os 4 meses. Cerca de 85% da amostra teve avaliação de sintomas nas 48/72 horas após admissão. Verificou-se significância estatística entre o local de cuidados e o diagnóstico da doença não oncológica. O aumento da idade foi associado a menor qualidade de vida a nível físico e funcional avaliado pela escala FACIT-Pal. Não se verificou efeito da existência de cuidador. Conclusões – Admitiu-se a presença de um sistema de referenciação tendencialmente reativo e com reduzida admissão de doentes não oncológicos. Os objetivos associados ao número de doentes referenciados e admitidos a nível nacional e à efetividade do controlo sintomático não foram atingidos pela insuficiência de dados.
- O impacto da mudança contínua no clima organizacional : estudo de caso : Granado PheboPublication . Gomes, Erika Maria Osório Sobral de Souza; Romba, Maria Inês das Neves Moreira de AlmeidaEm um mercado global e cada vez mais competitivo, as organizações têm que ser capazes de se adaptarem e inovarem para se manterem a frente do mercado. Uma organização que não muda não cresce, porém, para implementar a mudança, organizações precisam ir além da concepção e da execução do plano de mudanças. Organizações precisam considerar a importância do capital humano, a maneira como os colaboradores reagem e são afetados pela mudança, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso do projeto. Para que uma mudança seja implementada de maneira bem-sucedida, as organizações têm que envolver seus colaboradores no processo, manter-lhes informados e motivados, e dessa maneira mantendo um clima organizacional positivo. Organizações que mudam com a participação dos colaboradores conseguem implementar essas mudanças com maior facilidade e menor resistência. Por essa razão se faz necessário o entendimento da relação causal entre a mudança contínua e o clima organizacional, de que maneira esses interagem e, de que forma os efeitos negativos da mudança podem ser neutralizados de maneira a não desestabilizar o clima. A presente investigação é um estudo de caso realizado à Granado Phebo, empresa centenária brasileira1 que tem passado por diversas mudanças nos últimos anos. Por essa razão, sendo um objeto de estudo ideal, permitindo a compreensão dos efeitos da mudança na organização, nos seus colaboradores e no clima organizacional. Os resultados obtidos permitiram responder as questões de investigação demonstrando que: a mudança é vista com normalidade pelos colaboradores, lhes é apresentada como crescimento e se torna uma forma de motivação. A organização mantém um canal de comunicação aberto e transparente com seus colaboradores, mas a comunicação apresenta espaço para melhorias. A organização estimula a cultura de inovação em seus colaboradores, ao mesmo tempo que faz com que se sintam valorizados e motivados, e desse modo mantendo a estabilidade do clima organizacional.
- Morte no domicílio em Portugal : a congruência entre preferência e realidade e as características associadasPublication . Ferreira, Rita Fontes de Carvalho da Cunha; Capelas, Manuel Luís VilaIntrodução: Numa época em que se desenvolvem os cuidados paliativos em Portugal, torna-se pertinente conhecer o local de morte preferido e real dos doentes. Apenas desta forma será possível tomar decisões políticas e de estratégia assentes em dados científicos. Objetivos: Determinar o local de morte preferido, o local de morte real e a congruência entre preferência e realidade dos doentes acompanhados em cuidados paliativos em Portugal. Identificar características facilitadoras para a preferência, a ocorrência e a congruência da morte no domicílio destes doentes. Metodologia: Estudo epidemiológico, observacional, transversal e analítico, iniciado com uma investigação do Observatório Português dos Cuidados Paliativos. A população foi composta pelos doentes que receberam cuidados paliativos em Portugal durante 2017, com informação acessível através de 61 instituições. Os profissionais das instituições registaram os dados solicitados numa base de dados construída para o efeito. Resultados: Obteve-se uma taxa de resposta das instituições de 9,8%. Entre os 376 doentes, 68,7% preferia morrer no domicílio, 16,6% numa unidade de cuidados paliativos (UCP), 3,1% num hospital e 1,1% num lar. Quanto ao local de ocorrência da morte, 54,3% morreu numa UCP, 22,9% num hospital, 22,3% no domicílio e 0,5% num lar. A concordância geral foi 53,3% (k=0,31) e, entre os que preferiam o domicílio, 32,4% (k=0,26). Identificámos associações estatisticamente significativas com diversas variáveis, tanto modificáveis como não modificáveis e relativas quer ao doente, quer ao cuidador. Discussão e conclusão: Apesar da impossibilidade em extrapolar para a população nacional, a distribuição das preferências do local de morte constitui talvez a melhor aproximação existente em doentes em Portugal. Apesar da predominância da preferência pela morte no domicílio, a maioria morreu numa instituição. A congruência foi apenas razoável no geral e ainda menor no domicílio. O conhecimento das características influenciadoras deverá auxiliar decisores e gestores na definição de estratégias consistentes e adequadas à realidade portuguesa.